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Recuperação de Créditos de ICMS: Uma Oportunidade para Redução de Custos no Setor Agropecuário

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A recuperação de créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) tem se consolidado como uma alternativa eficaz para produtores rurais que desejam reduzir custos e fortalecer a competitividade no setor agropecuário. Embora este benefício fiscal seja garantido pela legislação tributária brasileira, muitos contribuintes ainda deixam de aproveitá-lo, seja pela complexidade dos procedimentos ou pela falta de conhecimento sobre o tema. Quando bem gerida, a recuperação desses créditos pode representar uma economia considerável para o produtor.

O Centro de Agricultura do Estado de São Paulo (Caesp), vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp), em colaboração com o E-CredRural, tem atuado junto aos sindicatos rurais para garantir que a burocracia não seja um obstáculo ao exercício desse direito. O superintendente do Caesp, Rogério Maluf, enfatizou a importância de os produtores procurarem seus sindicatos para entenderem os passos necessários e acessar os recursos que podem contribuir para a melhoria das propriedades rurais.

Os créditos de ICMS estão associados às compras de insumos, equipamentos e outros bens utilizados na atividade rural. Por exemplo, quando um produtor adquire fertilizantes, defensivos agrícolas ou maquinário, o ICMS pago nas compras desses produtos pode ser compensado ou recuperado, desde que atendidas determinadas condições. No entanto, para usufruir desse benefício, é essencial que o produtor esteja no regime tributário correto e mantenha um controle rigoroso de todas as suas transações comerciais.

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“O ICMS recuperado é um recurso valioso, especialmente considerando a margem de lucro reduzida enfrentada pelos produtores. Esses valores podem ser reinvestidos na melhoria da propriedade, na compra de maquinário agrícola ou até na genética do rebanho, no caso da pecuária. Trata-se de um direito que fortalece o setor produtivo e contribui para sua sustentabilidade”, afirmou Tirso Meirelles, presidente da Faesp.

O diretor do E-CredRural, Matheus Maia, ressaltou que a parceria com cinco sindicatos rurais tem atendido 63 produtores, com perspectivas de adesões adicionais. Em 2024, a média de créditos recuperados por produtor foi de R$ 250 mil. O presidente do Sindicato Rural de Palmital, Gilberto Frandsen, explicou que o levantamento de créditos está em andamento para 20 produtores da região, e destacou que as parcerias com entidades como a Faesp e o E-CredRural são fundamentais para garantir os direitos dos associados e fortalecer a competitividade do setor agropecuário.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtividade da soja cai 14,8% no Rio Grande do Sul após irregularidade das chuvas na safra 2025/26

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A colheita da soja da safra 2025/26 foi concluída no Rio Grande do Sul, encerrando um ciclo marcado pela forte irregularidade das chuvas e por perdas significativas de produtividade. Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, restam apenas áreas pontuais de soja de segunda safra, sem representatividade estatística para o resultado estadual.

Os dados consolidados mostram que o desempenho das lavouras ficou abaixo das expectativas iniciais, refletindo os impactos do déficit hídrico registrado em diferentes momentos do ciclo produtivo.

Produtividade estadual fica quase 15% abaixo da estimativa inicial

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a produtividade média da soja no Rio Grande do Sul foi revisada para 2.707 quilos por hectare, resultado 14,8% inferior à projeção inicial de 3.180 quilos por hectare, divulgada antes do início do plantio.

A área cultivada com a oleaginosa no Estado foi estimada em 6.697.172 hectares, consolidando o Rio Grande do Sul entre os principais produtores nacionais de soja.

Segundo o levantamento, a redução da produtividade está diretamente relacionada à distribuição irregular das chuvas durante o desenvolvimento da cultura. Enquanto algumas regiões receberam precipitações suficientes para manter o potencial produtivo, outras enfrentaram longos períodos de estiagem justamente nas fases mais sensíveis da lavoura, comprometendo o enchimento de grãos e o rendimento final.

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Chuvas irregulares provocaram grandes diferenças entre regiões

A Emater destaca que a variabilidade climática resultou em diferenças expressivas de produtividade entre regiões, municípios e até mesmo entre propriedades vizinhas.

Esse comportamento evidencia como a distribuição das chuvas, mais do que o volume total precipitado, foi determinante para o desempenho das lavouras na safra.

Região de Ijuí registra contrastes no rendimento das lavouras

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a colheita também foi totalmente finalizada, confirmando a forte disparidade entre os municípios.

Os menores rendimentos foram registrados em áreas de Augusto Pestana, Coronel Barros e Jóia, onde a escassez de chuvas durante os períodos críticos do desenvolvimento da soja limitou significativamente o potencial produtivo.

Em contrapartida, o município de Santa Bárbara do Sul apresentou um dos melhores desempenhos da região, alcançando produtividade média superior a 3.600 quilos por hectare, favorecido por condições climáticas mais adequadas ao longo do ciclo.

Clima reforça desafios para a produção gaúcha

O encerramento da colheita confirma mais uma safra em que o comportamento climático foi determinante para os resultados da soja no Rio Grande do Sul.

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As diferenças observadas entre as regiões reforçam a vulnerabilidade da produção agrícola aos eventos climáticos extremos e evidenciam a importância de estratégias de manejo, planejamento e tecnologias capazes de reduzir os impactos da variabilidade das chuvas sobre a produtividade das lavouras.

Fonte: Portal do Agronegócio

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