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Nova parceria entre Sima e Auravant amplia recursos de agricultura de precisão no Brasil

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Expansão de funcionalidades na plataforma Sima

A agtech Sima acaba de firmar uma parceria estratégica com a empresa argentina Auravant para ampliar suas ferramentas de agricultura de precisão. O acordo vai integrar à plataforma soluções como receituário agronômico, recomendações técnicas e modelos de análise de culturas, fortalecendo o suporte oferecido aos produtores rurais durante todo o ciclo produtivo.

De ferramenta de coleta de dados a referência no setor

Inicialmente criada como uma solução para coleta de dados em campo, a Sima evoluiu e hoje é uma das líderes no setor AgTech da América Latina. Atualmente, são mais de 8 milhões de hectares monitorados em quase 10 países. “Hoje, centralizamos toda a gestão da produção com recursos inteligentes, integração e suporte personalizado”, afirma Agustin Rocha, cofundador da empresa.

Benefícios diretos para os produtores brasileiros

Com a nova integração, os produtores do Brasil poderão gerar prescrições agronômicas mais precisas, o que permite otimizar o uso de insumos e reduzir custos. Além disso, terão acesso a ferramentas avançadas de monitoramento por satélite e modelos preditivos, melhorando a tomada de decisão no campo. A presença local das duas empresas também assegura um suporte técnico mais próximo e personalizado.

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Solução integrada e prática para o campo

Segundo Gerónimo Oliva, também cofundador da Sima, a nova aliança reforça o compromisso da empresa em oferecer uma solução única, simples e abrangente. “Lideramos a gestão agrícola porque entendemos os desafios do campo. E, para resolver o máximo de problemas possível, escolhemos parceiros que são referência em tecnologia”, afirma.

Sinergia entre empresas que compartilham o mesmo ecossistema

A união com a Auravant é resultado de uma trajetória paralela dentro do ecossistema AgTech argentino. Agora, as empresas combinam suas expertises para impulsionar a agricultura inteligente, reunindo tecnologia de satélite, modelos preditivos e uma interface pensada para o uso prático no dia a dia da lavoura.

Plataforma completa com inteligência colaborativa

A versão mobile da plataforma Sima funciona offline e se conecta a um ambiente web intuitivo. Entre as funcionalidades disponíveis estão: controle de pragas por imagem, ordens de serviço, imagens de satélite, geolocalização de adversidades, comparador de campanhas e mais. A empresa também investe em inteligência colaborativa, com recursos como os Alertas Zonais e o SIMA Harvest — modelo preditivo de rendimento desenvolvido em parceria com a NASA e a Universidade de Maryland.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Demanda interna de milho no Brasil deve bater recorde com avanço do etanol e pressão climática

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A demanda interna de milho no Brasil deve alcançar um novo patamar recorde neste ano, com projeção de cerca de 100 milhões de toneladas, segundo estimativas da Pátria AgroNegócios. O volume representa alta de 11,11% em relação ao consumo do ano anterior, estimado em 90 milhões de toneladas, e reforça o papel estratégico do cereal na economia agrícola brasileira.

Etanol de milho lidera crescimento da demanda

Um dos principais motores dessa expansão é o avanço das usinas de etanol de milho, que vêm ampliando significativamente sua participação na absorção do grão no mercado doméstico.

De acordo com projeções do Rabobank, a demanda por milho destinada à produção de etanol no Brasil deve atingir cerca de 27,5 milhões de toneladas em 2026, crescimento de aproximadamente 20% em relação ao ciclo anterior.

O movimento é impulsionado pela expansão de novas plantas industriais, inicialmente concentradas no Mato Grosso e agora avançando para regiões como Bahia e Piauí, além de áreas do oeste mato-grossense. O principal fator de viabilidade, segundo análises de mercado, é a competitividade do preço do etanol nessas localidades, que compensa desafios logísticos e limitações de oferta.

Ração animal segue como principal destino do milho

Apesar do avanço do setor de biocombustíveis, a indústria de ração animal continua sendo o maior consumidor de milho no Brasil, respondendo por cerca de 60% do total do consumo interno, segundo dados da Abramilho.

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Dentro desse segmento, a avicultura lidera a demanda, com aproximadamente 32% de participação, seguida pela suinocultura, com cerca de 15%.

O setor também vem passando por mudanças estruturais, com maior uso de subprodutos da indústria do etanol, como o DDG (grãos secos de destilaria), que ganha espaço nas formulações de rações devido ao custo competitivo e valor nutricional. O sorgo também aparece como alternativa complementar na alimentação animal.

Produção cresce, mas clima preocupa produtividade

Nos últimos dez anos, a produção brasileira de milho praticamente dobrou, impulsionada principalmente pela expansão da segunda safra (safrinha), que já representa cerca de 70% da produção nacional.

Apesar disso, especialistas alertam para riscos climáticos. O atraso no plantio da soja pode comprometer a janela ideal do milho safrinha, aumentando a exposição a períodos mais secos.

Regiões como Goiás, Minas Gerais, norte de São Paulo, Bahia e partes do Mato Grosso do Sul já enfrentam restrição de chuvas, cenário que pode afetar o potencial produtivo.

No Mato Grosso, principal estado produtor, houve leve melhora de produtividade recente, com estimativas subindo de 116,61 para 118,71 sacas por hectare, segundo consultorias de mercado. A produção estadual é projetada em 52,65 milhões de toneladas, crescimento de 1,81% frente às estimativas anteriores.

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Expansão das usinas fortalece consumo interno

A proposta de elevação da mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 32% também é vista como fator adicional de sustentação da demanda.

O crescimento das usinas de etanol de milho reforça essa tendência. Atualmente, o Brasil conta com cerca de 30 unidades em operação, das quais 11 são plantas flex, capazes de processar milho e cana-de-açúcar.

A capacidade instalada do setor deve chegar a 12,6 bilhões de litros até a safra 2025/26, com produção estimada em 9,6 bilhões de litros, segundo projeções do mercado.

Logística e frete reforçam competitividade do setor

Outro fator que favorece a indústria de etanol de milho é a alta do frete interno no Brasil, que em algumas regiões chegou a subir cerca de 20%.

Como a maior parte das usinas está localizada próxima às áreas produtoras, o impacto logístico é menor, o que aumenta a competitividade na compra do milho frente a outros destinos, como a exportação.

Esse cenário fortalece ainda mais a demanda doméstica, reduz a dependência do mercado externo e consolida o milho como um dos principais pilares da cadeia de biocombustíveis e proteínas no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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