AGRONEGÓCIO
Plano Clima gera debate no Congresso Mulheres do Agro: pedem mudanças antes da votação no Congresso
Publicado em
23 de outubro de 2025por
Da Redação
O Plano Clima brasileiro voltou ao centro do debate nesta quarta-feira (22.10), durante o 10º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio, em São Paulo. Parlamentares e representantes do setor rural demonstraram descontentamento com os rumos da proposta do governo para enfrentar as mudanças climáticas. Pelos termos atuais, líderes do agro avaliam que o texto deve aumentar custos, criar novas obrigações e intensificar restrições para quem vive do campo.
A senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina, classificou o plano como um “desastre” para a agropecuária, defendendo que mudanças sejam submetidas ao Congresso Nacional, pelo menos passando por comissões temáticas. Segundo ela, está em articulação um projeto de lei para submeter o Plano Clima à análise do Legislativo, impedindo que decisões unilaterais prejudiquem a produção rural. “O que está colocado ali penaliza o setor produtivo, e o Brasil não pode correr o risco de entregar decisões estratégicas para grupos ou governos que depois tragam prejuízos ao país”, reforçou durante o encontro.
No mesmo evento, Roberto Rodrigues, também ex-ministro da Agricultura, criticou diretamente a metodologia do governo. Para ele, o Plano Clima “coloca nos ombros do agro emissões que deveriam ser atribuídas ao desmatamento ilegal, que é crime e responsabilidade de quem violou a lei, e não do produtor que trabalha de forma regular”.
Entidades rurais têm argumentado que o agronegócio já faz parte das soluções ambientais, com avanços em produtividade e preservação, e que o setor está sendo injustamente responsabilizado por todo o desmatamento nacional.
Desde agosto, entidades do agro articulam mudanças e pressionam por ajustes no texto. O próprio governo admitiu falhas na proposta, indicando que poderá revisar o documento antes da versão final. Parlamentares também destacaram preocupações sobre vetos presidenciais relacionados à legislação do licenciamento ambiental. O licenciamento está em negociação avançada, e o setor rural pretende manter diálogo ativo para buscar regras mais equilibradas.
O debate revela o impasse entre compromissos ambientais defendidos internacionalmente e as demandas dos produtores brasileiros, que destacam a necessidade de segurança jurídica e previsibilidade para investir, produzir e preservar. O setor aponta que, sem diálogo e consenso, o plano pode comprometer o futuro da economia rural e da produção de alimentos no país.
VEJA MAIS AQUI SOBRE O PLANO CLIMA
Serviço
10º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio (CNMA 2025)
Data: Termina hoje (23.10), das 8h às 18h
Local: Transamerica Expo Center, São Paulo, SP
Tema central: “CNMA 10+10 – 2025/2035 – Mulheres que mudam o mundo para melhor”
Destaques: Painel “TODAS | Conectando Mulheres” para união de lideranças femininas do setor, Espaço Casa Mulher do Agro, Painel “Minha Voz no Agro” e encontro de grupos, núcleos e movimentos femininos.
Fonte: Pensar Agro
AGRONEGÓCIO
Exportações de algodão do Brasil batem recorde em junho com embarques de 217 mil toneladas
Published
5 horas agoon
7 de julho de 2026By
Da Redação
As exportações brasileiras de algodão registraram desempenho histórico em junho de 2026, alcançando o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 217 mil toneladas da fibra, avanço de 63,4% em relação a junho de 2025.
Em receita, os embarques movimentaram US$ 350,6 milhões, crescimento de 64,1% na comparação anual, reforçando a competitividade do algodão brasileiro e a expansão da presença nacional em mercados estratégicos.
De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado confirma o ritmo elevado das vendas externas e fortalece a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.
Algodão brasileiro encerra safra 2025/26 com desempenho histórico
O recorde registrado em junho encerra um ciclo comercial marcado por forte desempenho exportador. A temporada 2025/26, considerada pelo setor entre julho de 2025 e junho de 2026, apresentou volumes expressivos mesmo diante de um início de safra mais lento.
Segundo a Anea, o Brasil registrou recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da temporada, incluindo:
- outubro;
- novembro;
- dezembro;
- março;
- abril;
- maio;
- junho.
Para o presidente da entidade, Dawid Wajs, o resultado demonstra a capacidade do país em manter a regularidade dos embarques e ampliar sua participação internacional.
“Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em diversos meses”, destaca.
Ásia concentra principais compradores do algodão brasileiro
Os mercados asiáticos continuam como principais destinos da fibra nacional. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã responderam juntos por 71,1% dos embarques brasileiros.
A distribuição das exportações no mês ficou concentrada nos seguintes países:
- Bangladesh: 21,7% das compras;
- Turquia: 17,7%;
- Paquistão: 17,4%;
- Vietnã: 14,3%;
- Indonésia: 7,6%;
- China: 6,3%;
- Índia: 6,3%.
Também participaram da pauta compradores como Malásia, Egito, Coreia do Sul, Tailândia, Maurício e Japão.
Bangladesh e Turquia ampliam participação no algodão brasileiro
Segundo a Anea, alguns mercados apresentaram crescimento histórico durante a temporada.
Bangladesh alcançou o maior volume já importado do algodão brasileiro, consolidando-se como principal destino da fibra em junho. A Turquia também registrou avanço significativo e manteve trajetória de crescimento nas compras brasileiras.
Outro destaque foi a Índia, que mais que dobrou o maior volume histórico adquirido anteriormente, reforçando sua importância estratégica para o setor exportador.
“A Índia teve um desempenho muito expressivo, mais do que dobrando o maior volume que já havia importado do algodão brasileiro”, afirma Dawid Wajs.
Brasil amplia presença no mercado global de algodão
Com o desempenho de junho, o algodão representou 0,97% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 17ª posição entre os principais produtos exportados pelo país.
Dentro do agronegócio, a fibra respondeu por 4,31% das vendas externas do setor, ficando na terceira colocação entre os produtos agropecuários mais exportados no período.
O resultado reforça o papel estratégico do algodão brasileiro na geração de divisas e na consolidação do país como fornecedor confiável para a indústria têxtil mundial.
China mantém posição estratégica para o algodão brasileiro
Embora a China não tenha registrado recorde de compras na temporada, o mercado permaneceu relevante para o Brasil.
Segundo a Anea, o volume exportado ao país asiático foi o segundo maior da série histórica, mantendo a presença brasileira em um dos maiores consumidores mundiais da fibra.
A Indonésia também manteve estabilidade nos volumes importados, enquanto Egito, Malásia e Coreia do Sul permaneceram como compradores tradicionais.
O Vietnã apresentou redução em relação a períodos anteriores, mas ainda manteve volumes considerados elevados pelo setor.
Diversificação logística fortalece exportações de algodão
Além do crescimento da demanda internacional, o setor destaca a evolução da infraestrutura logística para o escoamento da fibra brasileira.
O Porto de Santos continua como principal rota de exportação do algodão nacional, mas outros terminais vêm ampliando participação, especialmente o Porto de Salvador, que ganhou relevância nos últimos anos.
Também tiveram participação no embarque da fibra os portos de:
- São Francisco do Sul;
- Paranaguá;
- Itaguaí;
- Itajaí;
- Rio de Janeiro.
Segundo a Anea, a diversificação das rotas contribui para maior eficiência logística e reduz a dependência de um único corredor de exportação.
Algodão brasileiro ganha competitividade no comércio internacional
O recorde de exportações em junho reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, marcada pelo aumento da produtividade, qualidade da fibra e ampliação dos mercados compradores.
Com maior presença na Ásia e no Oriente Médio, o país consolida sua posição entre os principais exportadores mundiais e demonstra capacidade de atender à demanda internacional com regularidade e escala.
O cenário positivo para os embarques também fortalece produtores, tradings, cooperativas e toda a cadeia ligada à cotonicultura brasileira.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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