AGRONEGÓCIO

RZK Rental investe R$ 80 milhões e fortalece colheita de algodão no MATOPIBA

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A RZK Rental iniciou a safra de algodão no MATOPIBA com uma operação avaliada em R$ 80 milhões, ampliando sua atuação em uma das regiões que mais crescem no agronegócio brasileiro. A iniciativa acompanha o avanço da produção de algodão no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, além da crescente demanda por mecanização de alta performance no campo.

A operação mobiliza mais de 12 colhedoras de algodão modelo CP770, equipamentos de última geração avaliados em cerca de R$ 6,5 milhões cada. A estratégia da empresa combina tecnologia, escala operacional e suporte técnico especializado para garantir maior eficiência durante a colheita.

Colhedoras de alta performance elevam produtividade no campo

Desenvolvidas especialmente para a cultura do algodão, as colhedoras CP770 foram projetadas para reduzir perdas e aumentar a produtividade nas lavouras. Cada máquina possui capacidade operacional média entre 3 e 3,5 hectares por hora, podendo alcançar até 1.500 hectares colhidos ao longo da safra, dependendo das condições climáticas e do manejo adotado pelos produtores.

Além da robustez dos equipamentos, a operação conta com sistemas de telemetria e monitoramento remoto em tempo real. A equipe técnica da RZK Rental acompanha diariamente o desempenho das máquinas tanto em campo quanto à distância, gerando relatórios constantes sobre produtividade, disponibilidade e eficiência operacional.

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Segundo Rafael Soares, coordenador de frotas da RZK Rental, o objetivo é oferecer soluções completas para os produtores da região.

“A operação no MATOPIBA reflete nosso compromisso em oferecer soluções completas ao produtor, combinando tecnologia, disponibilidade de máquinas e suporte técnico próximo ao cliente”, afirma.

Mercado de locação de máquinas agrícolas cresce no MATOPIBA

Com base operacional em Bom Jesus, no Piauí, a empresa acompanha o aquecimento do mercado de locação de máquinas agrícolas registrado desde o final de 2024. Atualmente, a RZK Rental atende importantes grupos do setor, como Canel, Franciosi e GSA, além de produtores independentes que atuam na produção de grãos e fibras.

A expansão da empresa ocorre em um cenário de fortalecimento do algodão no MATOPIBA, especialmente em áreas irrigadas por pivô central, que exigem maior capacidade operacional e precisão técnica.

Algodão irrigado exige manutenção rigorosa e tecnologia avançada

De acordo com Eduardo Martinatti, diretor da RZK Rental, as operações de algodão irrigado demandam máquinas altamente capacitadas e um padrão rigoroso de manutenção preventiva e preditiva.

“O algodão irrigado traz um nível elevado de produtividade e exige equipamentos preparados para operações que não admitem falhas. A manutenção precisa seguir padrões rigorosos, comparáveis aos da aviação”, destaca.

O executivo também reforça que o alto valor dos equipamentos precisa ser analisado dentro do contexto de eficiência operacional.

“Não existem máquinas caras, existem máquinas inoperantes por incapacidade técnica. Nosso foco está em garantir disponibilidade, desempenho e eficiência em toda a operação”, completa.

Estratégia mira crescimento sustentável no agronegócio

Com a operação já em andamento, a expectativa da RZK Rental é consolidar sua posição como referência em locação de máquinas agrícolas no MATOPIBA, fortalecendo parcerias estratégicas e ampliando sua participação em um dos mercados mais promissores do agronegócio nacional.

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A região segue atraindo investimentos devido à expansão da produção agrícola, ao avanço tecnológico no campo e à crescente demanda por soluções que aumentem produtividade e eficiência nas operações de colheita.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Raízen reduz moagem de cana em quase 10% na safra 2025/26, mas amplia produção de açúcar e etanol de segunda geração

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A Raízen, uma das maiores produtoras de açúcar, etanol e bioenergia do mundo, encerrou a safra 2025/26 (abril de 2025 a março de 2026) com uma moagem de 70,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, volume 9,8% inferior ao registrado no ciclo anterior, quando foram processadas 78,2 milhões de toneladas.

Segundo a companhia, o desempenho foi impactado principalmente pelas condições climáticas adversas ao longo da safra, que reduziram a disponibilidade de matéria-prima e afetaram a produtividade agrícola dos canaviais. Além dos efeitos do clima, decisões estratégicas relacionadas à otimização dos ativos industriais também contribuíram para a retração do volume processado.

Clima reduziu oferta de cana

Em comunicado ao mercado, a Raízen informou que a principal razão para a queda da moagem foi o impacto das condições climáticas registradas durante o ano-safra.

A empresa estima que a menor produtividade agrícola provocou uma redução de aproximadamente 900 mil toneladas de cana disponível para processamento, refletindo os desafios enfrentados pelos canaviais em diferentes regiões produtoras.

A menor oferta de matéria-prima confirma os efeitos das adversidades climáticas sobre o setor sucroenergético brasileiro, que também atingiram outros produtores ao longo da temporada.

Estratégia operacional também reduziu o volume processado

Além do clima, a Raízen destacou que parte da redução da moagem decorreu de decisões estratégicas voltadas à otimização do portfólio de ativos.

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Entre as medidas adotadas estão:

  • venda de aproximadamente 2 milhões de toneladas de cana-de-açúcar;
  • hibernação da usina MB, paralisada desde novembro de 2024 e sem operação durante a safra 2025/26;
  • hibernação da usina Santa Elisa, que interrompeu as atividades em julho de 2025.

De acordo com a companhia, desconsiderando esses efeitos extraordinários, a moagem teria alcançado 69,2 milhões de toneladas, o que representaria uma retração mais moderada, de 3,9% em relação à safra anterior.

Mix priorizou açúcar para aumentar rentabilidade

Mesmo diante da menor moagem, a Raízen manteve sua estratégia de direcionar uma parcela maior da cana para a fabricação de açúcar, aproveitando as condições mais favoráveis do mercado internacional.

Na safra 2025/26, o mix de produção ficou em:

  • 53% destinado ao açúcar
  • 47% destinado ao etanol

No ciclo anterior, a divisão havia sido equilibrada, com 50% para açúcar e 50% para etanol.

Segundo a companhia, a alteração do mix acompanhou sua estratégia de maximização de rentabilidade, sustentada pelos preços previamente fixados para o açúcar e pela qualidade da matéria-prima disponível durante a safra.

Produção de etanol de segunda geração avança

Outro destaque apresentado pela empresa foi a evolução da produção de etanol de segunda geração (E2G).

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A Raízen informou que os volumes produzidos cresceram na comparação anual, impulsionados pela estabilização operacional das unidades de:

  • Bonfim;
  • Univalem;
  • Barra.

O desempenho dessas plantas reforça a estratégia da companhia de ampliar a produção de biocombustíveis de maior valor agregado, utilizando resíduos da cana-de-açúcar como matéria-prima e contribuindo para a expansão da oferta de combustíveis renováveis de baixa emissão de carbono.

Perspectivas para o setor sucroenergético

O resultado da safra 2025/26 evidencia os desafios enfrentados pelo setor sucroenergético brasileiro diante das oscilações climáticas, que vêm afetando a produtividade dos canaviais em diversas regiões do país.

Ao mesmo tempo, a decisão da Raízen de ampliar a participação do açúcar no mix de produção demonstra a busca por maior rentabilidade em um cenário de preços internacionais mais atrativos, enquanto os investimentos em etanol de segunda geração reforçam a estratégia de diversificação e fortalecimento da matriz de biocombustíveis.

Mesmo com a redução na moagem, a companhia mantém o foco na eficiência operacional, na otimização de ativos industriais e na expansão de tecnologias voltadas à produção de energia renovável, consolidando sua posição entre as principais empresas do agronegócio e do setor sucroenergético brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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