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Redução de área cultivada no Rio Grande do Sul redefine cenário de oferta do arroz no país

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Mercado de arroz mantém baixa liquidez e negociações cautelosas

O mercado de arroz em casca segue operando com baixa fluidez e negociações lentas, em meio à cautela crescente dos produtores. A colheita, que começou de forma pontual no Rio Grande do Sul, reforça um ambiente de incertezas no curto prazo.

De acordo com o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a postura defensiva dos produtores reflete a ausência de estímulos imediatos e a percepção de que o momento ainda não oferece segurança para avanço consistente das vendas.

“A formação de preços segue rígida, com foco em gestão de risco e preservação de margem. O mercado aguarda maior clareza sobre a oferta e o comportamento da demanda no período pós-Carnaval”, explica o analista.

Ajuste na área plantada reforça expectativa de oferta mais enxuta

O Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA) revisou a área cultivada no estado de 920,1 mil para 891,9 mil hectares, uma redução de 8,06% em relação à safra anterior. Essa retração foi observada em todas as seis regiões arrozeiras, com variações entre –4% e –11%, conforme dados já previstos pela Safras & Mercado.

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Segundo Oliveira, a diminuição da área plantada pode redesenhar o equilíbrio de oferta no médio prazo, abrindo espaço para maior volatilidade de preços conforme o mercado assimile os impactos sobre a disponibilidade regional.

“O cenário aponta para uma oferta mais ajustada, o que pode alterar o comportamento de preços após o Carnaval”, destaca.

Custos e crédito limitam investimento e forçam postura conservadora

O recuo na área plantada é atribuído principalmente às restrições de crédito e ao alto custo de produção, fatores que levaram os produtores a reduzir investimentos e adotar uma estratégia mais conservadora nesta safra.

Mesmo com essas limitações, o desenvolvimento das lavouras é considerado satisfatório, apoiado por manejo intensivo de irrigação, adubação nitrogenada e controle de invasoras. No entanto, a preocupação com a disponibilidade de água aumenta, diante da queda no nível de reservatórios e rios, o que pode afetar o desempenho das lavouras na fase final do ciclo.

Expectativa é de maior volatilidade após o Carnaval

Para Oliveira, a combinação entre mercado travado no curto prazo e ajustes estruturais de área tanto no Brasil quanto no Paraguai tende a gerar maior volatilidade nas cotações nas próximas semanas.

“À medida que o mercado precifique com mais clareza os riscos e limitações da oferta regional, podemos observar movimentos mais intensos de preços”, avalia o consultor.

Preços apresentam leve alta semanal no Rio Grande do Sul

Na quinta-feira (12), a saca de 50 quilos do arroz (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 54,69 no Rio Grande do Sul, alta de 2,26% em relação à semana anterior.

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Na comparação mensal, o avanço foi de 4,42%, mas frente ao mesmo período de 2025, o cereal ainda acumula queda expressiva de 44,32% — reflexo do recuo das cotações internacionais e da recomposição de oferta observada no início do ciclo atual.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Algodão em Mato Grosso exige venda acima de R$ 127/@ para cobrir custos da safra 2026/27

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O custo de produção do algodão em Mato Grosso voltou a subir em abril e acendeu um alerta para os produtores da safra 2026/27. Segundo levantamento do projeto CPA-MT, divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o avanço das despesas foi puxado principalmente pela valorização dos macronutrientes, impactados pelas tensões geopolíticas no mercado internacional.

De acordo com os dados, o custeio da lavoura alcançou R$ 10.642,28 por hectare, crescimento de 1,05% em relação ao mês anterior. O movimento reflete a pressão sobre os insumos agrícolas diante das incertezas logísticas globais, especialmente envolvendo o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de fertilizantes e commodities do mundo.

Com o encarecimento dos insumos, o Custo Operacional Efetivo (COE) do algodão também avançou em abril. O indicador foi estimado em R$ 15.227,56 por hectare, registrando alta mensal de 0,55%.

O estudo mostra ainda que, para conseguir cobrir os custos operacionais da atividade, o cotonicultor mato-grossense precisará comercializar a pluma por pelo menos R$ 127,09 por arroba, considerando uma produtividade média projetada de 119,82 arrobas por hectare.

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Apesar da elevação dos custos, o cenário de preços mais atrativos da pluma nos últimos meses vem favorecendo a estratégia comercial dos produtores. Segundo o instituto, muitos cotonicultores intensificaram o travamento de custos e a proteção de margens, aproveitando oportunidades de mercado para reduzir os riscos da safra futura.

Esse movimento também ajudou a acelerar a comercialização da safra 2026/27 em Mato Grosso. Após um período de atraso nas negociações, as vendas passaram a superar a média histórica registrada nos últimos anos, demonstrando maior interesse dos produtores em garantir rentabilidade diante da volatilidade do mercado internacional.

O cenário segue sendo monitorado pelo setor, especialmente em função das oscilações nos preços dos fertilizantes, do câmbio e das tensões externas que continuam influenciando diretamente os custos da produção agrícola brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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