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Queijaria Coqueiral: Primeira de Goiás a conquistar o Selo Arte está em Corumbá

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O cenário da produção de queijos artesanais em Goiás alcançou um novo patamar com a conquista do Selo Arte e do Selo de Queijo Artesanal por diversas queijarias da região. Essa habilitação, concedida pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e supervisionada pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa), atesta a qualidade, autenticidade e regionalidade dos produtos, além de permitir sua comercialização em todo o Brasil.

Atualmente, cerca de 12 queijarias artesanais goianas estão homologadas pela Agrodefesa e recebem acompanhamento regular. Essas empresas são responsáveis por manter vivas receitas tradicionais, elevando o nome de Goiás entre os apreciadores de queijos artesanais no país. Dentre elas, destaca-se a Queijaria Coqueiral, que se tornou a primeira do estado a receber o Selo Arte.

Queijaria Coqueiral: tradição familiar e inovação

Localizada na área rural da cidade histórica de Corumbá de Goiás, com uma vista privilegiada para o Morro Cabeludo, a Queijaria Coqueiral é administrada por Juliana Moraes. A história do local mudou quando o proprietário da fazenda, o empresário cearense Lourenço Peixoto, investiu na capacitação de Juliana como queijeira e confiou a ela uma receita familiar de 150 anos. Assim nasceu o queijo Coqueiral, um queijo artesanal de massa firme e sabor acentuado, que remete ao tradicional queijo coalho.

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A produção mensal da fazenda é de 1500 litros de leite, que resultam em cerca de 150 quilos de queijo. Além do queijo Coqueiral, Juliana também se dedica à produção do queijo De Jour, inspirado no brie francês. Com uma paixão evidente pelo mundo dos queijos, Juliana desenvolve constantemente novas receitas, como um queijo com carvão vegetal, inspirado no estilo morbier. “A criação de novas receitas é algo que me fascina. O universo dos queijos é apaixonante, e sempre há espaço para inovações”, revela.

Apoio da Agrodefesa e expansão da produção

O sucesso da queijaria não seria possível sem o suporte contínuo da Agrodefesa, que esteve presente desde a fundação do empreendimento. Juliana destaca a importância desse apoio: “A Agrodefesa nos orientou em cada etapa, mostrando como devíamos proceder. Além disso, realizam inspeções mensais para acompanhar o nosso desenvolvimento.”

Com a produção regularizada e a comercialização liberada para todo o Brasil, Juliana agora foca na estruturação de uma experiência completa para visitantes da queijaria. O tour inclui um tradicional café caipira, onde os queijos são servidos com geleia caseira de damasco. Além disso, foi criada uma acomodação próxima ao curral, onde os visitantes podem acompanhar a ordenha das vacas e a rotina de cuidados com os animais.

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O queijo Coqueiral já está disponível em empórios de Pirenópolis e Brasília, mas também pode ser encomendado pelo Instagram da queijaria, com entrega para todo o país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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