AGRONEGÓCIO

Boa Safra inaugura Centro de Distribuição em Tocantins para atender região norte do País

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A Boa Safra, líder na produção de sementes de soja e com atuação também em outras culturas, inaugurou nesta quinta-feira, 7 de dezembro, o 1º Centro de Distribuição da empresa em Paraíso (TO). Ao todo são 9.375 m² preparados para receber sementes de soja, milho, sorgo e forrageiras para atender os produtores do Tocantins e região. Além de promover facilidade logística na entrega dos insumos, mais de 100 empregos diretos e indiretos foram gerados na região com a chegada da companhia.

De acordo com a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), o Tocantins deve ter o 2º maior crescimento da área de grãos nesta safra de 2023/24. Para oferecer uma infraestrutura de qualidade para atender a região, a capacidade total de armazenamento do Centro é de 13.300, sendo 3.325 bags por câmara fria, um processo próprio da companhia para manter os grãos em melhores condições. Apenas na cultura da soja, predominante no estado, a estimativa é que o CD abasteça entre 20 e 25 caminhões por dia, o equivalente a 800 a 1.000 bags/dia.

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A estrutura do centro de distribuição incorpora câmaras refrigeradas, estendendo o período de armazenamento em condições ideais para as sementes, preservando sua qualidade e vitalidade até o momento do envio aos agricultores. Este procedimento contribui para o aumento da produtividade e receita no campo, culminando em uma maior satisfação por parte dos clientes.

O Centro de Distribuição da Boa Safra em Tocantins levou 10 meses para ficar pronto e teve o investimento financeiro de cerca de R$21 milhões. O local da construção foi escolhido pela posição privilegiada que facilita o acesso para região norte, por meio da BR153 e TO080, o que deve contribuir para o crescimento da participação da Boa Safra em estados como o Pará.

“A inauguração de mais um CD simboliza o comprometimento da Boa Safra com a excelência das sementes, desde sua produção nas unidades de beneficiamento até a entrega aos clientes. O novo Centro de Distribuição nos aproxima ainda mais do produtor rural do Tocantins e do Norte do país, que desejamos estar próximos e atender com todo o cuidado que merecem”, enfatizou Marino Colpo, CEO da Boa Safra.

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Fonte: Brodeur

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Safra recorde deve superar capacidade dos armazéns em 133 milhões de toneladas

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A produção brasileira de grãos poderá superar a capacidade de armazenagem do país em aproximadamente 133 milhões de toneladas na safra 2026/27. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projeta uma colheita de 366,6 milhões de toneladas, enquanto os armazéns brasileiros comportam 233,8 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A estrutura existente equivale a cerca de 64% do volume que poderá ser produzido. A diferença expõe um dos principais gargalos do agronegócio brasileiro: a produção avança em ritmo superior à construção e à modernização de silos, sobretudo dentro das propriedades rurais e nas novas regiões produtoras.

Na prática, a limitação reduz a capacidade do agricultor de escolher o melhor momento para comercializar. Sem espaço próprio, parte dos produtores precisa retirar rapidamente os grãos da fazenda e negociar durante a colheita, período marcado pela concentração da oferta, aumento da procura por caminhões e pressão sobre os preços e os fretes.

Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), o problema deixou de ser apenas logístico e passou a afetar diretamente a renda no campo.

“Produzir uma safra recorde é uma conquista, mas o produtor precisa ter condições de transformar esse volume em renda. Sem armazenagem, ele perde liberdade para decidir quando vender e pode ser obrigado a negociar justamente no período de maior oferta, quando os preços tendem a estar mais pressionados”, afirma Rezende.

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“Um silo dentro da propriedade não serve apenas para guardar grãos. Ele permite preservar a qualidade, reduzir perdas, organizar o transporte e esperar uma condição comercial mais favorável. Em uma atividade de margens cada vez mais estreitas, essa capacidade de decisão pode determinar o resultado de toda a safra”, acrescenta.

Segundo Rezende, a ampliação dos armazéns exige financiamento de longo prazo, previsibilidade e condições compatíveis com o período necessário para recuperar o investimento. “O Brasil não pode continuar ampliando a produção sem fazer o mesmo esforço na infraestrutura. A armazenagem precisa ser tratada como parte do sistema produtivo, porque o gargalo acaba transferindo custos, riscos e perdas para quem está no campo”, diz.

A capacidade de armazenagem brasileira cresceu 1,1% no segundo semestre de 2025 e chegou a 233,8 milhões de toneladas. No mesmo período, o país contabilizava 9.668 estabelecimentos com estruturas destinadas à guarda de produtos agrícolas.

O avanço, porém, não acompanha o ritmo das lavouras. A safra 2025/26 foi estimada em 361,7 milhões de toneladas. Para o ciclo 2026/27, a projeção de 366,6 milhões representa mais 4,9 milhões de toneladas chegando ao mercado, com novos recordes esperados em culturas importantes.

A diferença entre produção e capacidade estática não significa que 133 milhões de toneladas ficarão literalmente sem local para serem guardadas. Os armazéns podem receber mais de uma carga durante o ano, e as culturas são colhidas em épocas diferentes. Mesmo assim, a comparação mostra que a estrutura disponível é insuficiente nos momentos de concentração da colheita e está distribuída de forma desigual pelo território.

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O problema é mais grave nas regiões em que a produção cresceu rapidamente sem a instalação de silos na mesma proporção. Nesses locais, os grãos percorrem distâncias maiores até unidades armazenadoras, elevando o consumo de combustível, o custo do transporte e o tempo de espera para descarga.

As filas também podem atrasar a retirada da produção da propriedade e a entrada das máquinas em novas áreas. Quando soja e milho disputam simultaneamente caminhões e espaço nos armazéns, o gargalo alcança cooperativas, tradings, indústrias e terminais de exportação.

A ampliação da armazenagem nas fazendas permitiria distribuir melhor o fluxo dos grãos ao longo do ano e reduzir a pressão sobre rodovias e terminais durante a colheita. Também daria ao produtor melhores condições para separar lotes, conservar a qualidade e negociar o produto de acordo com as oportunidades do mercado.

O desafio da safra 2026/27, portanto, não estará apenas em produzir mais. O país terá de encontrar espaço, transporte e condições comerciais para transformar 366,6 milhões de toneladas de grãos em renda efetiva para o produtor.

Fonte: Pensar Agro

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