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Início da Safra 24/25 em Alagoas: Expectativa de Processamento de 21 Milhões de Toneladas de Cana

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A nova safra de cana-de-açúcar em Alagoas começou com grandes expectativas, prevendo-se o processamento de 21 milhões de toneladas. As usinas Pindorama e Santo Antônio deram início às suas operações na última segunda-feira, 26 de agosto. Segundo dados do Sindaçúcar-AL, outras usinas iniciarão a moagem em setembro, sinalizando um aumento superior a 8% em relação à safra passada, que processou pouco mais de 19,3 milhões de toneladas.

A projeção para a safra 24/25 inclui a produção de aproximadamente 1,7 milhão de toneladas de açúcar, das quais quase 1,3 milhão serão do tipo VHP (Very High Pol) e mais de 477 mil toneladas de açúcar cristal. A produção de etanol deve atingir cerca de 470 milhões de litros, produzidos por 12 das 15 usinas em operação, representando um crescimento de 3,7% em relação ao ciclo anterior.

Pedro Robério Nogueira, presidente do Sindaçúcar-AL, ressaltou a recuperação significativa do setor desde a safra 16/17, quando a moagem caiu abruptamente. Nogueira atribui essa recuperação ao clima favorável e à gestão eficiente dos produtores, que renovaram os canaviais e impulsionaram a produção.

“Passamos por um processo de recuperação desde a safra 16/17, quando a moagem caiu de 23 milhões de toneladas para 13,7 milhões. Foi um evento devastador que durou três anos. Desde então, a recuperação tem sido lenta, mas consistente. Há dois anos, chegamos a pouco mais de 20 milhões de toneladas, e na safra passada processamos mais de 19 milhões. Com um clima mais favorável, esperamos atingir cerca de 21 milhões de toneladas nesta safra”, afirma Nogueira.

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Na Cooperativa Pindorama, a safra foi inaugurada com uma celebração religiosa, marcada pela presença do presidente Klécio Santos, que destacou o crescimento da usina. A cooperativa, que agora ocupa o quinto lugar em moagem e o terceiro em faturamento, prevê um aumento de 5% no processamento de cana, com 80% da produção destinada ao açúcar.

“Começamos a nova safra graças ao empenho de nossos colaboradores e associados. Saímos da posição de menor destaque e agora somos a quinta usina em termos de moagem e a terceira em faturamento”, observa Santos. A cooperativa também planeja aumentar a produção de etanol a partir de grãos, como milho e sorgo, atingindo um volume combinado de 70 milhões de litros.

No Nordeste, a previsão é de uma produção de 59,62 milhões de toneladas de cana-de-açúcar para o ciclo 24/25, o que representa um crescimento de 5,6% em relação à safra anterior. No Norte, a produção estimada é de 4,04 milhões de toneladas, com um aumento de 2,6% em comparação ao ciclo 23/24.

A estimativa para a produção de cana no Brasil para a safra 24/25 é de 689,8 milhões de toneladas. Se confirmada, será a segunda maior produção da série histórica da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), atrás apenas da safra anterior. Com uma previsão de 8,63 milhões de hectares destinados à colheita, o crescimento de 3,5% em relação ao ciclo 2023/2024 é ofuscado por uma redução de 3,3% na produção. A Conab atribui essa redução ao desempenho inferior das lavouras, com uma estimativa de queda de 6,6% na produtividade, que deve alcançar 79,9 toneladas por hectare. Os baixos índices pluviométricos e as altas temperaturas na região Centro-Sul são os principais fatores que devem impactar negativamente a produção.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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