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Queda em Chicago Ameaça Negócios de Soja no Brasil no Início da Semana

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A desvalorização de mais de 1% nos contratos futuros de soja negociados em Chicago deve impactar negativamente o mercado brasileiro de soja nesta segunda-feira. Embora os preços tendam a recuar, a alta do dólar em relação ao real pode limitar essas quedas.

Na última sexta-feira, o mercado foi marcado por baixa movimentação e poucas ofertas. Houve vendas pontuais, com preços variando de estáveis a mais baixos, influenciados pela queda em Chicago e pela volatilidade do dólar, ainda que dentro de pequenas margens. A Safras Consultoria observou uma comercialização moderada ao longo da semana.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de R$ 136,00 para R$ 135,00. Na região das Missões, a cotação recuou de R$ 135,00 para R$ 134,00 a saca. No Porto de Rio Grande, o preço teve baixa de R$ 144,00 para R$ 143,00 a saca. Em Cascavel (PR), a saca desvalorizou de R$ 133,00 para R$ 132,00. No porto de Paranaguá (PR), o preço caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca baixou de R$ 125,00 para R$ 124,00. Em Dourados (MS), o preço diminuiu de R$ 126,00 para R$ 124,00. Já em Rio Verde (GO), a saca caiu de R$ 126,00 para R$ 125,00.

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Cenário Internacional

Os contratos de soja com vencimento em julho apresentam uma desvalorização de 1,31%, cotados a US$ 11,64 1/4 por bushel. A queda no preço do trigo, que recua mais de 2% com o avanço da colheita nos Estados Unidos e no Hemisfério Norte, também pressiona as cotações.

Os investidores continuam monitorando o clima nos Estados Unidos, que deve enfrentar um aumento nas temperaturas e clima seco nesta semana. No final do dia, serão divulgadas as condições das lavouras norte-americanas. De acordo com a Reuters, é esperado um pequeno declínio no índice das plantações em boas e excelentes condições.

Prêmios e Preços FOB

Na sexta-feira, os preços FOB da soja nos portos brasileiros recuaram, pressionados pela queda dos contratos futuros em Chicago e pela redução dos prêmios. A fraca demanda chinesa contribui para a baixa nos prêmios e mantém a atividade em ritmo lento.

Os prêmios de exportação da soja para junho estavam entre +20 e +50 centavos de dólar sobre Chicago no final da sexta-feira no Porto de Paranaguá. Para julho de 2024, o prêmio era de +30 a +40 centavos, e para agosto de 2024, estava entre +40 a +60 centavos, conforme dados de Safras & Mercado.

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O preço FOB (flat price) para julho variou entre US$ 444,50 e US$ 448,20 a tonelada na sexta-feira, enquanto no dia anterior oscilou entre R$ 449,90 e R$ 453,60.

Câmbio e Indicadores Financeiros

O dólar comercial operava em alta de 0,42%, cotado a R$ 5,4045. O índice do dólar (DXY) subia 0,01% a 105,55 pontos.

As principais bolsas da Ásia fecharam em baixa: Xangai caiu 0,55% e Tóquio recuou 1,83%. Na Europa, as bolsas operavam mistas: Paris subia 0,26%, Frankfurt aumentava 0,11%, enquanto Londres caía 0,14%.

O petróleo registrava cotações em alta, com o WTI para julho subindo 0,35%, a US$ 78,74 o barril.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho no RS entra na reta final da colheita com produtividade acima de 7,4 t/ha

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Mercado Externo

O cenário internacional para o milho segue marcado por volatilidade, com atenção às safras da América do Sul e ao ritmo das exportações dos Estados Unidos. A evolução da colheita no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, contribui para a oferta global, ainda que em menor escala frente ao Centro-Oeste. A regularidade climática recente no Estado ajuda a sustentar expectativas positivas de produtividade, fator que pode influenciar o equilíbrio global de oferta.

Mercado Interno

A colheita do milho no Rio Grande do Sul se aproxima da conclusão, atingindo 90% dos 803.019 hectares cultivados na safra 2025/26, conforme a Emater/RS-Ascar. O avanço foi mais lento na última semana devido às chuvas, principalmente na Metade Sul, que elevaram a umidade dos grãos e dificultaram a operação de máquinas.

As áreas restantes correspondem a lavouras implantadas fora da janela ideal, ainda em fases reprodutivas ou de enchimento de grãos. As precipitações recorrentes desde março favoreceram o desenvolvimento dessas áreas, consolidando o potencial produtivo.

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No milho destinado à silagem, a colheita também está praticamente concluída, alcançando 87% da área. No entanto, a umidade elevada tem prejudicado o processo de ensilagem, podendo impactar a qualidade da fermentação.

Preços

Os preços do milho no mercado interno tendem a refletir o avanço da colheita e a qualidade do produto. A elevada umidade dos grãos em algumas regiões pode gerar descontos na comercialização, além de aumentar os custos com secagem. Por outro lado, a produtividade consistente no Estado ajuda a equilibrar a oferta regional.

Indicadores
  • Área cultivada (milho grão): 803.019 hectares
  • Área colhida: 90%
  • Produtividade média: 7.424 kg/ha
Produção estimada: 5,96 milhões de toneladas
  • Milho silagem:
    • Área: 345.299 hectares
    • Colheita: 87%
    • Produtividade média: 37.840 kg/ha
  • Soja (RS):
    • Área cultivada: 6,62 milhões de hectares
    • Colheita: 68%
    • Produtividade média: 2.871 kg/ha
  • Feijão 1ª safra:
    • Área: 23.029 hectares
    • Produtividade média: 1.781 kg/ha
  • Feijão 2ª safra:
    • Área: 11.690 hectares
    • Produtividade média: 1.401 kg/ha
  • Arroz irrigado:
    • Área: 891.908 hectares
    • Colheita: 88%
    • Produtividade média: 8.744 kg/ha
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Análise

A reta final da colheita do milho no Rio Grande do Sul confirma uma safra tecnicamente positiva, sustentada por produtividade acima da média histórica. No entanto, o excesso de chuvas no período final impõe desafios logísticos e pode afetar a qualidade dos grãos, exigindo maior gestão pós-colheita.

O cenário climático também impacta outras culturas relevantes no Estado. A soja avança de forma mais lenta, com grande variabilidade produtiva devido ao regime irregular de chuvas ao longo do ciclo. Já o arroz mantém bom desempenho, enquanto o feijão evidencia forte dependência de irrigação para alcançar melhores rendimentos.

No curto prazo, o produtor gaúcho segue atento às condições climáticas para concluir a colheita e preservar a qualidade da produção, fator determinante para a rentabilidade em um ambiente de margens mais apertadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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