AGRONEGÓCIO

Queda no Volume Programado de Embarques de Açúcar no Brasil

Publicado em

Na semana encerrada em 23 de outubro, o total de navios aguardando para embarcar açúcar nos portos brasileiros caiu para 67, em comparação com 74 na semana anterior, conforme levantamento realizado pela agência marítima Williams Brasil. O volume total agendado para carregamento foi de 2,703 milhões de toneladas, uma redução em relação às 2,885 milhões de toneladas registradas na semana anterior.

O Porto de Santos, em São Paulo, deverá receber a maior parte das cargas, com 1,739 milhão de toneladas programadas. Seguem-se o Porto de Paranaguá, no Paraná, com 499.008 toneladas; Imbituba, em Santa Catarina, com 128.280 toneladas; Suape, em Pernambuco, com 15.000 toneladas; Maceió, em Alagoas, com 200.460 toneladas; Recife, também em Pernambuco, com 94.589 toneladas; e Itajaí, em Santa Catarina, com 27.000 toneladas.

A carga a ser exportada inclui a variedade VHP (2,552 milhões de toneladas), TBC (85.982 toneladas), Cristal B150 (8.000 toneladas), VHP em sacas (equivalente a 15 mil toneladas) e Refinado A-45 (42.048 toneladas). O relatório considera as embarcações já ancoradas, as que estão em espera de atracação e aquelas com previsão de chegada até o dia 27 de novembro.

Leia Também:  Cummins Brasil Inova com Motor a Etanol, Focado na Sustentabilidade do Transporte
Desempenho das Exportações

A receita média diária gerada pelas exportações brasileiras de açúcar e outros melaços alcançou US$ 80,838 milhões em outubro, considerando 14 dias úteis, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume médio diário de exportações foi de 171,353 mil toneladas no mês. Ao todo, foram exportadas 2.398.939 toneladas de açúcar em outubro, resultando em uma receita de US$ 1,134 bilhão, com um preço médio de US$ 471,80 por tonelada.

Comparando com a média diária de outubro de 2023, que foi de US$ 73,428 milhões, observa-se um aumento de 10,1% no valor obtido diariamente pelas exportações de açúcar em outubro de 2024. Em termos de volume, houve uma elevação de 25,2% em relação às 136,869 mil toneladas exportadas diariamente em outubro de 2023. Por outro lado, o preço médio por tonelada caiu 12,1%, em comparação aos US$ 536,50 registrados em outubro do ano anterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Leia Também:  Bancos alertam para golpes no Programa Desenrola Brasil

Advertisement

AGRONEGÓCIO

MBRF amplia receita, bate recorde no 2º trimestre e reforça peso estratégico do Centro-Oeste

Published

on

By

Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs
Região concentra seis plantas industriais e cinco centros de distribuição da companhia, além de empregar cerca de 20 mil colaboradores; Mato Grosso reúne três unidades industriais e dois CDs

A MBRF (MBRF3), uma das maiores empresas globais de alimentos, encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 40,7 bilhões, alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado, e volume de vendas de 1,969 milhão de toneladas, recorde para um segundo trimestre.

Os resultados também ajudam a dimensionar a importância estratégica do Centro-Oeste para a companhia. As operações da MBRF na região empregam cerca de 20 mil colaboradores, reforçando o impacto da empresa na geração de emprego e renda e no desenvolvimento econômico regional.

O Centro-Oeste concentra ainda seis plantas industriais consideradas nesta estrutura, instaladas em Várzea Grande (MT), Lucas do Rio Verde (MT), Nova Mutum (MT), Rio Verde (GO), Mineiros (GO) e Dourados (MS).

A presença regional se estende à logística e distribuição. A MBRF mantém centros de distribuição em Várzea Grande e Cuiabá, em Mato Grosso; Goiânia, em Goiás; Campo Grande, em Mato Grosso do Sul; e Brasília, no Distrito Federal.

Mato Grosso ganha protagonismo

Dentro dessa estrutura, Mato Grosso ocupa posição de destaque, reunindo três plantas industriais — Várzea Grande, Lucas do Rio Verde e Nova Mutum — além dos centros de distribuição de Várzea Grande e Cuiabá.

A presença da companhia em alguns dos principais polos do agronegócio brasileiro evidencia a conexão entre produção agropecuária, industrialização, geração de empregos, logística e acesso aos mercados consumidores. É justamente no Centro-Oeste, região central para a produção de proteínas e grãos do país, que a MBRF mantém uma estrutura relevante para sustentar sua plataforma multiproteína.

Leia Também:  Agronegócio brasileiro enfrenta cenário de incertezas diante da “Lei Antidesmatamento” da União Europeia

No Brasil, o volume vendido pela operação BRF cresceu 4,6% frente ao primeiro trimestre, impulsionado pela ampliação da base de clientes e pela manutenção de elevados níveis de serviço. A integração comercial também permitiu levar o portfólio de bovinos a mais de 20 mil novos pontos de venda, uma das principais sinergias proporcionadas pela combinação dos negócios.

A operação BRF registrou receita líquida de R$ 15,4 bilhões no trimestre, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 3,8%, com margem de 16,8%.

No consolidado da MBRF, o EBITDA ajustado alcançou R$ 3,2 bilhões, crescimento de 5,4%, com margem de 7,9%. O lucro líquido foi de R$ 69 milhões.

“Os números apresentados refletem a solidez do nosso modelo de negócios, a qualidade da execução das nossas equipes e os avanços na integração das operações. Continuamos a fortalecer a nossa competitividade por meio de marcas líderes, presença global, ampla distribuição e ganhos contínuos de eficiência, sempre com foco na geração sustentável de valor”, afirma Marcos Molina, chairman da MBRF.

Segundo Miguel Gularte, CEO da MBRF, o desempenho reforça as perspectivas da companhia para os próximos meses. “O avanço consistente em nossos resultados ao longo do trimestre, com evolução operacional, comercial e na captura de sinergias, reforça nossa confiança e nos posiciona para capturar as oportunidades do segundo semestre.”

Leia Também:  Cummins Brasil Inova com Motor a Etanol, Focado na Sustentabilidade do Transporte

Sinergias e eficiência

A integração dos negócios gerou R$ 158 milhões em sinergias no segundo trimestre, envolvendo frentes comerciais, suprimentos, logística e estrutura corporativa. As despesas administrativas consolidadas foram reduzidas em 13% na comparação anual.

Já o programa MBRF+, voltado à melhoria contínua, produtividade e eficiência, gerou outros R$ 328 milhões no período.

A companhia também registrou fluxo de caixa operacional de R$ 2,2 bilhões no trimestre e mantém o foco na melhoria da conversão de caixa e na gestão do capital de giro.

No mercado internacional, os resultados também avançaram. A Sadia Halal atingiu receita líquida de US$ 590 milhões, crescimento de 16,6%, e EBITDA ajustado de US$ 95 milhões, alta de 104,3%, alcançando margem recorde de 16,1%.

Na América do Sul, as operações de bovinos registraram receita líquida de R$ 6,389 bilhões, avanço de 26,4%, enquanto o EBITDA ajustado cresceu 22,1%, para R$ 570 milhões.

Sobre a MBRF

A MBRF é uma das maiores empresas globais de alimentos, presente em 117 países e com um portfólio multiproteína que inclui carne bovina, suína e de aves, produtos industrializados, pratos prontos e pet food. Com marcas como Sadia, Perdigão, Sadia Bassi, Perdigão Montana, Perdigão na Brasa, Qualy, Banvit e Paty, reúne 130 mil colaboradores no mundo e produz cerca de 8,2 milhões de toneladas de alimentos por ano, atendendo mais de 425 mil clientes.

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA