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Rabobank Prevê Excedente Global de Café, Mas Expectativas de Preços Permanecem Elevadas

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De acordo com o relatório mais recente do Rabobank, o mercado global de café deverá transitar de uma situação de equilíbrio para um pequeno superávit na temporada 2024/25, com um excedente projetado de 1,3 milhão de sacas. No entanto, uma série de desafios, como atrasos nos embarques, escassez de contêineres e a implementação iminente das regras de antidesmatamento da União Europeia, devem manter os preços elevados até o final deste ano.

Na segunda-feira, os preços do café robusta atingiram o maior valor em quase cinco anos, enquanto o café arábica alcançou seu pico em 13 anos, impulsionado pela deterioração das previsões meteorológicas no Brasil, o principal produtor de arábica.

O Rabobank informou que a produção global de café deve alcançar 174 milhões de sacas na próxima temporada, o que resultará em um excedente moderado. Apesar dessa oferta adicional, o relatório sugere que os preços não devem cair este ano.

A nota do banco destaca uma perspectiva neutra para a maior parte de 2024, citando o impacto das novas regulamentações de desmatamento da União Europeia (EUDR), o congestionamento dos portos, a falta de contêineres e a crise no Mar Vermelho como fatores que podem influenciar a dinâmica dos preços.

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A legislação da UE, que deve ser implementada no final de 2024, visa restringir a importação de commodities associadas ao desmatamento. Segundo o Rabobank, a UE pode estar antecipando a absorção de um volume extra de café para cumprir o prazo da nova regulamentação, o que pode pressionar ainda mais os preços.

O banco também expressou preocupação com a próxima safra brasileira, alertando que a produção está “por um fio” devido às chuvas abaixo da média desde abril. As árvores de café precisam de chuvas consistentes para garantir uma boa colheita, e a atual condição climática pode impactar negativamente a oferta.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

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As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

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Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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