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Relatório de abril do USDA aponta ajustes pontuais nos estoques e comércio global de grãos

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Ajustes nos estoques e nas exportações globais de grãos

O relatório WASDE (World Agricultural Supply and Demand Estimates) de abril de 2025, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), trouxe atualizações importantes para o mercado global de grãos. Segundo a análise da Consultoria Agro do Itaú BBA, o levantamento aponta estabilidade na produção agrícola global, mas com ajustes pontuais nos estoques finais e nas exportações de soja, milho, trigo e algodão.

Soja: aumento nos estoques globais e estabilidade na produção brasileira

Para a safra de soja 2024/25, o USDA revisou o estoque global de 121 milhões para 122 milhões de toneladas, registrando um pequeno aumento. Nos Estados Unidos, os estoques finais foram ajustados para baixo, de 10,3 milhões para 10,2 milhões de toneladas, enquanto a produção brasileira e argentina permaneceu estável, com estimativas de 169 milhões e 49 milhões de toneladas, respectivamente.

A produção brasileira segue robusta, com aumento na produtividade em comparação com o ciclo anterior, apesar da redução dos estoques iniciais. O consumo doméstico brasileiro cresceu de 60,1 para 61,1 milhões de toneladas, enquanto as exportações se mantiveram estáveis, estimadas em 105,5 milhões de toneladas.

Na China, a produção de soja se manteve em 20,7 milhões de toneladas, com importações de 109 milhões de toneladas e consumo doméstico projetado em 128,9 milhões de toneladas. Os estoques finais chineses devem alcançar 44 milhões de toneladas, o que representa uma relação estoque/consumo de 34,1%, o que garante uma situação confortável para o país.

Milho: redução nos estoques globais e aumento nas exportações dos EUA

No caso do milho, o relatório do USDA sinaliza uma diminuição nos estoques finais globais, de 289 para 288 milhões de toneladas. Nos Estados Unidos, a projeção para as exportações foi elevada de 62,2 para 64,8 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais foram ajustados para 37,2 milhões de toneladas, uma redução em relação à previsão anterior.

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A produção brasileira de milho foi mantida em 126 milhões de toneladas, com consumo interno estimado em 88 milhões e exportações em 44 milhões de toneladas. Os estoques finais no Brasil devem cair para cerca de 3 milhões de toneladas, uma redução significativa comparada ao ano anterior.

A safra chinesa de milho está projetada para crescer levemente, alcançando 294,9 milhões de toneladas, enquanto as importações permaneceram em 8 milhões de toneladas. A relação estoque/consumo da China se mantém elevada, em 64,3%, com estoques finais de 201,2 milhões de toneladas.

Trigo: queda no consumo global e ajustes nas exportações russas e importações chinesas

No mercado global de trigo, o USDA projetou uma redução no consumo mundial, passando de 801 para 797 milhões de toneladas. A produção global foi estimada em 797 milhões de toneladas, com aumentos nos Estados Unidos e na Austrália, mas com quedas significativas na União Europeia e na Rússia.

Os estoques finais dos Estados Unidos foram ajustados para 23 milhões de toneladas, enquanto a previsão de importações da China foi significativamente reduzida, de 6,5 para 3,5 milhões de toneladas. As exportações russas também sofreram um pequeno ajuste para baixo, de 45 para 44 milhões de toneladas.

O Brasil manteve suas estimativas de produção de trigo em 7,9 milhões de toneladas, com consumo interno projetado em 12,1 milhões de toneladas e importações de 6,5 milhões de toneladas. O estoque final do Brasil foi ajustado para 1,5 milhão de toneladas.

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Algodão: aumento na produção chinesa e queda no consumo global

No mercado de algodão, o relatório indicou uma leve elevação no estoque global final, passando de 17,1 para 17,2 milhões de toneladas, apesar de um pequeno recuo no consumo global, que passou de 25,4 para 25,3 milhões de toneladas. A produção de algodão na China foi aumentada de 6,9 para 7 milhões de toneladas, enquanto as importações chinesas foram ajustadas para baixo, de 1,5 para 1,4 milhão de toneladas.

No Brasil, a produção foi mantida em 3,7 milhões de toneladas, com exportações estimadas em 2,8 milhões de toneladas. Os estoques finais brasileiros foram revisados positivamente para 0,9 milhão de toneladas, resultando em uma relação estoque/consumo de 24,2%.

Nos Estados Unidos, a produção de algodão foi mantida em 3,1 milhões de toneladas, com exportações projetadas em 2,4 milhões de toneladas e estoques finais ajustados de 1,07 para 1,09 milhão de toneladas.

Considerações finais

O relatório de abril do USDA sugere uma manutenção da estabilidade na produção dos principais grãos, com ajustes pontuais nos estoques finais e nas exportações. As projeções indicam um cenário de transição suave entre safras, com os mercados atentos às condições climáticas e às políticas comerciais que possam influenciar os números nas próximas atualizações.

Para o Brasil, o desempenho das exportações, principalmente de soja e milho, continuará sendo um fator central para o equilíbrio dos estoques internos e a sustentação dos preços. No cenário global, as ações da China e da Rússia continuam sendo elementos estratégicos a serem monitorados de perto pelos agentes do mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agroleite 2026 abre inscrições para animais das raças Holandesa e Jersey em Castro (PR)

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Estão abertas as inscrições para os animais das raças Holandesa e Jersey que participarão dos julgamentos do Agroleite 2026, um dos mais importantes eventos da pecuária leiteira brasileira. Os criadores interessados podem realizar o cadastro gratuitamente até o dia 20 de julho por meio do site oficial do evento.

A edição deste ano será realizada entre os dias 3 e 7 de agosto, em Castro (PR), município reconhecido como a Capital Nacional do Leite. Os julgamentos envolverão animais da raça Holandesa nas variedades preta e branca e vermelha e branca, além de exemplares da raça Jersey.

Evento reúne genética de excelência da pecuária leiteira

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos da Raça Holandesa (ABCBRH), Armando Rabbers, destaca que o Agroleite se consolidou como um importante espaço para troca de conhecimento e valorização da genética leiteira nacional.

Segundo ele, além de promover a integração entre produtores, o evento permite acompanhar a evolução da raça e conhecer novas oportunidades de aprimoramento dos rebanhos.

Rabbers ressalta ainda que a qualidade dos animais apresentados no Brasil tem chamado a atenção de visitantes e especialistas de diversos países, consolidando o reconhecimento internacional da genética Holandesa desenvolvida no país.

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Criadores de Jersey fortalecem participação no Agroleite

A presidente da Associação dos Criadores de Gado Jersey do Brasil (ACGJB), Ângela Maraschin, reforça que o Agroleite se tornou um encontro tradicional dos criadores da raça Jersey de diferentes regiões brasileiras.

A expectativa da entidade é reunir produtores de todo o país para fortalecer o intercâmbio de experiências, apresentar avanços genéticos e promover o desenvolvimento da atividade leiteira.

Julgamentos terão especialistas dos Estados Unidos

Os julgamentos ocorrerão entre os dias 4 e 7 de agosto, com encerramento marcado pela escolha da Vaca do Futuro e da Campeã Suprema das Raças.

A avaliação dos animais ficará a cargo de dois renomados jurados internacionais dos Estados Unidos. A raça Holandesa será julgada por Aaron Eaton, enquanto a raça Jersey terá avaliação de Kelly Barbee.

Os dois especialistas participaram da World Dairy Expo 2025, considerada uma das mais importantes exposições de gado leiteiro do mundo.

Expositores recebem apoio durante o evento

Além da gratuidade na inscrição dos animais, os expositores contarão com apoio financeiro e estrutural durante sua permanência no parque de exposições.

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Entre os benefícios oferecidos pela organização estão auxílio referente ao leite coletado durante o evento, alimentação para expositores e tratadores, além do fornecimento de alimentação e cama para os animais participantes.

As regras completas para participação estão disponíveis no Regulamento do Expositor de Animais.

Agroleite é referência em tecnologia para a cadeia do leite

Reconhecido como a principal vitrine de tecnologia da cadeia leiteira da América Latina, o Agroleite 2026 será realizado no Parque Tecnológico Agroleite e no Parque Dario Macedo, em Castro (PR).

O evento reúne produtores, cooperativas, empresas, pesquisadores e especialistas para apresentar inovações, soluções tecnológicas, genética animal, máquinas, equipamentos e tendências que impulsionam a produtividade do setor leiteiro.

A programação é gratuita e aberta ao público, consolidando o Agroleite como um dos principais encontros do agronegócio brasileiro voltados à produção de leite.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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