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Rabobank antevê mais um ano promissor para cana, açúcar e etanol em 2024

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Após a expressiva recuperação da produtividade nos canaviais do centro-sul em 2023/24, a expectativa é de uma safra robusta, com um volume estimado em 610 milhões de toneladas na região para 2024/25.

A projeção indica que a safra será novamente açucareira, prevendo uma produção de 40,9 milhões de toneladas de açúcar no ciclo 2024/25, superando os 40,4 milhões de toneladas projetados para 2023/24. Com os preços elevados do açúcar compensando as oscilações no mercado de etanol e os custos fixos diluídos pela significativa moagem em 2023/24, as empresas devem iniciar 2024/25 com robustez financeira.

A peculiaridade de 2023/24 ofereceu uma safra abençoada para a produção de açúcar no centro-sul do Brasil, com boas perspectivas para 2024/25 em termos de volume e preço. Entretanto, desafios podem surgir nas últimas semanas de 2023 e no primeiro trimestre de 2024, com fatores climáticos desempenhando um papel crucial.

Apesar das incertezas na reta final da safra 2023/24, é provável que novos recordes sejam atingidos, com projeções de moagem em 625 milhões de toneladas e produção de açúcar em 40,4 milhões de toneladas. As exportações, um ponto de atenção, podem enfrentar gargalos logísticos devido aos volumes expressivos de soja, milho e açúcar destinados à exportação.

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Para 2024/25, a previsão inicial sugere outra grande safra, mantendo a área total de colheita igual à safra anterior. O Rabobank projeta uma produção de 40,9 milhões de toneladas de açúcar em 2024/25, com uma moagem estimada em 610 milhões de toneladas.

No cenário internacional, a menor produção na Índia e Tailândia, devido a fatores climáticos, contribui para um déficit global de açúcar, sustentando os preços em níveis historicamente elevados. O Brasil, contudo, enfrenta desafios no setor de etanol devido à alta oferta e à competição com a gasolina.

O governo brasileiro planeja elevar a mistura máxima de etanol anidro na gasolina para 30%, mas a perspectiva para 2024/25 continua a sugerir um cenário açucareiro. Investimentos em capacidade de cristalização e outras tecnologias são fundamentais para maximizar a competitividade do setor.

Pontos de Atenção:
  • Atrasos nos embarques e filas nos portos de Santos e Paranaguá devido ao fluxo de soja, milho e açúcar, somados às chuvas de verão, podem impactar os preços do açúcar e gerar custos adicionais.
  • Incertezas globais e locais no mercado de combustíveis para 2024, incluindo conflitos internacionais e propostas governamentais para fiscalização de preços.
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

MBRF amplia receita, bate recorde no 2º trimestre e reforça peso estratégico do Centro-Oeste

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Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs
Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs

A MBRF (MBRF3), uma das maiores empresas globais de alimentos, encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 40,7 bilhões, alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado, e volume de vendas de 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre.

Os resultados também ajudam a dimensionar a importância estratégica do Centro-Oeste para a companhia. As operações da MBRF na região empregam cerca de 20 mil colaboradores, reforçando o impacto da empresa na geração de emprego e renda e no desenvolvimento econômico regional.

O Centro-Oeste concentra ainda seis plantas industriais consideradas nesta estrutura, instaladas em Várzea Grande (MT), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO), Mineiros (GO) e Dourados (MS).

A presença regional se estende à logística e distribuição. A MBRF mantém centros de distribuição em Várzea Grande e Cuiabá, em Mato Grosso; Goiânia, em Goiás; Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; e Brasília, no Distrito Federal.

Mato Grosso ganha protagonismo

Dentro dessa estrutura, Mato Grosso ocupa posição de destaque, reunindo três plantas industriais — Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum — além dos centros de distribuição de Várzea Grande e Cuiabá.

A presença da companhia em alguns dos principais polos do agronegócio brasileiro evidencia a conexão entre produção agropecuária, industrialização, geração de empregos, logística e acesso aos mercados consumidores. É justamente no Centro-Oeste, região central para a produção de proteínas e grãos do país, que a MBRF mantém uma estrutura relevante para sustentar sua plataforma multiproteína.

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No Brasil, o volume vendido pela operação BRF cresceu 4,6% frente ao primeiro trimestre, impulsionado pela ampliação da base de clientes e pela manutenção de elevados níveis de serviço. A integração comercial também permitiu levar o portfólio de bovinos a mais de 20 mil novos pontos de venda, uma das principais sinergias proporcionadas pela combinação dos negócios.

A operação BRF registrou receita líquida de R$ 15,4 bilhões no trimestre, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 3,8%, com margem de 16,8%.

No consolidado da MBRF, o EBITDA ajustado alcançou R$ 3,2 bilhões, crescimento de 5,4%, com margem de 7,9%. O lucro líquido foi de R$ 69 milhões.

“Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações. Continuamos a fortalecer a nossa competitividade por meio de marcas líderes, presença global, ampla distribuição e ganhos contínuos de eficiência, sempre com foco na geração sustentável de valor”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF.

Segundo Miguel Gularte, CEO da MBRF, o desempenho reforça as perspectivas da companhia para os próximos meses. “O avanço consistente em nossos resultados ao longo do trimestre, com evolução operacional, comercial e na captura de sinergias, reforça nossa confiança e nos posiciona para capturar as oportunidades do segundo semestre.”

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Sinergias e eficiência

A integração dos negócios gerou R$ 158 milhões em sinergias no segundo trimestre, envolvendo frentes comerciais, suprimentos, logística e estrutura corporativa. As despesas administrativas consolidadas foram reduzidas em 13% na comparação anual.

Já o programa MBRF+, voltado à melhoria contínua, produtividade e eficiência, gerou outros R$ 328 milhões no período.

A companhia também registrou fluxo de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões no trimestre e mantém o foco na melhoria da conversão de caixa e na gestão do capital de giro.

No mercado internacional, os resultados também avançaram. A Sadia Halal atingiu receita líquida de US$ 590 milhões, crescimento de 16,6%, e EBITDA ajustado de US$ 95 milhões, alta de 104,3%, alcançando margem recorde de 16,1%.

Na América do Sul, as operações de bovinos registraram receita líquida de R$ 6,389 bilhões, avanço de 26,4%, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 22,1%, para R$ 570 milhões.

Sobre a MBRF

A MBRF é uma das maiores empresas globais de alimentos, presente em 117 países e com um portfólio multiproteína que inclui carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. Com marcas como Sadia, Perdigão, Sadia Bassi, Perdigão Montana, Perdigão na Brasa, Qualy, Banvit e Paty, reúne 130 mil colaboradores no mundo e produz cerca de 8,2 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 425 mil clientes.

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