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Safra de algodão atinge expectativas, mas requer cuidado especial com as condições de armazenamento

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No entanto, é importante agora considerar as condições de armazenamento do produto. As variáveis climáticas, como chuvas e umidade relativa do ar, podem influenciar significativamente a umidade do algodão durante a colheita e o armazenamento.

Especialistas da área ressaltam que o teor de umidade e a qualidade do armazenamento do algodão são cruciais para preservar a qualidade e o valor comercial do produto. “Seja na fase de colheita, armazenamento ou processamento, manter a umidade adequada evita perdas e garante a qualidade da fibra”, afirma o engenheiro agrônomo Roney Smolareck, da empresa Loc Solution, que detém a marca Motomco de aparelhos medidores de umidade.

Segundo ele, para o algodão em caroço, recomenda-se um teor de umidade de até 12%, pois acima deste percentual começam a surgir problemas de qualidade. Já a umidade ideal da fibra durante o beneficiamento deve ficar entre 9-10 %. “Portanto, é fundamental manter o algodão em um local seco, limpo e bem ventilado para evitar a presença de impurezas que podem afetar negativamente o beneficiamento pela indústria têxtil”, afirma Smolareck.

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A adoção dessas práticas de armazenamento pode ajudar a evitar perdas e garantir uma comercialização bem-sucedida. “A umidade é um dos principais fatores a serem controlados durante a colheita. Ela vai indicar o momento adequado para iniciar a colheita ao longo do dia e o momento certo de parar”, complementa Smolareck.

Existem várias técnicas para medição da umidade, sendo as mais comuns a utilização de medidores de umidade de algodão portáteis. Um dos desafios enfrentados pelas algodoeiras está relacionado à falta de padronização nos métodos de medição da umidade, o que pode levar a resultados imprecisos e dificultar a avaliação da qualidade do algodão.

De acordo com Fernanda Rodrigues da Silva, gerente de Relacionamento da Loc Solution, os medidores de umidade portáteis para o algodão são práticos e de fácil manuseio, ideais para medições rápidas durante a colheita ou o beneficiamento.

Ter um equipamento adequado é fundamental para entender a qualidade do produto, além de garantir uma gestão eficaz da umidade do algodão. “Com a adoção de técnicas adequadas de medição e controle, os produtores podem minimizar os impactos negativos da umidade e otimizar os resultados em todas as etapas da cadeia produtiva”, destaca ela.

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Em relação à safra, houve um aumento significativo de 7,7% em comparação com o ciclo anterior, principalmente devido ao incremento de 15,4% na área plantada, que alcançou 1,93 milhão de hectares.

“Esse aumento na área cultivada é resultado, em grande parte, da migração de terras anteriormente destinadas ao milho de segunda safra para a cultura do algodão”, afirma Smolareck, acrescentando que os produtores estão buscando alternativas rentáveis, e o algodão surge como uma opção atrativa diante das condições climáticas desfavoráveis para outras culturas.

Fonte: Assessoria de Comunicação Loc Solution

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inpasa amplia liderança global e exporta 45 mil toneladas de DDGS para a Turquia

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A Inpasa, maior biorrefinaria de etanol da América Latina e o segundo maior grupo produtor de etanol do mundo, realizou um novo embarque de 45 mil toneladas de DDGS (Grãos Secos de Destilarias com Solúveis) com destino à Turquia. A operação reforça a estratégia de expansão internacional da companhia e consolida sua liderança entre os exportadores brasileiros do insumo.

Turquia se consolida como mercado estratégico para a Inpasa

O país asiático vem ganhando relevância na operação global da empresa e já ocupa a posição de segundo maior mercado da Inpasa, atrás apenas do Vietnã.

Desde 2023, a companhia já destinou cerca de 600 mil toneladas de DDGS ao mercado turco, evidenciando a consolidação da parceria comercial e o crescimento da demanda pelo produto.

Exportações ganham ritmo com embarque para China

O novo envio para a Turquia ocorre em um momento de aceleração das exportações da Inpasa, logo após a realização de um embarque de 62 mil toneladas para a China, um dos mercados mais exigentes do mundo.

O movimento reforça a presença global da companhia e sua capacidade de atender diferentes destinos estratégicos simultaneamente.

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Logística integrada garante eficiência operacional

A operação logística envolveu diferentes modais de transporte, destacando a estrutura integrada da empresa. O DDGS foi transportado da unidade de Sinop (MT) por caminhões até o terminal de Miritituba, em Itaituba (PA).

Em seguida, o produto seguiu por barcaças pelo rio Tapajós até Santarém, onde foi transferido para o navio Ionic, responsável pelo transporte marítimo até a Turquia.

Segundo a Inpasa, a operação reforça a capacidade da empresa de atuar com eficiência logística e flexibilidade em diferentes rotas de exportação.

Expansão internacional fortalece marca FortiPro

O embarque também reforça o posicionamento da marca FortiPro, lançada pela companhia em março com foco em “performance-driven nutrition”, ou nutrição voltada para desempenho.

A proposta da marca é atender produtores que buscam maior eficiência e previsibilidade na alimentação animal, com produtos de padrão técnico elevado e regularidade de fornecimento.

DDGS com alto padrão nutricional e rastreabilidade

O DDGS produzido pela Inpasa é reconhecido no mercado internacional como uma importante fonte de proteína para nutrição animal. O insumo é livre de antibióticos e contaminantes, atendendo às exigências sanitárias e nutricionais mais rigorosas.

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O produto oferece concentração mínima de 32% de proteína bruta, alta digestibilidade e estabilidade nutricional ao longo do ano, além de monitoramento rigoroso de micotoxinas.

Aplicação em diferentes cadeias produtivas

A versatilidade do DDGS permite sua utilização em diversas cadeias da produção animal, incluindo bovinos, aves, suínos e aquicultura. O insumo contribui para a melhoria do ganho de peso e da conversão alimentar dos animais.

Modelo Food + Fuel reforça sustentabilidade

A produção da Inpasa está inserida no modelo integrado Food + Fuel, no qual energia renovável e alimentos são produzidos na mesma área agrícola.

Esse sistema busca otimizar o uso da terra, aumentar a eficiência produtiva e contribuir para os compromissos globais de sustentabilidade e redução de emissões de carbono.

Com o novo embarque para a Turquia, a Inpasa reforça sua posição como principal exportadora brasileira de DDGS e amplia sua presença em mercados estratégicos, consolidando o Brasil como protagonista global na produção de insumos para nutrição animal e biocombustíveis.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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