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Rússia e China expandem comércio agrícola

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Fortalecendo laços políticos, a Rússia e a China também estão a expandir o comércio agrícola, prometendo mudanças para o mercado global de cereais. Em Outubro, a Food Export Trade, uma empresa russa exportadora de cereais, assinou um contrato de 26 mil milhões de dólares para fornecer à China 70 milhões de toneladas de cereais, legumes e sementes oleaginosas durante os próximos 12 anos.

Este é um dos maiores contratos na história da relação comercial Rússia-China, disse Karen Ovesepyan, chefe da Iniciativa do Novo Corredor de Cereais Baseado em Terra, um projecto de infra-estruturas concebido para facilitar as exportações de cereais para a China. Após uma reunião em Março com o líder chinês Xi Jinping, o presidente russo, Vladimir Putin, instruiu o governo a considerar a assinatura de um acordo intergovernamental com a China para o estabelecimento de um corredor terrestre de cereais Rússia-China.

Como parte do projecto, a Rússia esperava expandir a produção de cereais na Sibéria, nos Urais e no Extremo Oriente, partes pouco povoadas do país onde a agricultura não está tão desenvolvida como nas regiões europeias. As quantidades adicionais deverão ser quase inteiramente vendidas à China.

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As exportações russas de grãos para a China já estão crescendo, disse Olga Zakharova, chefe do departamento sanitário do regulador veterinário russo Rosselhoznadzor. Desde 2014, ano em que as primeiras sanções ocidentais atingiram a economia russa, as entregas dispararam 27 vezes. Durante os primeiros nove meses de 2023, a Rússia exportou 3,52 milhões de toneladas de cereais para a China, em comparação com 2,2 milhões de toneladas no ano anterior.

Fonte: Agrolink

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de farelo de soja da Índia despencam e abrem espaço para Brasil ampliar vendas globais

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As exportações de farelo de soja da Índia devem registrar forte retração no ciclo 2025/26, atingindo o menor volume dos últimos quatro anos. A disparada dos preços internos, impulsionada pela quebra na produção de soja e pela demanda aquecida da indústria avícola local, reduziu drasticamente a competitividade do produto indiano no mercado internacional.

O movimento abre espaço para países da América do Sul, especialmente o Brasil e a Argentina, ampliarem sua participação nos mercados asiáticos, tradicionalmente abastecidos pela Índia.

Farelo de soja indiano perde competitividade global

Segundo representantes do setor exportador indiano, os preços do farelo de soja produzido no país ficaram muito acima das cotações praticadas pelos principais concorrentes globais.

Atualmente, o farelo de soja da Índia está sendo ofertado próximo de US$ 680 por tonelada FOB para embarques em junho, enquanto fornecedores sul-americanos trabalham com valores ao redor de US$ 430 por tonelada.

A diferença de preços praticamente inviabilizou novos contratos de exportação para os indianos.

De acordo com Manoj Agrawal, as esmagadoras locais já sentem forte redução nas consultas internacionais.

“Os preços indianos estão muito mais altos do que os preços globais. As usinas sequer estão recebendo novas consultas de exportação”, afirmou o executivo.

Exportações devem cair pela metade em 2025/26

A previsão do setor é de que a Índia exporte cerca de 900 mil toneladas de farelo de soja no atual ano comercial, que termina em setembro de 2026. No ciclo anterior, o país embarcou aproximadamente 2,02 milhões de toneladas.

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A retração representa uma queda superior a 55% nos embarques e reforça a mudança no fluxo global do mercado de proteína vegetal.

Segundo Vinod Jain, os compradores asiáticos já migraram para origens mais competitivas da América do Sul.

“O fornecimento vindo dos países sul-americanos aumentou e está muito mais competitivo que o farelo indiano”, destacou.

Brasil e Argentina podem ganhar espaço no mercado asiático

Com a redução da presença indiana no comércio internacional, o Brasil tende a ampliar oportunidades de exportação de farelo de soja para países da Ásia e também da Europa.

A Índia tradicionalmente exporta farelo para mercados como Bangladesh, Nepal, Alemanha e Holanda, aproveitando o diferencial de produzir soja não geneticamente modificada. Entretanto, a forte alta dos preços anulou essa vantagem comercial.

O cenário favorece especialmente a indústria exportadora brasileira, que já opera com ampla oferta de soja e forte competitividade logística em diversos mercados internacionais.

Além do Brasil, a Argentina também deve ampliar participação nas vendas globais de farelo, especialmente diante da maior disponibilidade de produto sul-americano nesta temporada.

Quebra na safra indiana e demanda interna sustentam preços elevados

Os preços internos do farelo de soja na Índia acumulam alta expressiva desde o início da temporada. Na última terça-feira, o produto era negociado a 64.625 rúpias indianas por tonelada, equivalente a cerca de US$ 670, avanço de 47% em relação ao mês anterior e de 85% desde outubro.

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A valorização acompanha a escalada dos preços da soja no mercado doméstico indiano.

Segundo Ashok Bhutada, o principal fator por trás da alta é a forte quebra produtiva causada pelo clima adverso.

Além disso, a demanda da indústria avícola da Índia continua aquecida, sustentando o consumo interno de farelo de soja e reduzindo a disponibilidade exportável.

“A oferta restrita mantém os preços da soja firmes e isso deve continuar sustentando os preços do farelo nos próximos meses”, avaliou Bhutada.

Mercado global monitora impacto sobre proteínas e rações

O movimento da Índia ocorre em um momento de forte atenção do mercado global sobre custos de alimentação animal e fluxos internacionais de proteínas vegetais.

A menor oferta exportável indiana tende a reforçar a relevância do farelo sul-americano para os importadores asiáticos, especialmente em um cenário de demanda consistente por carnes e ração animal.

Para o agronegócio brasileiro, o cenário pode representar novas oportunidades comerciais ao longo de 2026, principalmente para o complexo soja, que segue entre os principais motores das exportações nacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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