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Safra 2025/2026: usinas de Alagoas já processaram 16,5 milhões de toneladas de cana

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As usinas sucroenergéticas de Alagoas processaram 16,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar até o dia 28 de fevereiro da safra 2025/2026. Os dados foram divulgados pelo Sindaçúcar-AL, por meio de seu departamento técnico.

Na comparação com o mesmo período da safra anterior, quando o volume beneficiado ultrapassava 17 milhões de toneladas, o resultado atual representa queda de aproximadamente 3% no processamento da matéria-prima.

Maior parte da cana foi destinada à produção de açúcar

Do total de cana processada até o momento na atual safra, a maior parte foi direcionada para a produção de açúcar.

De acordo com o levantamento:

  • 13,7 milhões de toneladas de cana foram destinadas à fabricação de açúcar
  • 2,7 milhões de toneladas tiveram como destino a produção de etanol
  • 685 toneladas foram utilizadas para a produção de mel rico

Esse direcionamento da matéria-prima mostra a estratégia das usinas alagoanas em priorizar a produção açucareira dentro do chamado mix de produção do setor sucroenergético.

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Produção de etanol cresce quase 9% na safra

Apesar da redução no volume total de cana processada, a produção de etanol apresentou crescimento no ciclo atual.

Até fevereiro, as usinas já haviam produzido mais de 429,326 milhões de litros de etanol. No mesmo período do ano passado, o acumulado era de 393,945 milhões de litros.

Com isso, o setor registra aumento próximo de 9% na produção do biocombustível na comparação anual.

Produção de açúcar registra queda de mais de 15%

Diferentemente do etanol, a produção de açúcar apresentou retração na safra atual.

Segundo o boletim divulgado pelo Sindaçúcar-AL, as usinas produziram mais de 1,3 milhão de toneladas de açúcar até fevereiro.

No mesmo período da safra anterior, o volume acumulado superava 1,5 milhão de toneladas.

O resultado representa queda de aproximadamente 15,4% na produção açucareira na comparação entre os dois ciclos.

Desempenho da safra reflete ajustes no processamento industrial

Os números mostram que, embora o processamento de cana esteja ligeiramente menor nesta safra, o setor sucroenergético de Alagoas segue ajustando o mix de produção e a eficiência industrial, com crescimento na fabricação de etanol e redução no volume de açúcar produzido até o momento.

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O desempenho final da safra ainda dependerá do ritmo de moagem das usinas e das condições operacionais nas próximas etapas do ciclo produtivo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil pode multiplicar área irrigada, mas água e energia limitam avanço

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O Brasil possui aproximadamente 10 milhões de hectares equipados para irrigação, mas poderia incorporar mais de 55 milhões de hectares à tecnologia, segundo estimativas oficiais. A expansão permitiria aumentar a produção dentro de áreas já ocupadas e reduzir perdas provocadas por estiagens, mas depende de investimentos em reservatórios, energia elétrica, licenciamento e gestão dos recursos hídricos.

Os números variam conforme a metodologia. O Portal da Irrigação, do governo federal, trabalha com cerca de 10 milhões de hectares equipados. Já o Atlas Irrigação, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), contabiliza 8,2 milhões de hectares irrigados e fertirrigados em sua base nacional mais abrangente.

O mesmo levantamento identifica potencial adicional de 55,85 milhões de hectares. Desse total, 26,69 milhões estão sobre áreas agrícolas de sequeiro, que dependem das chuvas, e outros 26,73 milhões sobre pastagens. A estimativa exclui áreas ambientalmente protegidas, mas representa uma possibilidade física, não uma expansão que possa ocorrer imediatamente.

Uma parcela entre 6 milhões e 8 milhões de hectares apresenta condições mais favoráveis para incorporação em prazo menor. Ainda assim, seriam necessários investimentos elevados na aquisição de equipamentos, ampliação das redes elétricas e construção de estruturas de captação, armazenamento e distribuição de água.

O avanço dos pivôs centrais mostra que o produtor já procura reduzir a dependência das chuvas. Levantamento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) identificou 33.846 pivôs em funcionamento em 2024, responsáveis pela irrigação de 2,2 milhões de hectares.

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A tecnologia permite fornecer água em momentos decisivos, como germinação, floração e enchimento de grãos. No milho, a falta de umidade nessas fases pode provocar perdas mesmo quando o volume total de chuva da temporada fica próximo da média.

A irrigação também aumenta a previsibilidade para cooperativas, fábricas de ração, usinas de etanol e outras indústrias que dependem do fornecimento regular de grãos. Com menor oscilação na produção, a cadeia consegue organizar melhor compras, estoques e processamento.

Estudos realizados em regiões de agricultura irrigada encontraram indicadores econômicos superiores aos observados em municípios sem a mesma estrutura. As áreas analisadas, embora representassem cerca de 8% do espaço agrícola considerado, concentravam 704 mil hectares irrigados por pivôs e respondiam por aproximadamente 15% das exportações do agronegócio.

Uma simulação com a incorporação de 1.500 hectares irrigados apontou aumento inicial de R$ 8,27 milhões no valor adicionado pela agropecuária. Em uma segunda etapa, após os efeitos sobre fornecedores, serviços e empregos, o acréscimo poderia superar R$ 13 milhões.

Essas comparações, entretanto, não significam que a irrigação seja a única responsável pelo desempenho econômico. Municípios irrigantes também costumam concentrar propriedades tecnificadas, agroindústrias, crédito, armazenagem e melhor infraestrutura.

O principal limite é a disponibilidade de água em cada bacia. A ANA calcula que a irrigação responde por 46% de toda a água retirada de rios, reservatórios e aquíferos no Brasil e por 67% do consumo, parcela que não retorna imediatamente aos mananciais.

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Por isso, o potencial nacional não pode ser interpretado como autorização para irrigar qualquer área. Cada projeto depende da disponibilidade local, dos demais usos da água e da obtenção de outorga, documento que estabelece quanto poderá ser captado, por quanto tempo e em quais condições.

A construção de reservatórios pode guardar água durante o período chuvoso para utilização em momentos críticos. Esses projetos, porém, também precisam respeitar regras ambientais, segurança das barragens e limites de captação para não prejudicar o abastecimento das cidades, a indústria e outros produtores.

A energia elétrica é outro obstáculo. Sistemas de irrigação demandam potência elevada e funcionamento regular, mas parte das regiões com maior potencial agrícola ainda não dispõe de redes trifásicas ou capacidade suficiente para atender novos equipamentos. O custo da energia também interfere diretamente na viabilidade do investimento.

A expansão sustentável exige ainda sensores de umidade, acompanhamento meteorológico e equipamentos capazes de aplicar somente o volume necessário. Irrigar sem monitoramento pode desperdiçar água, elevar custos e provocar erosão, encharcamento ou perda de nutrientes.

Diante da maior frequência de veranicos e estiagens em períodos críticos, a irrigação tende a ganhar importância na agricultura brasileira. O avanço, contudo, dependerá menos da simples compra de pivôs e mais de planejamento por bacia, segurança jurídica, energia disponível e infraestrutura para armazenar água sem comprometer os demais usuários.

Fonte: Pensar Agro

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