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Redução Breve do Diferencial do Etanol Hidratado em Julho

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Em julho, o diferencial de preço entre o etanol hidratado e o açúcar bruto apresentou uma leve diminuição. Segundo análise de Maurício Muruci, analista da Safras & Mercado, a defasagem do etanol hidratado no mercado físico caiu de -27% em junho para -24% em julho, limitada principalmente pela variação do dólar.

A valorização do etanol hidratado no mercado físico, que subiu 7,95% para R$ 3,13 por litro, foi atenuada pela desvalorização de 2,79% do real em relação ao dólar. Isso resultou em um ganho de apenas 4,91% para o etanol, enquanto o açúcar bruto em Nova York subiu marginalmente 0,92%.

Se o câmbio tivesse se mantido estável em julho, a redução do diferencial poderia ter sido mais significativa, com uma redução estimada em 5,70 pontos porcentuais, em comparação aos 3,53 pontos porcentuais observados. Além disso, a queda expressiva de 14,76% no preço dos Cbios também afetou a remuneração do etanol hidratado, limitando a sua competitividade em relação ao açúcar.

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A perspectiva para agosto indica uma ampliação no diferencial do etanol hidratado, que pode chegar a -31,17%. Este aumento, de 6,80 pontos porcentuais, ocorre apesar de uma estimativa de ganho de 1,54% nos preços do etanol hidratado, que devem subir para R$ 3,18 por litro. A desvalorização do real frente ao dólar, projetada para recuar 1,48% e alcançar R$ 5,60, continuará impactando negativamente os preços do etanol hidratado em centavos de dólar por libra-peso.

A previsão é de que o preço do açúcar bruto em Nova York suba 8,52%, passando de US$/cents 19,35 para US$/cents 21,00. Este aumento, combinado com a contínua desvalorização do real, deverá aprofundar o diferencial negativo do etanol hidratado frente ao açúcar.

Outro fator relevante é a elevação do basis para a exportação de VHP (açúcar bruto) em Santos, que deve aumentar 42% de julho para agosto, passando de US$/cents +0,14 para US$/cents +0,20. Este aumento no prêmio de exportação é influenciado pela quebra na safra de açúcar do Centro-Sul do Brasil e pela proximidade da entressafra.

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O Cbios do etanol hidratado deverá permanecer estável, com a precificação acessória para o hidratado se mantendo neutra. Por outro lado, a precificação do açúcar através do basis deverá apresentar uma alta exponencial de 42%. A recente queda de 40% no basis em Santos para o açúcar, de US$/cents +0,23 para US$/cents +0,14, será compensada por essas novas variações.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde

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O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.

Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.

O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.

Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão

O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.

O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.

A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.

Interesse pela bebida cresce entre consumidores

O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.

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Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.

O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.

Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular

O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.

Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular

Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.

De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.

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Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.

Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.

Consumo deve ser feito com moderação

Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.

A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.

Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.

Setor vê oportunidades para os próximos anos

Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.

A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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