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Rabobank divulga relatório sobre soja e milho no Brasil em abril

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O Rabobank, renomada instituição financeira especializada no setor agrícola, lançou seu relatório mensal para abril, o “Brazilian G&O Monthly Update”, que examina o mercado de grãos e oleaginosas. Marcela Marini, analista de Grãos e Oleaginosas do banco, revelou que a safra de soja brasileira está projetada para 123 milhões de toneladas métricas.

Segundo o relatório, os preços da soja no mercado interno subiram 3,8% em abril em comparação com o mês anterior. Esse aumento foi impulsionado pela desvalorização do real, que elevou os prêmios e, consequentemente, resultou em preços mais altos para a soja brasileira.

Por outro lado, o preço do milho apresentou um aumento de 1% em relação ao mês anterior, mas caiu 20% quando comparado com o mesmo período do ano passado, mostrando um cenário de mercado interno enfraquecido.

Em termos de exportações, o relatório destaca uma queda de 5% nas exportações de soja em março, que atingiram 12,6 milhões de toneladas métricas. Vários fatores contribuíram para essa redução, incluindo a queda nas taxas de frete interno e menor tempo de espera nos portos, especialmente em Paranaguá.

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O relatório também revela uma queda dramática nas exportações de milho, que em março ficaram em apenas 0,4 milhão de toneladas métricas, uma redução de 93% em comparação com fevereiro de 2024. Esse declínio acentuado é atribuído à safra recorde nos Estados Unidos e à recuperação da produção na Argentina, tornando o mercado mais competitivo e impactando as exportações brasileiras de milho.

Apesar das variações nos mercados, o Rabobank classifica as condições da safra como boas a excelentes na maior parte do país, com exceções em algumas áreas atingidas pela seca no Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul. A estimativa total do banco para a safra de 2024 é de 123 milhões de toneladas métricas, 12 milhões a menos do que no ano passado.

Essas informações fornecem um panorama do atual cenário agrícola brasileiro, destacando a volatilidade dos mercados de soja e milho, bem como os desafios que os produtores enfrentam diante das flutuações no mercado internacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Café brasileiro terá que comprovar origem e rastreabilidade para manter espaço no mercado europeu

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O avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia pode ampliar oportunidades comerciais para o café brasileiro, mas também inaugura uma nova etapa de exigências para exportadores e produtores nacionais.

Mais do que qualidade, produtividade e competitividade, o mercado europeu deve passar a exigir comprovação detalhada da origem do café, rastreabilidade completa da cadeia produtiva e evidências concretas de conformidade socioambiental.

O alerta é da especialista em ESG e vice-presidente da Sustentalli, Eliana Camejo, que aponta uma mudança estrutural na forma como compradores europeus irão avaliar fornecedores brasileiros.

ESG deixa de ser diferencial e passa a ser requisito comercial

Segundo Eliana Camejo, parte da cadeia cafeeira ainda pode estar subestimando o impacto das novas regras europeias sobre exportações agrícolas.

Na avaliação da especialista, ESG não deve mais ser tratado apenas como pauta reputacional ou ferramenta institucional. Para o setor cafeeiro, a agenda passa a representar condição estratégica para manutenção de mercados, mitigação de riscos comerciais e agregação de valor ao produto.

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A tendência é que compradores europeus exijam informações cada vez mais detalhadas sobre a produção, incluindo localização da área produtiva, regularidade ambiental, histórico de desmatamento, segregação de lotes, documentação comprobatória e governança dos dados.

Mesmo empresas já consolidadas no comércio internacional podem precisar ampliar seus sistemas de controle e monitoramento para atender ao novo padrão regulatório europeu.

EUDR aumenta exigências para café exportado à Europa

A pressão sobre a cadeia produtiva tem como base o Comissão Europeia Regulamento Europeu Antidesmatamento, conhecido como EUDR.

A legislação inclui o café entre os produtos sujeitos às novas exigências de rastreabilidade e comprovação de que não possuem relação com áreas desmatadas após o marco regulatório estabelecido pela União Europeia.

Pelas regras divulgadas pela Comissão Europeia, a aplicação ocorrerá em duas etapas:

  • 30 de dezembro de 2026 para grandes e médios operadores;
  • 30 de junho de 2027 para micro e pequenos operadores.

Na prática, importadores europeus passarão a responder legalmente pela chamada diligência devida, exigindo de fornecedores brasileiros informações robustas sobre toda a cadeia produtiva.

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Isso deve impactar diretamente produtores rurais, cooperativas, armazéns, exportadores, transportadoras, beneficiadores e indústrias ligadas ao café.

Cadeia cafeeira precisará investir em governança e rastreabilidade

De acordo com Eliana Camejo, o diferencial competitivo do café brasileiro tende a migrar da qualidade isolada do produto para a capacidade de comprovação das práticas adotadas ao longo da cadeia.

Segundo ela, empresas que conseguirem demonstrar origem, rastreabilidade, regularidade ambiental e governança terão vantagem na manutenção de contratos e no fortalecimento da confiança junto ao mercado europeu.

Por outro lado, agentes que mantiverem estruturas frágeis de controle documental e gestão socioambiental podem enfrentar perda de valor comercial justamente em um momento de maior abertura internacional.

O cenário reforça a necessidade de modernização da cadeia cafeeira brasileira, especialmente em sistemas de monitoramento, integração de dados, compliance ambiental e transparência das operações voltadas à exportação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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