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Chuvas podem impactar produtividade da safra de inverno de cenoura em São Gotardo (MG)

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Safra de inverno mantém ritmo forte em Minas Gerais

A safra de inverno de 2025 da cenoura em São Gotardo (MG) segue em ritmo acelerado, com alta oferta no mercado e condições climáticas favoráveis registradas até o momento. Segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP), a produtividade média no período de julho a outubro de 2025 foi de 3.570 caixas por hectare, um crescimento de 7% em relação ao mesmo intervalo do ano passado.

Clima favorável impulsionou o rendimento

O bom desempenho é resultado do clima estável e seco observado ao longo da safra, que favoreceu o desenvolvimento das lavouras e a colheita. A combinação de temperaturas amenas e umidade controlada garantiu cenouras de melhor qualidade e um volume expressivo de produção.

Retorno das chuvas traz alerta para produtores

Entretanto, o cenário positivo pode mudar nas próximas semanas. A retomada das chuvas em São Gotardo deve impactar o ritmo das atividades no campo e reduzir a produtividade das lavouras. A Climatempo prevê que as precipitações, iniciadas na quarta-feira (29/10), possam acumular mais de 160 milímetros nos primeiros dias de novembro na região.

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De acordo com analistas, o excesso de umidade pode dificultar o manejo e a colheita, além de aumentar o risco de doenças fúngicas nas plantações.

Oferta controlada pode sustentar preços

Com a possível redução na oferta provocada pelas chuvas, o mercado pode registrar ajustes positivos nos preços da cenoura nas próximas semanas. O maior controle da disponibilidade tende a equilibrar a balança entre oferta e demanda, trazendo alívio aos produtores após um período de forte pressão nos valores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito rural soma R$ 312,16 bilhões e utilização do Plano Safra 2025/26 atinge apenas 52% dos recursos disponíveis

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Os financiamentos contratados por produtores rurais e cooperativas nos dez primeiros meses de execução do Plano Safra 2025/26 totalizaram R$ 312,16 bilhões, segundo levantamento da Gerência de Desenvolvimento Técnico do Sistema Ocepar (Getec), realizado em parceria com a consultoria Fator Agro, com base em dados do Banco Central do Brasil.

O volume movimentado entre julho de 2025 e maio de 2026 representa uma redução de 9,9% em comparação ao mesmo período da safra anterior, quando as contratações alcançaram R$ 346,38 bilhões.

Os números revelam que apenas 52% dos R$ 594,4 bilhões disponibilizados pelo governo federal para o atual Plano Safra foram efetivamente utilizados até o momento, indicando um ritmo mais lento na tomada de crédito pelo setor agropecuário.

Juros elevados reduzem demanda por financiamentos

A desaceleração das contratações acompanha uma tendência observada nos últimos ciclos agrícolas. O principal fator apontado por especialistas é o elevado custo do crédito, consequência do ambiente de juros altos mantido nos últimos anos.

No Plano Safra 2023/24, o montante contratado chegou a R$ 415,46 bilhões. Já no ciclo 2024/25, o volume caiu para R$ 377,99 bilhões. Agora, no Plano Safra 2025/26, os financiamentos seguem em trajetória de retração.

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A redução do apetite por crédito reflete a cautela dos produtores diante dos custos financeiros mais elevados, especialmente em operações de investimento de longo prazo.

Recursos livres lideram participação no crédito rural

Entre as fontes de recursos utilizadas para financiar o agronegócio brasileiro, os Recursos Livres continuam sendo a principal modalidade, respondendo por 41% do total contratado.

Na sequência aparecem:

  • Recursos Obrigatórios: 23%;
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCA): 13%;
  • Fundos Constitucionais: 10%;
  • Poupança Rural: 9%;
  • Recursos do BNDES: 7%;
  • Outras fontes: 2%.

O levantamento demonstra a crescente relevância dos instrumentos privados de financiamento, especialmente em um cenário de maior restrição orçamentária para os programas oficiais de crédito rural.

Cooperativas movimentam mais de R$ 42 bilhões

As cooperativas agropecuárias brasileiras mantêm participação expressiva na contratação de recursos do Plano Safra.

Entre julho de 2025 e maio de 2026, o segmento contratou aproximadamente R$ 42,45 bilhões em financiamentos rurais.

O Paraná segue como protagonista nacional nesse mercado. As cooperativas paranaenses responderam por cerca de R$ 15,65 bilhões em operações de crédito, o equivalente a aproximadamente 37% de todo o volume contratado pelas cooperativas brasileiras.

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O desempenho reforça a importância do cooperativismo paranaense para o desenvolvimento da agropecuária nacional e para a ampliação do acesso dos produtores aos recursos destinados ao custeio, comercialização e investimentos no campo.

Perspectivas para o próximo Plano Safra

Com a aproximação do lançamento do Plano Safra 2026/27, o setor produtivo acompanha as discussões sobre a ampliação dos recursos e a redução dos custos de financiamento.

Entidades do agronegócio defendem mecanismos que aumentem a competitividade do crédito rural, especialmente diante da necessidade de investimentos em tecnologia, armazenagem, irrigação e sustentabilidade.

A evolução das taxas de juros e das fontes privadas de financiamento será determinante para definir o ritmo das contratações e o nível de investimentos do agronegócio brasileiro na próxima temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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