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Rastreabilidade e Práticas ESG Impulsionam Competitividade do Café Brasileiro no Mercado Global

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Um estudo recente da Serasa Experian revela que 96% dos produtores de café no Brasil já atendem a critérios socioambientais, reforçando a importância da rastreabilidade e das boas práticas ESG como diferenciais estratégicos do setor. A inovação na rastreabilidade do café brasileiro, desenvolvida em parceria entre a datatech Serasa Experian e o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), garante maior transparência e confiança no mercado internacional.

Rastreabilidade como diferencial competitivo

Em um cenário global que exige cada vez mais transparência, a capacidade de monitorar a trajetória do café, desde a lavoura até o porto de embarque, tornou-se um ponto crucial para o setor. A rastreabilidade assegura a origem e o percurso do produto, agregando valor e fortalecendo a posição do café brasileiro nas exportações.

O tema será destaque no 10º Coffee Dinner & Summit, evento internacional da cafeicultura organizado pelo Cecafé, que ocorrerá entre 2 e 4 de julho, em Campinas (SP).

Produtores alinhados aos critérios ESG

De acordo com a Serasa Experian, 95,6% dos cafeicultores brasileiros já operam em conformidade com padrões ambientais, sociais e de governança (ESG). Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, destaca que essa reputação sólida abre portas no mercado interno e, principalmente, entre compradores internacionais.

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O Brasil mantém vantagem competitiva, com destaque para os Estados Unidos, onde exportou US$ 2,1 bilhões em café em 2024, representando 32% do total importado pelo país, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A importância do ESG para o acesso ao crédito

Para Pimenta, a consolidação de uma reputação ESG comprovada é cada vez mais fundamental para que produtores, especialmente pequenos e médios, tenham acesso a crédito com condições favoráveis. Demonstrar responsabilidade socioambiental torna-se tão essencial quanto a boa gestão financeira.

Plataforma inovadora para rastreamento socioambiental

Com tecnologia avançada, a Serasa Experian, em parceria com o Cecafé, lançou a Plataforma de Monitoramento Socioambiental “Cafés do Brasil”. Essa ferramenta acompanha toda a cadeia produtiva, dos produtores aos armazéns e cooperativas, utilizando dados oficiais para garantir que o café brasileiro siga práticas socioambientais rigorosas.

Atualmente, cerca de 75% do café produzido no Brasil passa por essa análise, contribuindo para uma comprovação segura e em tempo real da procedência do produto.

Transparência e acesso à informação no agronegócio

Em 2021, a Serasa Experian identificou que a falta de acesso a informações confiáveis dificultava o acesso dos produtores rurais a linhas de crédito. Desde então, a empresa tem investido em tecnologia para democratizar esses dados, facilitando a relação entre credores, seguradoras e trabalhadores do campo.

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Apesar de ser um dos setores mais tecnológicos e economicamente importantes do país, o agronegócio enfrentava desafios pela descentralização e desatualização dos dados, dificultando decisões financeiras e limitando as negociações vantajosas para os produtores.

Em seu primeiro ano, a Serasa Experian aumentou de 1,2 milhão para 16 milhões o número de consultas de crédito agrícola, ampliando o acesso a financiamentos e reduzindo riscos de inadimplência.

Evento sustentável: 10º Coffee Dinner & Summit com selo carbono zero

Comprometido com a responsabilidade socioambiental, o Cecafé conquistou o Selo Verde da startup Ecooar Biodiversidade para neutralizar as emissões de gases de efeito estufa (GEE) geradas durante o evento.

O cálculo indicou que mais de 9,8 toneladas de CO2 foram emitidas durante os três dias, que foram compensadas pelo plantio de 69 árvores nativas na Fazenda do Lobo, em Três Corações (MG), promovendo o reflorestamento e a preservação da biodiversidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtor tem até 30 de setembro para entregar a DITR

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O produtor rural tem até 30 de setembro para entregar a Declaração do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (DITR) de 2026 e não precisa adotar automaticamente o valor da terra divulgado pelo município ou por órgãos estaduais. As tabelas servem como referência, mas o valor informado deve refletir as características e o preço de mercado de cada imóvel.

O esclarecimento foi feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab). Segundo o órgão, os preços publicados representam médias regionais e não substituem uma avaliação individual da propriedade.

O Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR) é autodeclaratório. Isso permite que o contribuinte utilize um valor diferente da tabela, desde que consiga demonstrar como chegou ao resultado. Diferenças sem justificativa podem levar a Receita Federal ou o município conveniado a revisar a declaração e cobrar imposto adicional, juros e multa.

O Valor da Terra Nua (VTN) deve corresponder ao preço de mercado do imóvel em 1º de janeiro de 2026. O cálculo precisa considerar fatores como localização, acesso, logística, relevo, qualidade do solo e aptidão agrícola.

Propriedades formadas por áreas com características diferentes não devem ter todos os hectares avaliados pelo mesmo preço. A orientação é separar os talhões entre lavoura de aptidão boa, regular ou restrita, pastagem, silvicultura e áreas de preservação. Depois, a área de cada parcela é multiplicada pelo valor correspondente à sua capacidade de uso.

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Uma área próxima de rodovias, com solo fértil e condições adequadas para mecanização, por exemplo, tende a valer mais do que um talhão com acesso difícil, relevo acidentado ou limitações produtivas. Essas particularidades podem justificar um VTN diferente da média municipal.

Quando houver diferença relevante, especialmente se o valor declarado estiver abaixo da referência pública, o produtor deve manter um laudo de avaliação elaborado por profissional habilitado. O documento precisa identificar o imóvel, explicar a metodologia adotada e apresentar os elementos utilizados para determinar o preço.

Também é necessário separar o valor da terra nua dos investimentos existentes na propriedade. Construções, instalações e benfeitorias, como casas, galpões, currais, cercas e sistemas de irrigação, não entram no VTN. O mesmo vale para culturas, pastagens cultivadas ou melhoradas e florestas plantadas.

Matas nativas e pastagens naturais, entretanto, compõem o valor da terra nua. Áreas de preservação permanente, reserva legal e outras áreas ambientalmente protegidas podem ser excluídas da área tributável quando atendidos os requisitos legais, mas isso não significa que desapareçam do cálculo do valor total da terra.

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A declaração pode ser entregue pelo serviço Minhas Declarações do ITR, disponível no Portal de Serviços da Receita Federal. O acesso exige conta gov.br Prata ou Ouro. Pessoas físicas com imóveis de até 100 hectares também podem utilizar o Programa ITR 2026.

A entrega fora do prazo gera multa de 1% ao mês ou fração sobre o imposto devido, respeitado o valor mínimo de R$ 50. A quota única ou a primeira parcela do imposto também vence em 30 de setembro.

A tabela pública oferece uma referência para o preenchimento, mas não substitui a avaliação da propriedade. O produtor que declarar um valor diferente deve estar preparado para demonstrar que o cálculo representa as condições reais do imóvel.

Fonte: Pensar Agro

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