AGRONEGÓCIO
Raça Crioula Alcança Faturamento Recorde de R$ 122 Milhões em Leilões em 2024
Publicado em
15 de janeiro de 2025por
Da Redação
A raça Crioula fechou o ano de 2024 com um impressionante faturamento de R$ 122 milhões, oriundos de 227 leilões realizados ao longo do ano, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) e com base em informações do Sindicato de Leiloeiros Rurais e Empresas de Leilão Rural do Rio Grande do Sul (Sindiler). Este resultado representa uma sólida performance, mesmo diante das dificuldades enfrentadas, especialmente as consequências de desastres naturais no Rio Grande do Sul.
César Hax, presidente da ABCCC, destacou que os números refletem a consolidação da raça Crioula em 2024. “Conseguimos criar um ciclo virtuoso, superando obstáculos e realizando finais com resultados expressivos. Isso é reflexo do trabalho contínuo e da qualidade dos animais comercializados, que são reconhecidos tanto por sua genética quanto pelo desempenho em pistas e competições. Esperamos que 2025 seja igualmente promissor”, afirmou.
O impacto dos leilões na criação e na comercialização
Os criadores de cavalos Crioulos também comemoraram os resultados obtidos. Avaliam os leilões como o ápice de suas criações, pois representam a confirmação do trabalho árduo realizado ao longo do ano. Para Evaldo Francisco da Rosa, da Estância Liberdade (RS), “o leilão é o coroamento de toda a criação, uma prova de que o trabalho está no caminho certo. Ter a oportunidade de vender esses animais para outros criadores e entusiastas da raça é de extrema importância para o nosso setor.”
Mariana Tellechea, da Cabanha Basca (RS), também celebrou os resultados positivos, com destaque para a comercialização de fêmeas de sobreano e dois anos, cujo lote foi totalmente vendido. “Foi um ano muito satisfatório, com muitos interessados em investir em animais de pista, o que demonstra o fortalecimento da raça Crioula e o excelente trabalho da nossa associação”, comentou.
Recordes de vendas e negócios milionários
Diversos leilões realizados em 2024 alcançaram valores recordes, com destaque para a Cabanha Cala Bassa, de Bagé (RS), que vendeu a cota do garanhão Jacinto Cala Bassa–TE, atual Freio de Prata, por impressionantes R$ 22 milhões, o que tornou esse animal o mais valorizado da raça Crioula até o momento. Outra venda significativa foi a de um produto do garanhão importado Del Oeste Zorrino, realizada pela Estância Liberdade, de Rolante (RS), ainda no ventre.
Fábio Crespo, presidente da Sindiler, classificou o ano de 2024 como excepcional para a raça. “Os leilões, tanto os maiores quanto os de menor porte, aqueceram o mercado de forma impressionante, com valores recordes e uma ampla comercialização. O sucesso desse ciclo deve se refletir em 2025, com a expectativa de superação do desempenho do ano anterior”, concluiu.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Decisão judicial extingue ação da Aprosoja que cobrava R$ 1,1 bilhão por Moratória da Soja
Published
11 horas agoon
15 de outubro de 2026By
Da Redação
A Justiça de Mato Grosso encerrou a ação em que a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) cobrava R$ 1,1 bilhão de empresas e entidades por prejuízos que atribuía à Moratória da Soja. A sentença, proferida na terça-feira (13), fecha na primeira instância a tentativa de obter uma reparação coletiva aos agricultores atingidos pelas restrições de compra do acordo.
A cobrança buscava compensar perdas que, segundo a associação, decorreram da dificuldade de vender soja mesmo quando a produção atendia à legislação ambiental. A Aprosoja-MT pretendia que empresas comercializadoras, entidades setoriais e seus representantes respondessem financeiramente por esses danos.
O processo discutia os efeitos de um pacto do qual a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) anunciou sua saída em janeiro de 2026. A retirada ocorreu após a entrada em vigor da lei mato-grossense que restringiu incentivos fiscais a empresas participantes de acordos com exigências superiores às da legislação ambiental. Em agosto, depois do julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF), a entidade reafirmou que não pretendia retomar a moratória. Saiba mais aqui
Criado em 2006, o compromisso previa a recusa de soja cultivada em áreas do bioma Amazônia desmatadas depois de julho de 2008. A restrição alcançava também áreas abertas com autorização. Para a Aprosoja-MT, esse critério prejudicava agricultores que cumpriam a lei, mas encontravam menos alternativas de compradores para sua produção.
A saída das empresas e a cobrança pelas perdas anteriores seguiram caminhos diferentes. Enquanto a Abiove abandonou o pacto coletivo, a associação dos produtores manteve a tentativa de responsabilizar seus participantes pelos efeitos que atribuía à aplicação das restrições.
Essa cobrança foi atingida pelo julgamento do STF de 12 de agosto. O Supremo considerou que o acordo respeitava a Constituição e determinou o encerramento dos processos judiciais e administrativos baseados na sua suposta ilegalidade, inclusive dos pedidos de responsabilização financeira. A Vara Especializada em Ações Coletivas de Cuiabá aplicou essa ordem ao processo da Aprosoja-MT. portal.stf.jus.br
Com isso, o pedido de R$ 1,1 bilhão foi encerrado antes da análise dos prejuízos alegados. A sentença deixa os agricultores representados pela associação sem a reparação buscada nessa ação e afasta das empresas processadas, nesta primeira instância, a cobrança coletiva.
O Supremo também manteve as leis estaduais que restringem incentivos a participantes de acordos dessa natureza. Estabeleceu, porém, que a retirada de benefícios deve respeitar os prazos tributários e a proteção das isenções concedidas mediante condições assumidas pelas empresas. O resultado preservou tanto a validade jurídica do pacto quanto a possibilidade de os estados estabelecerem condições para conceder incentivos.
Na mesma sentença, a Justiça rejeitou os pedidos para que a Aprosoja-MT pagasse honorários, despesas processuais e multa por má-fé. A associação teve sua cobrança encerrada, mas ficou livre dessas despesas reclamadas pelos réus.
Na comercialização atual, a Abiove informou que suas associadas passaram a atender individualmente às exigências dos mercados compradores. Para o produtor, as condições de aceitação da soja dependem das políticas de cada empresa. Já a sentença desta semana trata da disputa pelas perdas atribuídas ao antigo compromisso coletivo e encerra, nessa primeira instância, a tentativa de recuperação desses valores.
Isan Rezende
Com isso, os produtores representados pela Aprosoja-MT não receberão qualquer indenização das empresas ligadas à Moratória da Soja. A Aprosoja-MT buscava responsabilizar empresas e entidades por prejuízos que atribuía à moratória. Seu argumento era que agricultores que respeitavam a legislação ambiental também podiam ficar sem acesso a compradores por causa das exigências do acordo.
O presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende, lamentou a decisão. “O encerramento da ação frustra a expectativa de reparação dos produtores que se consideram prejudicados pela Moratória da Soja. A cobrança da Aprosoja procurava dar uma resposta a quem cumpriu a legislação ambiental, investiu na propriedade e encontrou restrições para vender. A sentença encerrou esse pedido sem examinar os prejuízos alegados. Isso precisa ficar claro para o agricultor”, comentou.
“O problema comercial continua exigindo atenção. O produtor precisa saber, antes de plantar e de assumir compromissos, quais critérios serão usados para receber sua soja. Quem trabalha dentro da lei precisa de previsibilidade para investir. Também é necessário dar transparência às exigências dos compradores, para que o agricultor consiga avaliar suas alternativas de venda e os custos envolvidos”, disse Rezende.
“Agora, o setor precisa concentrar esforços para ampliar mercados e construir condições comerciais mais claras. Sair de um acordo coletivo não significa, necessariamente, abandonar as restrições de compra. Por isso, a representação dos produtores deve acompanhar as regras adotadas por cada empresa e buscar soluções que preservem o acesso aos mercados e a renda de quem produz”, recomendou o presidente do IA.
Fonte: Pensar Agro
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