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Rally do Conhecimento leva capacitação técnica sobre bioinsumos a produtores do interior de São Paulo

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Produtores do Sudeste recebem nova etapa do Rally do Conhecimento

Produtores rurais do interior de São Paulo participam, entre os dias 13 e 17 de abril de 2026, de uma nova etapa do Rally do Conhecimento, iniciativa itinerante voltada à capacitação técnica no campo.

A programação contempla encontros presenciais nas seguintes cidades:

  • Espírito Santo do Pinhal (13/04)
  • Leme (14/04)
  • Limeira (15/04)
  • Casa Branca (16 e 17/04)

Os eventos reúnem produtores, técnicos e consultores para discutir práticas de manejo agronômico e o uso de bioinsumos em sistemas agrícolas intensivos.

Manejo do solo e bioinsumos estão entre os principais temas

Durante os encontros, são abordados temas estratégicos para a produção agrícola, com foco na melhoria da eficiência produtiva e sustentabilidade.

Entre os principais assuntos discutidos estão:

  • Microbiologia do solo
  • Sanidade radicular
  • Assepsia de palhada
  • Compatibilidade entre bioinsumos e defensivos químicos

O conteúdo técnico é adaptado às condições específicas de cada região, considerando as particularidades dos sistemas produtivos locais.

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Especialista conduz debates técnicos nas etapas

As atividades contam com a participação do professor Erich Duarte, doutor em microbiologia agrícola, responsável por conduzir as discussões técnicas ao longo da programação.

A proposta é promover troca de conhecimento aplicada à realidade do campo, com abordagem prática e orientada à tomada de decisão.

Projeto itinerante amplia troca de experiências no campo

O Rally do Conhecimento foi estruturado como um projeto itinerante de capacitação e intercâmbio técnico entre profissionais do agronegócio.

Desde sua criação, a iniciativa já percorreu diversas regiões agrícolas do país, promovendo encontros presenciais e levantamentos técnicos voltados às demandas locais da produção.

Iniciativa já impactou milhares de produtores e áreas produtivas

Ao longo de sua trajetória, o projeto acumulou números expressivos:

  • Mais de mil participantes envolvidos
  • Mais de 23 mil quilômetros percorridos
  • Influência em decisões produtivas em área superior a 130 mil hectares em 2025

Segundo a organização, a proposta surgiu da necessidade de compreender as diferentes realidades da agricultura brasileira e oferecer soluções adaptadas a cada contexto.

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Crescimento dos bioinsumos impulsiona iniciativas de capacitação

O avanço do Rally do Conhecimento ocorre em um cenário de expansão do mercado de insumos biológicos no Brasil.

De acordo com dados do Ministério da Agricultura e Pecuária, em 2025 foram liberados 162 produtos classificados como bioinsumos, o maior número já registrado no país.

Esse crescimento reforça a importância de iniciativas voltadas à capacitação técnica, auxiliando produtores na adoção correta e eficiente dessas tecnologias no campo.

Capacitação técnica fortalece tomada de decisão no agronegócio

Com foco na disseminação de conhecimento aplicado, o Rally do Conhecimento busca ampliar a segurança técnica dos produtores e melhorar a eficiência das decisões no manejo agrícola.

A iniciativa reforça a importância da integração entre pesquisa, prática e inovação como pilares para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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