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Reforma Tributária redefine incentivos fiscais e impacta setor de transporte

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A reforma tributária sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva introduz transformações significativas no sistema fiscal brasileiro, com destaque para o fim dos incentivos fiscais a partir de 2032. A nova regulamentação, estabelecida pela Lei Complementar 214/2025, define as diretrizes para o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), promovendo uma mudança essencial no critério de tributação: a incidência passará a ser no destino da mercadoria, e não mais na origem, como ocorre atualmente.

Para Alessandro Dessimoni, vice-presidente jurídico da Associação Brasileira de Logística (Abralog), essa mudança exigirá uma ampla reestruturação das operações logísticas e de transporte. “A partir de 2026, observaremos um redirecionamento dos investimentos, e o impacto mais expressivo virá em 2032, quando os incentivos fiscais forem totalmente extintos”, avalia Dessimoni. Segundo ele, as empresas precisarão se adaptar a novas alíquotas, reavaliar suas estratégias de precificação e, em muitos casos, reconsiderar a localização de suas operações para se adequar ao novo cenário tributário.

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O setor de transporte será um dos mais afetados pela reforma, especialmente com a extinção gradual do ICMS a partir de 2029. Atualmente, o imposto sobre o transporte interestadual e intermunicipal tem uma alíquota de 12%, e sua eliminação pode influenciar a escolha de estados para instalação de centros de distribuição. Dessimoni ressalta que, hoje, muitas empresas optam por estados que oferecem benefícios fiscais, como Espírito Santo e Minas Gerais, mas a nova realidade tributária pode incentivar a migração das operações para regiões de maior concentração de consumo.

A transição para o novo modelo tributário terá início em 2026 e se concluirá com a implementação integral do CBS e do Imposto Seletivo até 2027. Durante esse período, a regulamentação seguirá em debate, com a definição das leis ordinárias e do Comitê Gestor, o que deverá impactar diretamente as finanças das empresas e a dinâmica do mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embarques de milho aceleram com entrada da segunda safra

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O Brasil exportou 1,18 milhão de toneladas de milho nos primeiros cinco dias úteis de agosto, impulsionado pela entrada da segunda safra e pela maior disponibilidade do cereal nos portos. Apesar da aceleração em relação a julho, a média diária dos embarques ainda ficou 27,4% abaixo da registrada em agosto do ano passado.

Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Entre os dias 3 e 7 de agosto, o país enviou ao exterior 1.183.719 toneladas, média de 236.744 toneladas por dia.

Em agosto de 2025, os embarques alcançaram 6,85 milhões de toneladas em 21 dias úteis, com média diária de 326.127 toneladas. Os primeiros números deste mês representam 17,3% daquele total, mas não indicam, por enquanto, que o Brasil superará o resultado do ano passado.

Se a média observada nos primeiros cinco dias for mantida até o fim do mês, as exportações chegarão a aproximadamente 4,97 milhões de toneladas. O volume ficaria cerca de 1,88 milhão de toneladas abaixo do registrado em agosto de 2025. Trata-se de uma projeção simples, que poderá mudar conforme a programação dos portos e os novos contratos de venda.

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A recuperação é mais evidente na comparação com julho. No mês passado, a média diária dos embarques terminou em 84.488 toneladas. O ritmo registrado no início de agosto foi quase três vezes maior, movimento esperado para esta época do ano, quando o avanço da colheita do milho segunda safra aumenta a oferta disponível para exportação.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil colherá 141,7 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. A segunda safra deverá responder por 109,4 milhões de toneladas, mantendo-se como a principal fonte do cereal destinado ao mercado externo durante o segundo semestre.

Embora o volume diário exportado ainda esteja abaixo do ano passado, o preço médio avançou 22,3%. Cada tonelada embarcada no início de agosto alcançou valor equivalente a aproximadamente R$ 1.247, considerando a cotação de R$ 5,15. Esse valor corresponde ao produto exportado e não deve ser confundido com o preço recebido diretamente pelo produtor na fazenda.

As vendas realizadas nos cinco primeiros dias úteis movimentaram o equivalente a R$ 1,48 bilhão. A média diária da receita, contudo, permaneceu 11,2% inferior à de agosto de 2025, porque a valorização da tonelada não compensou integralmente a redução do volume embarcado.

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Para o produtor, o desempenho das exportações é importante porque define quanto da segunda safra será retirado do mercado interno. Se os embarques ganharem força nas próximas semanas, poderão reduzir a pressão provocada pela entrada do milho colhido e dar maior sustentação às cotações nas regiões produtoras.

Caso o ritmo permaneça abaixo do registrado no ano passado, uma parcela maior da safra ficará disponível no mercado doméstico, elevando a necessidade de armazenagem e aumentando a disputa entre produtores por espaço nos silos. O efeito será mais intenso nas regiões distantes dos portos, onde o custo do frete limita a competitividade do cereal.

O resultado de agosto dependerá da demanda dos compradores, dos preços internacionais, da programação dos navios e da capacidade dos portos de absorver o aumento da oferta. Com a colheita avançando, o Brasil entra agora no período decisivo para transformar a safra elevada em exportações e evitar excesso de milho no mercado interno.

Fonte: Pensar Agro

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