AGRONEGÓCIO

Agrobrasília 2024: Novas Tecnologias de Irrigação e Colheitadeiras Avançadas em Destaque

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A 15ª edição da Agrobrasília, um dos mais importantes eventos tecnológicos do agronegócio brasileiro, começa nesta terça-feira (21/05) e se estende até o próximo sábado (25/05), no Parque Tecnológico Ivaldo Cenci. Com a presença de cerca de 600 expositores, o evento apresenta uma ampla gama de novidades tecnológicas para o setor agrícola, além de uma programação rica em seminários, workshops e rodadas de negócios.

Entre os destaques está o Grupo Pivot, referência nacional em maquinários agrícolas e sistemas de irrigação. Representando no Brasil a americana Lindsay, que detém as marcas Zimmatic™ e FieldNET™, o grupo também é concessionário oficial da Case IH, fabricante de tratores, colheitadeiras e outros equipamentos agrícolas.

Inovações em Irrigação

Uma das grandes novidades que a Pivot traz para a Agrobrasília é a tecnologia de pivô corner, ideal para maximizar o aproveitamento de áreas com bordas irregulares. O Custom Corner 9500CC Zimmatic é um sistema de irrigação de alta performance, projetado para otimizar operações em áreas assimétricas. Com uma expansão de até 90 metros no raio de cobertura, essa tecnologia permite um aumento médio de 25% na área irrigada, adaptando-se a bordas de matas, estradas e linhas de transmissão de energia. “O equipamento proporciona um aumento significativo na área produtiva irrigada nas fazendas, um ganho muito expressivo,” afirmou Leandro Preuss, gerente de contas estratégicas na Lindsay América Latina.

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Lançamento de Colheitadeiras Avançadas

No segmento de maquinários agrícolas, a Pivot apresentará a nova série de colheitadeiras Axial-Flow Série 160 Automation da Case IH. Equipadas com sistemas de “aprendizado de máquina”, essas colheitadeiras são capazes de realizar mais de 1.000 regulagens automaticamente para otimizar a colheita durante a operação. Produzidas na fábrica da Case IH em Sorocaba (SP), essas máquinas estão preparadas tanto para o mercado interno quanto para exportação. Elas operam de forma similar aos câmbios automáticos dos carros, com o operador selecionando entre quatro modos de operação automática, variando de mais rápido para situações que exigem aceleração da colheita, a mais lento para priorizar a qualidade dos grãos. “A nova tecnologia permite que 90% das operações sejam realizadas sem intervenção do operador, baseando-se em dados de 12 sensores,” explicou um representante da Case IH.

Importância da Agrobrasília

A Agrobrasília se consolidou como um evento essencial para o agronegócio, apoiando o desenvolvimento das áreas agrícolas do Entorno do DF. Embora a área de plantio na região seja uma das menores do país, o Distrito Federal destacou-se com a terceira maior produtividade no Centro-Oeste na safra de 2022/2023, atingindo 4,7 mil kg/ha, superando estados como o Mato Grosso. As principais culturas da região incluem soja, milho, sorgo, feijão e trigo, totalizando uma colheita média anual de 840 mil toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A tecnologia tem sido uma aliada crucial para aumentar a produtividade na região, que é uma das campeãs no uso de pivôs centrais, como exemplifica a cidade de Cristalina, com a terceira maior área irrigada do país, somando 65,6 mil hectares.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Batata: safra de inverno amplia oferta e coloca preços em alerta

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A oferta de batata deve ganhar força entre agosto e setembro com o avanço da colheita de inverno em Vargem Grande do Sul, no interior de São Paulo. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), somente em agosto deverá ser retirado do campo o equivalente a 35% da safra regional, elevando o acumulado colhido para 50% até o fim do mês.

O aumento sazonal da disponibilidade pode manter as cotações pressionadas no curto prazo, especialmente se a colheita avançar simultaneamente em outros polos produtores. Para o agricultor, o cenário reforça a necessidade de acompanhar o ritmo de entrada do produto no mercado, a qualidade dos lotes e os custos de classificação, armazenamento e transporte.

Em julho, a produtividade média das lavouras de Vargem Grande do Sul ficou próxima de 30 toneladas por hectare, abaixo do potencial da região. Colaboradores consultados pelo Cepea atribuíram o resultado ao excesso de chuva registrado em maio e junho e à elevada frequência de dias nublados, que reduziu a luminosidade e prejudicou a fotossíntese das plantas.

Para agosto, a expectativa é de recuperação do rendimento para aproximadamente 40 toneladas por hectare, patamar próximo ao observado nos últimos anos. A melhora, combinada com a concentração da colheita, deverá ampliar o volume ofertado ao mercado.

O produtor, entretanto, ainda precisa manter atenção redobrada ao manejo fitossanitário. Houve registros de canela-preta depois de cerca de 60 dias da tuberização, favorecidos pela elevação das temperaturas, embora a doença tenha sido rapidamente controlada. A requeima, presente desde junho, intensificou-se em julho e também contribuiu para limitar a produtividade. Apesar dos problemas, a qualidade dos tubérculos colhidos é considerada satisfatória.

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O avanço regional da oferta ocorre em um ano de redução da produção brasileira. O levantamento de julho do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima a safra nacional de batata-inglesa de 2026 em 4,2 milhões de toneladas, queda de 8,3% em relação às 4,58 milhões de toneladas produzidas em 2025.

A retração é explicada principalmente pelas perdas de área. O país deverá colher 121,8 mil hectares, 9,4% menos que no ano passado. A produtividade média nacional, por outro lado, está estimada em 34,5 toneladas por hectare, crescimento de 1,2%.

A terceira safra, correspondente ao cultivo de inverno, deverá produzir 892,2 mil toneladas, recuo de 19,3% frente a 2025. A área destinada ao ciclo diminuiu 23,9%, para 22,1 mil hectares. O rendimento médio esperado, contudo, subiu 6,1% e alcança 40,3 toneladas por hectare.

Isso significa que o mercado pode enfrentar dois movimentos diferentes. No curto prazo, a concentração da colheita entre agosto e setembro amplia a oferta e pode pressionar as cotações recebidas pelo produtor. No conjunto do ano, porém, a disponibilidade nacional deverá ser menor que a registrada em 2025.

A queda de preços já apareceu no varejo. A batata-inglesa recuou 19,59% em julho no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A continuidade desse movimento dependerá do ritmo da colheita, do rendimento das lavouras e da qualidade comercial dos lotes que chegarem aos atacados.

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Apesar de produzir mais de 4 milhões de toneladas por ano, o Brasil não exerce papel central no mercado mundial. Dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) mostram que o planeta produziu 390,4 milhões de toneladas de batata em 2024. O Brasil respondeu por aproximadamente 1,1% desse volume e ocupou a 18ª posição entre os países produtores. China e Índia lideram com ampla vantagem.

A produção brasileira é direcionada principalmente ao mercado interno. No comércio exterior, o maior desequilíbrio está nos produtos processados. Em 2025, considerando a pauta formada por batata-doce e batatas preparadas ou conservadas, o país exportou 36,5 mil toneladas e importou 345,7 mil toneladas — um volume importado quase 9,5 vezes superior ao exportado.

As compras externas foram lideradas por batatas preparadas e conservadas, especialmente produtos congelados destinados ao varejo e ao setor de alimentação. Argentina, Bélgica, Países Baixos e Egito estiveram entre os principais fornecedores. O déficit não significa falta de batata fresca no país, mas revela a dependência brasileira de produtos com maior grau de processamento industrial.

Para o produtor, a entrada no pico da safra exige atenção à comercialização. Mesmo com uma produção nacional menor em 2026, a concentração temporária da oferta pode reduzir preços e margens. Qualidade, produtividade, escalonamento da colheita e negociação antecipada serão determinantes para atravessar o período de maior disponibilidade.

Fonte: Pensar Agro

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