AGRONEGÓCIO

Porto de Santos Registra Aumento de 30% na Movimentação de Cargas em Fevereiro; Açúcar se Destaca

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A movimentação de cargas no Porto de Santos, em fevereiro, apresentou um crescimento significativo de 30,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 14,3 milhões de toneladas. Com esse desempenho, o volume movimentado nos dois primeiros meses do ano alcançou 26,2 milhões de toneladas, representando um aumento de 23,9% em relação ao mesmo período de 2023, marcando o maior desempenho já registrado para esse período, conforme divulgado pela Autoridade Portuária de Santos (APS).

Agronegócio em Destaque

O destaque na movimentação de cargas foi o agronegócio, impulsionado principalmente pelo açúcar. Em fevereiro, foram movimentadas 2,1 milhões de toneladas de açúcar, um aumento significativo de 136,3%. No acumulado do ano, o volume totaliza 4,2 milhões de toneladas, representando um crescimento de 98,8%.

Destaques Adicionais

Além do açúcar, outros produtos também se destacaram. As cargas de fertilizantes apresentaram um crescimento de 16,1% em fevereiro, atingindo 693,2 mil toneladas, e de 22,8% no acumulado do ano, totalizando 1,5 milhão de toneladas. O milho registrou um aumento expressivo de 78,7% no mês, enquanto as carnes cresceram 15,9%.

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Destino das Cargas

O volume de cargas destinadas à exportação aumentou 35,2% no último mês, totalizando 10,8 milhões de toneladas. As importações também apresentaram alta, com um aumento de 17,4%, totalizando 3,5 milhões de toneladas. As descargas aumentaram em 16,1%, alcançando 7,4 milhões de toneladas.

Considerações Finais

A participação do Porto de Santos na corrente comercial brasileira aumentou para 28,7% em fevereiro, refletindo sua importância estratégica para o comércio exterior do país. A China permanece como o principal parceiro comercial, representando 26,1% das transações comerciais. O estado de São Paulo mantém sua liderança, com uma participação de 54,2% nas transações comerciais com o exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Adiada votação do projeto que cria incentivos às indústrias de fertilizantes

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O Senado adiou para a primeira semana de agosto a votação do projeto que cria o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert). Prevista para esta terça-feira (14.07), a análise foi transferida após um acordo entre parlamentares e o governo para ajustar pontos fiscais e jurídicos da proposta.

O Profert pretende estimular a implantação de novas fábricas e a ampliação ou modernização das unidades existentes. A medida é considerada estratégica para reduzir a dependência brasileira do mercado externo. O País importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados nas lavouras, situação que deixa os produtores expostos à variação cambial, ao aumento dos fretes e a conflitos internacionais.

O projeto, de autoria do senador Laércio Oliveira, já foi aprovado pelo Senado, mas retornou à Casa depois de receber alterações na Câmara dos Deputados. O texto passou a incluir, além dos fertilizantes minerais, sintéticos e orgânicos, bioinsumos, biofertilizantes, remineralizadores e as matérias-primas usadas na fabricação desses produtos.

A versão aprovada pelos deputados também cria o Fundo de Estímulo à Produção Nacional de Fertilizantes, destinado ao financiamento de projetos, e estabelece mecanismos de crédito fiscal e de financiamento de longo prazo.

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O adiamento permitirá a apresentação de um projeto de lei complementar para corrigir possíveis problemas de constitucionalidade e adequar as renúncias tributárias às regras fiscais. A líder do governo no Senado, Teresa Leitão, afirmou que as duas propostas deverão ser analisadas conjuntamente.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, confirmou que o Profert e o projeto complementar serão votados no mesmo dia. A intenção é encaminhar as duas matérias simultaneamente à sanção presidencial, caso sejam aprovadas.

Durante a sessão, Laércio Oliveira criticou a condução das negociações pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. Segundo o senador, o ministro Bruno Moretti deixou uma reunião convocada para discutir o projeto após divergências sobre o conteúdo da proposta. Laércio classificou a atitude como desrespeitosa e disse que permaneceu no encontro com Teresa Leitão.

Pelo texto em discussão, empresas habilitadas no Profert poderão adquirir máquinas, equipamentos, instrumentos e materiais de construção destinados aos projetos sem a cobrança de PIS/Pasep, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e Imposto de Importação. Conforme o tipo de operação, os benefícios poderão ser concedidos por suspensão do pagamento, redução da alíquota a zero ou isenção.

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A proposta também alcança serviços vinculados aos empreendimentos e prevê instrumentos para ampliar o acesso a recursos privados. A concessão dos incentivos, no entanto, dependerá da aprovação dos projetos pelo Poder Executivo e do cumprimento das exigências fiscais estabelecidas na futura regulamentação.

Relatora da matéria, a senadora Tereza Cristina defendeu o fortalecimento da produção doméstica. Ela reconheceu que o Brasil dificilmente alcançará a autossuficiência, mas afirmou que ampliar a oferta nacional é necessário para reduzir os riscos enfrentados pela agropecuária em períodos de instabilidade internacional.

Com o acordo, o projeto permanece em regime de urgência e deverá retornar à pauta após o recesso parlamentar. As informações sobre o adiamento e o acordo para a votação conjunta foram confirmadas pelo Senado Federal.

Fonte: Pensar Agro

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