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Raízen Estima Moagem Estável de Cana na Safra 24/25 e Aumento nos Estoques de Açúcar

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A Raízen, líder global no processamento de cana-de-açúcar, projeta uma moagem entre 82 milhões e 85 milhões de toneladas métricas de cana para o ano-safra iniciado em abril. Este número, praticamente estável em comparação com a temporada anterior, reflete os desafios impostos pelo clima menos favorável.

Desempenho e Estratégias

Encerrando a safra 2023/24 com uma moagem recorde de 84,2 milhões de toneladas, um aumento de 15% em relação ao período anterior, a empresa permanece confiante em sua capacidade de manter a estabilidade na produção de cana. Isso, mesmo diante do clima mais seco na região centro-sul do Brasil, graças aos investimentos contínuos em melhorias nos rendimentos agrícolas.

Desafios e Resultados Financeiros

No entanto, a Raízen enfrentou um lucro menor do que o esperado para a temporada 2023/24, principalmente devido ao impacto de menos créditos fiscais e aos preços mais baixos do etanol no país. As ações da empresa, cujos principais acionistas são o conglomerado brasileiro Cosan e a Shell, mantiveram-se estáveis no meio da tarde.

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Estratégia de Estoque e Perspectivas Futuras

Os estoques de etanol da Raízen ao final da safra 2023/24 aumentaram em impressionantes 76% em relação ao ano anterior, totalizando 526 milhões de litros. Enquanto isso, os estoques de açúcar aumentaram em 91%, atingindo 525.000 toneladas. Esse aumento nos estoques de etanol foi resultado de uma estratégia de adiamento de vendas para garantir melhores preços no final da safra, enquanto os estoques de açúcar cresceram como parte de uma estratégia de alocação de mercado.

Perspectivas Futuras e Otimismo

Apesar da recente queda nos futuros do açúcar bruto na ICE, atingindo o menor valor em 18 meses, o CEO da Raízen, Ricardo Mussa, expressou otimismo em relação aos preços do açúcar. Ele destacou que a proporção de estoques globais em relação ao uso permanece historicamente baixa, indicando uma demanda crescente e uma dependência cada vez maior do Brasil para a oferta, o que pode impactar a nova temporada. A Raízen, no entanto, não forneceu previsões específicas para sua produção de açúcar em 2024/25, embora tenha produzido 5,83 milhões de toneladas na temporada anterior, um aumento de 22% em relação à safra anterior.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja

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A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.

A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.

O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui

Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.

A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.

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Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br

Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.

O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.

Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.

Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.

Isan Rezende

Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.

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O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.

“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.

“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.

Fonte: Pensar Agro

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