AGRONEGÓCIO

Raiar Orgânicos e Rabobank Brasil firmam acordo de R$ 50 milhões para expansão de granja

Publicado em

A Raiar Orgânicos, referência na produção de proteínas orgânicas e na transição alimentar no Brasil, e o Rabobank Brasil, especializado em soluções financeiras para o agronegócio, anunciaram a conclusão de uma operação de financiamento no valor de R$ 50 milhões. A linha de crédito, com prazo de cinco anos, será utilizada para expandir a granja da Raiar localizada em Avaré, São Paulo, em resposta à crescente demanda por ovos orgânicos, que já triplica a capacidade atual de produção da empresa.

Fundada em 2020 pelos empresários Marcus Menoita, Luis Barbieri e Leandro Almeida, a Raiar tem o objetivo de democratizar o acesso a alimentos orgânicos, com um modelo de negócios pioneiro que alia tecnologia, bem-estar animal e apoio à produção de grãos orgânicos em pequenas e médias propriedades rurais.

Além desse financiamento, a empresa captou outros R$ 50 milhões no início de 2024, por meio de 24 investidores nacionais e internacionais, marcando a entrada de capital estrangeiro no setor avícola brasileiro. “Estamos em um momento de expansão acelerada e o financiamento do Rabobank reforça que estamos no caminho certo”, destacou Menoita, que vê na operação um passo importante para tornar as proteínas orgânicas acessíveis aos brasileiros, começando pelos ovos.

Leia Também:  Temporais no Sul e seca no Norte; entenda efeitos de El Niño no Brasil

A granja de Avaré, com 170 hectares, já abriga um plantel de 225 mil galinhas, mas foi projetada para suportar até 700 mil aves. A Raiar planeja ampliar esse número para 2 milhões de galinhas orgânicas nos próximos anos, com a criação de novas fazendas e parcerias locais, visando atender regiões ainda não exploradas no país.

Todas as aves da Raiar, chamadas carinhosamente de “Fridas”, são estimuladas a desenvolver comportamentos naturais desde o primeiro dia de vida, com a ajuda de tecnologias inovadoras, como o “jump start”, equipamento importado da Holanda que simula um playground para as jovens galinhas. Além disso, as aves são alimentadas com milho e soja orgânicos fornecidos por produtores parceiros e processados em uma fábrica de ração automatizada dentro da própria fazenda.

A Raiar também inovou ao lançar a primeira linha de ovos pasteurizados líquidos 100% orgânicos no Brasil, disponíveis nas versões claras, gemas e ovos inteiros, em embalagens cartonadas.

Pollyana Saraiva, Head Regional de Rural Banking do Rabobank Brasil e América do Sul, celebrou a parceria: “Estamos muito orgulhosos de colaborar com a Raiar, cujo modelo de negócios alia alta produtividade com cuidado ao bem-estar animal, em total alinhamento com nossa missão de cultivar um mundo melhor.”

Leia Também:  Epamig desenvolve projeto para reduzir emissão de metano na pecuária bovina mineira

A crescente conscientização dos consumidores sobre saúde, meio ambiente e bem-estar animal impulsiona a demanda por ovos orgânicos. Embora o Brasil seja o quinto maior produtor de ovos do mundo, o mercado de ovos orgânicos no país ainda representa apenas 0,3%, enquanto na Europa esse número chega a 25%, com países como Dinamarca e França ultrapassando os 40%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

China confirma foco de aftosa e abates na Rússia elevam alerta no mercado

Published

on

A confirmação de um foco de febre aftosa na China, somada ao abate de dezenas de milhares de bovinos na Rússia, colocou o mercado global de carne em estado de atenção. O cenário mistura fato sanitário confirmado com dúvidas sobre a real dimensão de problemas no rebanho russo, combinação que já começa a repercutir no comércio internacional.

O governo chinês confirmou casos da doença na região noroeste do país, próxima à fronteira russa, e classificou a cepa como altamente contagiosa. A resposta seguiu o protocolo sanitário: abate dos animais infectados, desinfecção das áreas e reforço no controle de fronteiras, incluindo restrições ao trânsito de gado.

Do lado russo, não há confirmação oficial de febre aftosa. As autoridades atribuem os casos a doenças como pasteurelose, mas o volume de medidas adotadas chama a atenção. Desde fevereiro, mais de 90 mil bovinos foram abatidos em diferentes regiões, com concentração na Sibéria. O número elevado e as restrições impostas em áreas rurais ampliam a desconfiança do mercado sobre a real natureza do problema.

Leia Também:  Sine oferece 30 empregos para Eletricista com salário de R$ 4 mil

A reação já começa a aparecer no comércio. Países da região adotaram restrições à carne russa, movimento típico em situações de risco sanitário. O episódio ganha peso adicional porque a Rússia foi reconhecida recentemente pela Organização Mundial de Saúde Animal como área livre de febre aftosa — condição essencial para manter exportações.

Para o mercado global, a combinação de foco confirmado na China e incerteza na Rússia eleva o risco de volatilidade nos preços e de redirecionamento de fluxos comerciais. Em situações desse tipo, importadores tendem a buscar fornecedores com maior previsibilidade sanitária.

É nesse ponto que o Brasil entra no radar. O país produz cerca de 10 milhões de toneladas de carne bovina por ano, é o 2º maior produtor mundial — atrás apenas dos Estados Unidos — e o maior exportador global, com embarques superiores a 3 milhões de toneladas anuais, principalmente para China, Estados Unidos e países do Oriente Médio. Sem registro de febre aftosa desde 2006, o país sustenta o acesso aos mercados com base em vigilância sanitária, rastreabilidade e controle de fronteiras

Leia Também:  Federações Agrícolas das Américas e IICA Firmam Compromisso para Avançar em Ciência e Inovação na Agricultura Sustentável

No campo sanitário, mantém um histórico favorável: O último foco de febre aftosa no Brasil foi registrado em 2006, no Mato Grosso do Sul, e desde então o país avançou no controle da doença, com reconhecimento internacional de áreas livres e, mais recentemente, a retirada gradual da vacinação em alguns estados. Nesse contexto, episódios sanitários em concorrentes tendem a abrir espaço comercial, mas também aumentam a responsabilidade sobre vigilância, rastreabilidade e controle de fronteiras para preservar o acesso aos mercados.

Para o produtor brasileiro o impacto é direto. Qualquer instabilidade sanitária global influencia preço, demanda e fluxo de exportação. Para o produtor brasileiro, o momento exige atenção ao mercado internacional e reforça um ponto conhecido: sanidade animal continua sendo um dos principais ativos de competitividade do país.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA