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Agricultura familiar ganha destaque na Expointer 2025 com tecnologias e oportunidades de negócio

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A agricultura familiar terá papel central na 48ª edição da Expointer, que acontece de 30 de agosto a 7 de setembro, em Esteio (RS). O segmento, que representa cerca de 80,5% das propriedades rurais do Rio Grande do Sul, terá acesso a tecnologias, equipamentos e condições exclusivas de negociação, fortalecendo a mecanização e a eficiência na produção.

Produtores familiares dominam o cenário agrícola gaúcho

Segundo o Censo Agropecuário do IBGE, as propriedades familiares no Rio Grande do Sul ocupam cerca de 25% da área cultivada, acima da média nacional de 77%. Esse protagonismo torna o segmento estratégico para a produção de alimentos e garante visibilidade especial na feira.

“A Expointer é uma das maiores exposições agropecuárias da América Latina e nos possibilita estar mais próximos dos produtores, entendendo suas demandas”, afirma Astor Kilpp, consultor de marketing e produto da LS Tractor.

Novidades em tratores para pequenas propriedades

Durante o evento, a LS Tractor apresentará seus últimos lançamentos, com foco em produtores familiares que buscam mecanização eficiente. Entre os destaques está o MT2.27E, trator de pequeno porte com motor LS Diesel de três cilindros e 25 cv, transmissão de 12 marchas à frente e 12 à ré, reversor sincronizado e sistema hidráulico com capacidade de levante de 820 kg.

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O equipamento oferece baixo consumo de combustível, conforto operacional e robustez, sendo ideal para atividades como horticultura, fruticultura, suinocultura e aviários. Segundo Kilpp, o modelo é a porta de entrada para tecnologia em propriedades que ainda utilizam equipamentos antigos.

Tratores de maior potência e versatilidade

Para quem busca mais potência e versatilidade, o MT4.70 é o destaque. Com motor LS Diesel de quatro cilindros e 62 cv, transmissão de 32 marchas à frente e 16 à ré, super redutor integrado e capacidade hidráulica de 1.655 kg, o trator combina tecnologia de ponta e baixo consumo de combustível.

O modelo é projetado para pequenas, médias e grandes propriedades, sendo especialmente útil em operações que exigem manobras constantes e diferentes velocidades. Kilpp destaca o desempenho, conforto da cabine e o raio de giro reduzido, características que fazem do MT4.70 o “SUV dos tratores”.

Expointer 2025: tecnologia, crédito e negócios

A edição deste ano mantém sua essência como vitrine de inovação e conhecimento. O evento também marca o início do Plano Safra 2025/2026, oferecendo aos produtores oportunidades de acesso a crédito com condições favoráveis.

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Entre os números previstos, destacam-se:

  • 5 mil animais em exposição;
  • Mais de 2,5 mil expositores, incluindo 456 agroindústrias familiares;
  • 120 expositores de máquinas e implementos agrícolas;
  • 500 atividades e eventos ao longo de nove dias.

“Esperamos que os recursos do governo incentivem os produtores rurais. Para quem vai investir, este é o melhor momento”, reforça Kilpp.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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