AGRONEGÓCIO

Rivulis e Cocamar firmam parceria estratégica para ampliar oferta de irrigação no Brasil

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A Rivulis, multinacional israelense especializada em sistemas de irrigação por gotejamento, e a Cocamar, uma das maiores cooperativas agrícolas do Brasil, anunciaram uma parceria estratégica e exclusiva com o objetivo de oferecer aos cooperados acesso a tecnologias avançadas para melhorar a eficiência no uso da água e aumentar a produtividade nas lavouras. A iniciativa surge como uma resposta às adversidades climáticas que o Brasil tem enfrentado nas últimas safras.

Com a escassez de água e a falta de chuvas se tornando problemas cada vez mais recorrentes, a Cocamar buscou soluções inovadoras para otimizar o uso dos recursos naturais. “A irrigação por gotejamento, que é um dos métodos mais eficientes e sustentáveis, será a principal tecnologia oferecida. A Rivulis, com sua vasta experiência, fornecerá sistemas modernos e adaptáveis, que garantirão maior precisão na distribuição da água, reduzindo desperdícios e promovendo melhores resultados nas lavouras”, afirma Leandro Lance, diretor comercial da Rivulis no Brasil.

A parceria representa um avanço significativo no compromisso de ambas as empresas com a sustentabilidade e a inovação no campo. “Isso proporcionará aos cooperados uma assistência mais completa, especialmente em anos de condições climáticas desafiadoras, que afetam o manejo hídrico nas propriedades”, acrescenta Thassio Monteiro, engenheiro agrônomo e consultor técnico da Cocamar.

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Regiões prioritárias e impacto no setor agrícola

De acordo com Monteiro, uma das regiões que mais necessita de apoio em termos de irrigação é o Arenito Caiuá, no Noroeste do Paraná, que possui solos mais arenosos e enfrenta sérias dificuldades hídricas. “Na região mais produtiva do estado, a produção por hectare gera um faturamento médio de R$ 20 mil, enquanto nas áreas afetadas pela falta d’água, o faturamento anual por hectare cai para apenas R$ 1.500. Isso demonstra a grande disparidade e a necessidade urgente de tecnologias que ajudem a melhorar a eficiência na irrigação”, explica.

O público-alvo da Cocamar é composto principalmente por pequenos e médios produtores, embora a cooperativa também atenda grandes propriedades. As soluções da Rivulis se ajustam bem a esse perfil, oferecendo sistemas versáteis e acessíveis, especialmente para áreas menores e regiões com relevo mais irregular. “Com a oferta de tecnologias como gotejamento fixo e sistemas de irrigação para frutíferas, agora, muitos cooperados terão acesso a soluções que antes eram inviáveis”, destaca o consultor.

A Cocamar conta com mais de 16 mil cooperados e possui 114 unidades operacionais espalhadas por Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás, incluindo 97 lojas agropecuárias que oferecem suporte técnico, administrativo e comercial.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Exportações brasileiras de soja devem superar 15 milhões de toneladas em junho e reforçam liderança do agronegócio

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O agronegócio brasileiro segue demonstrando força no mercado internacional. As exportações de soja do Brasil devem alcançar aproximadamente 15,3 milhões de toneladas em junho, segundo estimativas da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC). O volume representa um desempenho superior ao registrado no mesmo período do ano passado e reforça a competitividade do produto brasileiro no comércio global.

Os dados mais recentes da entidade indicam que os embarques acumulados de soja em 2026 já ultrapassam 73,8 milhões de toneladas, consolidando um dos melhores desempenhos da história para o setor exportador nacional.

Soja lidera crescimento das exportações brasileiras

A soja continua sendo o principal produto da pauta exportadora do agronegócio brasileiro. Entre janeiro e maio, os embarques apresentaram crescimento significativo em comparação ao mesmo período de 2025, impulsionados pela elevada demanda internacional e pela ampla oferta nacional.

Para junho, a previsão é de exportações superiores a 15 milhões de toneladas, resultado acima das 13,8 milhões de toneladas embarcadas no mesmo mês do ano anterior. O avanço reforça a posição do Brasil como maior fornecedor mundial da oleaginosa.

A China permanece como o principal destino da soja brasileira, absorvendo cerca de 70% das exportações realizadas entre janeiro e maio. Espanha, Turquia, Tailândia, Paquistão, Holanda e México também figuram entre os principais compradores do grão brasileiro.

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Farelo de soja registra avanço e fortalece indústria de processamento

O farelo de soja também apresenta desempenho positivo em 2026. A ANEC estima embarques próximos de 2,24 milhões de toneladas em junho, volume superior ao registrado no mesmo período de 2025.

O crescimento reflete o fortalecimento da indústria nacional de processamento, que vem ampliando a agregação de valor à produção agrícola brasileira.

Entre os principais destinos do farelo brasileiro estão Indonésia, Tailândia, Irã, Holanda, Polônia e Espanha, demonstrando a diversificação dos mercados consumidores do produto.

Milho acelera e amplia participação no comércio global

Outro destaque do ano é o milho. Os embarques acumulados já superam 6,3 milhões de toneladas, volume significativamente superior ao observado no mesmo período de 2025. A previsão para junho aponta exportações próximas de 598 mil toneladas.

O cereal brasileiro vem ganhando espaço em mercados estratégicos, especialmente no Norte da África e no Oriente Médio. Egito, Vietnã e Irã lideram as compras do milho nacional, seguidos por Argélia, Malásia e Arábia Saudita.

Portos do Arco Norte ampliam relevância logística

A logística segue sendo um dos pilares do crescimento das exportações brasileiras. Os portos de Santos, Paranaguá, Itaqui, Barcarena, Itacoatiara e Rio Grande concentram grande parte dos embarques de soja, farelo e milho.

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Além dos tradicionais corredores de exportação do Sul e Sudeste, os portos do Arco Norte vêm ampliando sua participação, contribuindo para a redução de custos logísticos e aumento da competitividade dos produtos brasileiros nos mercados internacionais.

Agronegócio mantém protagonismo na balança comercial

As projeções da ANEC reforçam a importância do complexo soja e milho para a economia brasileira. O avanço das exportações ocorre em um contexto de demanda global consistente por alimentos e proteínas, favorecendo o desempenho do setor.

Com produção elevada, infraestrutura em expansão e mercados consolidados, o Brasil segue fortalecendo sua posição como um dos maiores fornecedores mundiais de grãos, contribuindo decisivamente para o saldo positivo da balança comercial e para a geração de renda no campo.

A expectativa do mercado é que os embarques continuem acelerados ao longo do segundo semestre, especialmente com a intensificação das exportações de milho e a manutenção da forte demanda asiática pela soja brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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