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Empresa recebe projeto do MPMT para discutir violência de gênero

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A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra e a equipe técnica do Espaço Caliandra foram recepcionadas pelo diretor de Gente e Gestão, Nereu Bavaresco, e pelo gerente Administrativo, Marcelo Fraga.Claire explicou que a palestra, realizada no formato de diálogo, foi uma solicitação da própria empresa. Ela também destacou a aceitação e a adesão das empresas ao projeto desde o seu início, em novembro de 2025. “Temos um selo institucional, instituído por ato administrativo pelo procurador-geral, reconhecendo esse esforço das empresas no Estado de Mato Grosso de se juntarem a nós nesse combate à violência”, declarou.Segundo a promotora, a participação das empresas tem contribuído para o aprimoramento do projeto, que já passou por diversas alterações a partir das necessidades identificadas durante os encontros.“Cada empresa tem um perfil diferente, mas o principal é falar com os homens onde eles se encontram: nas empresas, e não apenas nos eventos que fazemos. Esse é um trabalho de informação e conscientização, porque precisamos dos homens nessa campanha, da ajuda dos homens para que se unam às mulheres e não permitam que a violência cresça”, afirmou.Durante cerca de duas horas, os líderes da Amaggi demonstraram interesse e participaram ativamente da discussão, trazendo questionamentos e esclarecendo dúvidas sobre a violência contra as mulheres e os feminicídios em Mato Grosso, tema que tem despertado grande preocupação.O diretor de Gente e Gestão, Nereu Bavaresco, apresentou à equipe algumas das políticas adotadas pela Amaggi voltadas às mulheres, à qualidade de vida e à inclusão. Entre as iniciativas estão um canal confidencial específico para atendimento às trabalhadoras, ações de treinamento para os colaboradores sobre assédio moral e sexual, palestras sobre protagonismo, autoestima e equilíbrio no trabalho, além do acompanhamento das gestantes desde a gravidez.Segundo Nereu, a empresa também promove atividades relacionadas ao Dia Internacional da Mulher, com palestras e profissionais convidados, inclusive nas unidades do interior. Mais recentemente, foi implementado o Dr. Amaggi, canal de atendimento disponível 24 horas para oferecer apoio psicológico aos colaboradores.“E hoje estamos aqui para aprender com vocês o que mais podemos fazer para evoluir nesse tema tão importante”, destacou Nereu.O gerente Jurídico, Marcelo Fraga, agradeceu ao Ministério Público de Mato Grosso e ao Espaço Caliandra pela parceria na realização do encontro.“Para a gente, é uma honra recebê-las aqui. Hoje, a Amaggi está representada pela liderança masculina, e quero que saiamos daqui com o compromisso de multiplicar esse conhecimento para os nossos liderados, influenciar pessoas e transformar a realidade”, afirmou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida

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A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.

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Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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