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Recorde de Recuperações Judiciais no Agro no 1º trimestre de 2025, aponta Monitor RGF

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O setor do agronegócio registrou um número histórico de recuperações judiciais no primeiro trimestre de 2025, conforme levantamento divulgado pelo Monitor RGF, que acompanha processos de recuperação judicial no Brasil. De um total de 4.881 empresas em recuperação, 1.112 são do setor fabril, com predominância de companhias ligadas ao agronegócio.

Esse total representa o maior número de recuperações judiciais desde o lançamento do Monitor, no segundo trimestre de 2023.

Causas do aumento no número de recuperações

Analistas da RGF destacam que, além das altas taxas de juros, problemas de gestão têm afetado de forma significativa alguns setores, especialmente o agroindustrial. Por outro lado, o mercado de investimentos em empresas em recuperação tem apresentado crescimento expressivo, impulsionado pelo modelo DIP (Debtor-in-Possession).

Esse modelo oferece garantias jurídicas robustas ao devedor em recuperação judicial, o que tem atraído fundos e instituições financeiras para esse tipo de operação.

Expectativa para o restante de 2025

A consultoria prevê que o número de processos de reestruturação continuará crescendo ao longo do ano, devido à desaceleração econômica e aos desafios enfrentados por setores que demandam alto investimento de capital.

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Situação das empresas que deixaram a recuperação judicial

No primeiro trimestre de 2025, 203 empresas saíram do processo de recuperação judicial, com os seguintes desdobramentos:

  • Retorno à operação: 80% dessas companhias retomaram suas atividades normalmente, sem supervisão judicial.
  • Inatividade: 2% tiveram seus registros baixados, encerrados ou suspensos por irregularidades, situação que pode ser revertida caso os problemas sejam regularizados.
  • Falência: 18% foram oficialmente declaradas falidas.

Considerando alterações cadastrais, o número total de empresas que saíram da recuperação judicial sobe para 208, o que impacta a contagem em alguns estados, aumentando o número absoluto de empresas em recuperação em alguns locais e reduzindo em outros.

Efetividade da recuperação judicial e desafios

Rodrigo Gallegos, sócio da RGF e especialista em reestruturação, ressalta que, apesar do aumento nos casos, a recuperação judicial continua sendo uma ferramenta eficaz para a reorganização de empresas viáveis. O principal desafio, segundo ele, é que muitas companhias só recorrem ao processo quando os problemas já estão avançados, dificultando ou inviabilizando a recuperação.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Defesa Civil mantém área isolada após queda de reboco em prédio no Centro de Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Defesa Civil, mantém isolado o trecho da Rua Cândido Mariano, próximo à esquina com a Rua Pedro Celestino, onde parte do reboco da marquise do sétimo andar do Edifício Maria Joaquina se desprendeu. A medida foi adotada para preservar a integridade física de pedestres e motoristas, enquanto o condomínio providencia os reparos e a estrutura permanece sob monitoramento técnico. O incidente ocorreu na tarde de sábado (27).

Segundo o secretário municipal de Defesa Civil, coronel Alessandro Borges, a ocorrência foi registrada por volta das 18h15, após acionamento do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). Equipes da Defesa Civil foram deslocadas imediatamente ao local e realizaram o isolamento de aproximadamente 25 a 30 metros da área abaixo da fachada para evitar novos acidentes.

Durante o incidente, parte do revestimento e fragmentos do piso atingiram um veículo estacionado, quebrando o para-brisa. Conforme a Defesa Civil, o desprendimento ocorreu em uma faixa de aproximadamente dois a três metros da fachada. Desde então, o local permanece interditado como medida preventiva até a conclusão dos serviços.

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“O objetivo foi garantir a segurança dos pedestres e evitar acidentes. A construtora responsável iniciará os reparos, enquanto a Defesa Civil continuará acompanhando a situação e monitorando a estrutura até que a manutenção seja concluída”, afirmou o secretário Alessandro Borges.

O síndico do condomínio, o arquiteto Júlio César Silva Ribeiro, informou que o isolamento atende às determinações da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros e permanecerá até que o risco seja eliminado. Segundo ele, o condomínio está reunindo propostas para contratação da empresa que executará os serviços, com expectativa de iniciar as intervenções ainda nesta semana. Além do reparo no ponto onde ocorreu o desprendimento, será realizada uma avaliação de toda a fachada para prevenir novos problemas.

“Vamos proteger toda a fachada para que não haja risco de novos desprendimentos. A decisão é manter a área isolada até que os órgãos técnicos considerem o local seguro”, explicou o síndico.

A interdição alterou temporariamente a rotina de comerciantes e de quem circula diariamente pela região central. O vendedor Alison Aurélio Rodrigues de Souza acredita que a restrição pode reduzir o movimento das lojas e defende rapidez na execução dos reparos.

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“Espero que seja resolvido o mais rápido possível. O isolamento foi importante para a segurança, mas agora é preciso agilizar a obra”, afirmou.

Entre os pedestres, a principal preocupação é com a segurança. A autônoma Rosemeri Priori considera que a manutenção preventiva é essencial em prédios antigos.

“É uma área de grande circulação. O importante é que as providências sejam tomadas rapidamente para evitar acidentes e garantir o bem-estar de todos”, disse.

A Prefeitura reforça que o isolamento permanecerá enquanto houver risco e orienta pedestres e motoristas a respeitarem a sinalização instalada no local. A Defesa Civil seguirá acompanhando a execução dos reparos para assegurar que a área seja liberada somente após avaliação técnica que comprove a segurança da estrutura.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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