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Queijo da Mantiqueira de Minas conquista Super Ouro na ExpoQueijo Brasil 2026 e coloca o Brasil no topo da produção artesanal

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A tradição queijeira da Mantiqueira de Minas alcançou um novo patamar de reconhecimento internacional. O Queijo Maranata Ouro, produzido por Henrique Lamim, do Rancho Maranata, em Virgínia, no Sul de Minas Gerais, conquistou o troféu Super Ouro da ExpoQueijo Brasil 2026 – Araxá International Cheese Awards, considerada a maior competição de queijos artesanais das Américas.

A conquista representa um feito inédito para a região e reforça o protagonismo dos queijos artesanais brasileiros no cenário internacional. Pelo segundo ano consecutivo, um queijo produzido no Brasil conquista o prêmio máximo da competição, que reuniu produtores de 19 países das Américas e da Europa.

Queijo maturado por nove meses superou tradicionais produtores europeus

Produzido com leite cru e maturado por aproximadamente nove meses, o Queijo Maranata Ouro venceu a categoria destinada aos queijos de leite cru com maturação superior a 180 dias.

Na etapa decisiva da competição, o produto mineiro superou concorrentes de países tradicionalmente reconhecidos pela excelência na produção de queijos de longa maturação, incluindo fabricantes italianos.

O reconhecimento evidencia a evolução técnica da produção artesanal brasileira e confirma a crescente valorização dos produtos de origem certificada.

Qualidade sensorial é um dos diferenciais do queijo premiado

Além da excelência técnica avaliada pelos jurados, o queijo se destaca pela complexidade de aromas, sabores e textura desenvolvidos durante o processo de maturação.

Nas versões mais jovens, entre 15 e 60 dias, apresenta características delicadas, com notas lácteas, leve dulçor natural e nuances cítricas e frutadas, mantendo textura macia e equilibrada. Com o avanço da maturação, desenvolve maior intensidade sensorial, característica que contribuiu para o reconhecimento internacional.

Produtor destaca força da identidade da Mantiqueira de Minas

Para Henrique Lamim, o prêmio representa muito mais do que uma conquista individual. Segundo ele, o reconhecimento internacional fortalece toda a cadeia produtiva da Mantiqueira de Minas.

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O produtor afirma que a valorização dos queijos artesanais também impulsiona o turismo gastronômico da região, atraindo visitantes interessados em conhecer as queijarias, vivenciar o processo de produção e consumir produtos com identidade territorial.

Segundo Lamim, esse movimento gera renda, fortalece a economia local e incentiva as novas gerações a permanecerem no campo, transformando a produção artesanal em uma atividade cada vez mais valorizada.

Evolução constante levou ao prêmio máximo

A conquista do Super Ouro é resultado de um processo contínuo de aperfeiçoamento da produção.

Henrique Lamim participa da ExpoQueijo Brasil desde 2022 e acumulou uma sequência de resultados positivos ao longo dos últimos anos. Em 2023 recebeu medalha de Bronze, em 2024 conquistou a Prata, alcançou 96 pontos na edição de 2025 e, agora, chegou ao mais alto reconhecimento da competição internacional.

Sebrae Minas impulsiona competitividade dos produtores

O avanço da qualidade dos queijos da Mantiqueira de Minas também é resultado de um trabalho contínuo de fortalecimento da cadeia produtiva desenvolvido pelo Sebrae Minas.

As ações envolvem qualificação técnica, incentivo à inovação, valorização da origem, fortalecimento da governança territorial, promoção comercial e ampliação do acesso a novos mercados, sempre preservando os métodos tradicionais de fabricação.

Segundo a analista do Sebrae Minas, Ticiana Lopes, a conquista demonstra o potencial da região como referência na produção de alimentos de alta qualidade.

De acordo com ela, o fortalecimento da identidade territorial amplia a competitividade dos pequenos produtores, agrega valor aos produtos e cria novas oportunidades de negócios para toda a cadeia.

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Mantiqueira de Minas conquista 23 medalhas na ExpoQueijo Brasil 2026

O desempenho coletivo das queijarias da Mantiqueira de Minas também chamou atenção durante a competição.

Produtores dos municípios de Aiuruoca, Itamonte, Itanhandu, Liberdade, Passa Quatro e Virgínia, integrantes da Associação dos Produtores de Queijos Artesanais da Mantiqueira de Minas (Apromam), conquistaram 23 medalhas, sendo:

  • 1 Super Ouro;
  • 6 medalhas de Ouro;
  • 9 medalhas de Prata;
  • 8 medalhas de Bronze.

Além do Rancho Maranata, receberam medalhas de Ouro as queijarias Lico Matoso, Fazenda da Laje, Sítio Trincheira, Dom Carmelo e Pérola da Serra.

Outras propriedades também foram premiadas nas categorias Prata e Bronze, entre elas Siqueira Barros, Di Capre, Roni Arnaut, Recanto da Serra, Kairos, Vale do Sol, Fazenda Bom Sucesso e Fazenda Palmital, consolidando a diversidade e o elevado padrão técnico da produção regional.

Brasil consolida posição entre os maiores produtores de queijo artesanal do mundo

Desde a criação da ExpoQueijo Brasil, apenas Itália, Argentina e Brasil conquistaram o troféu Super Ouro.

Com a segunda vitória consecutiva de um queijo brasileiro, o país reforça sua posição entre os principais produtores mundiais de queijos artesanais de excelência, enquanto a Mantiqueira de Minas amplia sua visibilidade internacional como um dos territórios mais importantes da queijaria artesanal brasileira.

A conquista fortalece a imagem da produção mineira, agrega valor aos produtos de origem, impulsiona o turismo gastronômico e abre novas oportunidades de mercado para as pequenas queijarias da região.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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EUA ampliam exportações de etanol e acirram concorrência com o Brasil

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Os Estados Unidos exportaram aproximadamente 5,34 bilhões de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, avanço de 13% sobre igual período do ano anterior, segundo a Renewable Fuels Association (RFA). O crescimento dos embarques amplia a concorrência para o Brasil e mostra a força de uma indústria sustentada por um mercado doméstico de grande escala, apesar de uma mistura menor do biocombustível na gasolina.
Nos EUA, a produção de etanol foi de aproximadamente 160 milhões de litros por dia, conforme dados da agência de energia americana, a EIA, publicados no dia 30 de setembro. O número representa o ritmo registrado naquela semana, sem equivaler a um balanço anual.
A aparente contradição está nas bombas. Enquanto a gasolina comum brasileira contém 32% de etanol, a mistura predominante no mercado americano é o E10, com 10%. O percentual menor, contudo, incide sobre uma quantidade muito maior de combustível comercializado.
Na mesma semana de setembro, o volume de gasolina fornecido ao mercado americano, usado pela EIA como referência de consumo, foi de aproximadamente 1,38 bilhão de litros por dia. Essa quantidade já inclui o etanol misturado ao combustível. É a dimensão desse abastecimento que permite absorver uma produção elevada do biocombustível.
Uma conta ilustrativa ajuda a entender: 10% de um mercado de 400 bilhões de litros representam 40 bilhões de litros de etanol. Já 32% de um mercado de 100 bilhões correspondem a 32 bilhões. A comparação dos percentuais, isoladamente, não mostra quantos litros chegam aos consumidores.
Enquanto ampliam as exportações, os EUA importaram menos de 1,9 milhão de litros de etanol entre janeiro e julho de 2026, segundo a RFA. O contraste reforça o peso da produção doméstica no abastecimento americano.
Esses números mostram que uma expansão do consumo nos EUA encontra uma indústria doméstica capaz de disputar o fornecimento. Para o exportador brasileiro, uma mistura maior abre oportunidades, mas os embarques dependem dos preços, dos custos de transporte, das condições de acesso e da disponibilidade do produto americano.
Os dois países também organizam o abastecimento de maneiras diferentes. No Brasil, a mistura obrigatória de 32% vale para a gasolina comum e a comum aditivada desde 1º de agosto de 2026. A medida tem duração inicial de 180 dias, com possibilidade de uma prorrogação por igual período. Na gasolina premium, o teor permanece em 25%.
Além disso, o motorista brasileiro dispõe do etanol hidratado para abastecer veículos flex. Esse mercado depende da relação entre o preço dos combustíveis e o rendimento do automóvel. A demanda nacional, portanto, reúne tanto o etanol adicionado à gasolina quanto o vendido diretamente ao consumidor.
Nos EUA, o E10 convive com o E15, de até 15%, e com misturas mais elevadas para veículos compatíveis. Os postos não são obrigados a oferecer E15. A ampliação das vendas envolve equipamentos adequados, disponibilidade de combustível e regras de comercialização.
Restrições relacionadas às emissões evaporativas afetam a venda de E15 durante o verão em partes do país. Em 2026, a agência ambiental americana, a EPA, concedeu uma autorização excepcional para permitir sua comercialização nessa estação. A previsibilidade das regras continua relevante para os investimentos na distribuição.
O Brasil deve produzir 41,88 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27, aumento de 11,7% sobre a temporada anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A expansão reforça a importância de ampliar o consumo nas bombas e conquistar compradores externos. Nessa disputa, os Estados Unidos combinam uma indústria de grande escala com um mercado que absorve volumes elevados mesmo usando uma mistura menor de etanol na gasolina.
O levantamento brasileiro, divulgado em agosto, estima 29,98 bilhões de litros de etanol de cana e 11,91 bilhões de litros do combustível produzido a partir do milho. O crescimento previsto é de 9,7% e 17%, respectivamente. São projeções para a safra em andamento, que inclui parte de 2027.
A safra de cana está na segunda metade da colheita e da moagem no Centro-Sul, onde as chuvas de setembro reduziram o ritmo dos trabalhos. No Nordeste, a temporada começou mais recentemente. A fabricação de etanol de milho segue outro calendário, com usinas que operam ao longo do ano.
Para o campo brasileiro, o avanço do etanol tem efeitos distintos. A expansão das usinas de milho amplia as alternativas de venda do cereal. Uma demanda maior também pressiona o custo da matéria-prima para quem fabrica o combustível, conforme a oferta da safra e os estoques disponíveis.
O etanol de cana conta ainda com rotas de produção reconhecidas pela EPA na categoria de biocombustíveis avançados, sujeitas a requisitos ambientais. Esse enquadramento permite disputar mercados que valorizam a redução de emissões.
Com a oferta brasileira em crescimento, o resultado para a cadeia dependerá da capacidade de transformar produção em consumo. A mistura na gasolina, a escolha dos motoristas e as exportações precisam acompanhar os novos volumes para sustentar a remuneração das usinas e dos produtores de matéria-prima.

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Fonte: Pensar Agro

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