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Queda das Ações na China Reflete Temores de Desaceleração nos EUA

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As ações chinesas encerraram a sexta-feira com uma forte queda, refletindo a fraqueza dos mercados globais após dados de atividade industrial dos Estados Unidos mais fracos do que o esperado. Esses dados suscitaram temores de desaceleração econômica, enquanto o conflito no Oriente Médio e a recuperação ainda frágil da China também afetaram negativamente o sentimento dos investidores.

Na quinta-feira, uma medida da atividade industrial dos EUA atingiu a mínima de oito meses em julho devido à queda no volume de novos pedidos, provocando uma ampla aversão ao risco nos mercados. Isso ocorreu mesmo após sinais do Federal Reserve de que um corte nos juros poderia ser implementado já em setembro.

As tensões no Oriente Médio aumentaram significativamente após o anúncio dos militares israelenses sobre a morte do chefe da ala militar do Hamas, Mohammed Deif, em um ataque aéreo em Gaza, um dia após a morte do líder político do grupo, Ismail Haniyeh, em Teerã.

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Adicionalmente, investidores estavam preocupados com os desafios econômicos da China. Dados recentes indicaram uma forte retração na atividade manufatureira e um crescimento econômico do segundo trimestre abaixo das expectativas.

“Os mercados globais sofreram oscilações violentas, com os investidores migrando para ativos seguros na expectativa de que o Federal Reserve possa reduzir drasticamente a taxa de juros. Ao mesmo tempo, preocupações com a desaceleração econômica e os retornos dos investimentos de gigantes da tecnologia levaram a incertezas e tendências de investimentos defensivos”, afirmou Zheng Yufei, analista da Guosen Securities.

No fechamento do pregão, o índice de Xangai registrou uma queda de 0,92%, a maior perda diária desde 23 de julho, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 1,02%. O índice Hang Seng, de Hong Kong, caiu 2,08%.

Na semana, o CSI300 apresentou uma queda de 0,7%, enquanto o Hang Seng perdeu 0,4%.

Em outros mercados asiáticos, o índice Nikkei, em Tóquio, recuou 5,81%, fechando a 35.909 pontos. Em Seul, o índice KOSPI teve uma desvalorização de 3,65%, terminando a 2.676 pontos. O índice TAIEX, em Taiwan, registrou baixa de 4,43%, a 21.638 pontos. Em Cingapura, o índice STRAITS TIMES desvalorizou-se 1,12%, a 3.381 pontos. Em Sydney, o índice S&P/ASX 200 recuou 2,11%, fechando a 7.943 pontos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Genética bovina pode aumentar produção de leite em até 9,2% e reduzir emissões de metano, aponta estudo

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No Dia Mundial do Leite, celebrado em 1º de junho, pesquisas reforçam o papel estratégico da genética no desenvolvimento de uma pecuária leiteira mais eficiente, rentável e sustentável. Estudos recentes indicam que a seleção genética pode elevar a produção de leite em até 9,2%, além de reduzir em 12,7% a intensidade das emissões de metano, contribuindo para a mitigação dos impactos ambientais da atividade.

O avanço da genética ocorre em um momento importante para o setor. Em 2025, o Brasil registrou a maior captação de leite de sua história, com 27,5 bilhões de litros adquiridos por laticínios sob inspeção sanitária. O cenário reforça a necessidade de adoção de tecnologias capazes de aumentar a produtividade sem ampliar proporcionalmente o uso de recursos naturais.

Rebanhos mais eficientes impulsionam produtividade

Estudos conduzidos pela Zoetis demonstram que animais geneticamente superiores apresentam maior capacidade produtiva mesmo em condições de estresse térmico, além de melhor eficiência alimentar e menor intensidade de emissão de gases de efeito estufa ao longo da vida produtiva.

Os resultados apontaram benefícios expressivos para os sistemas de produção leiteira:

  • Aumento médio de 9,2% na produção de leite;
  • Redução de 18,1% na taxa de reposição dos rebanhos;
  • Diminuição de até 12,7% na intensidade das emissões de metano;
  • Redução média de 9,5% na intensidade de nitrogênio associada à produção.

Segundo Henrique Hooper, coordenador de Serviços Técnicos de Ruminantes da Zoetis Brasil, a genética tem ampliado a capacidade dos produtores de tomar decisões mais precisas dentro das propriedades.

“A utilização de informações genéticas permite identificar animais com maior potencial produtivo, melhor eficiência alimentar e maior capacidade de adaptação aos desafios climáticos. Isso acelera o melhoramento genético e contribui para a formação de rebanhos mais eficientes e sustentáveis”, destaca.

Sustentabilidade passa a integrar a seleção genética

Os indicadores ambientais utilizados nas pesquisas foram desenvolvidos a partir do modelo científico RuFaS (Ruminant Farm System), reconhecido internacionalmente para avaliação da sustentabilidade na pecuária.

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A metodologia foi incorporada à atualização do Clarifide Dairy Plus, solução genética da Zoetis que utiliza o índice econômico DWP$ (Dairy Wellness Profit Index). A ferramenta considera características ligadas à produção e qualidade do leite, fertilidade, nutrição de precisão, bem-estar animal e uso racional de antibióticos para avaliar o potencial de rentabilidade dos animais.

Com a atualização mais recente, passaram a ser incorporadas também avaliações relacionadas à eficiência alimentar e à resiliência ao calor, ampliando a capacidade de seleção de animais mais adaptados às condições futuras de produção.

Resiliência ao calor ganha importância na pecuária leiteira

O aumento das temperaturas e a maior frequência de eventos climáticos extremos têm colocado a adaptação dos rebanhos entre as prioridades da cadeia produtiva do leite.

Nesse contexto, a genética surge como uma ferramenta importante para identificar animais capazes de manter produtividade, fertilidade e saúde mesmo sob condições de estresse térmico.

Os estudos desenvolvidos pela companhia permitem diferenciar indivíduos mais adaptados dentro do mesmo rebanho, utilizando indicadores relacionados à temperatura, umidade e impacto climático sobre a produção.

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Eficiência alimentar reduz custos e impactos ambientais

Outro fator cada vez mais valorizado na pecuária leiteira é a eficiência alimentar. Animais geneticamente mais eficientes conseguem converter melhor os nutrientes consumidos em produção de leite, reduzindo desperdícios e melhorando o aproveitamento dos recursos nutricionais.

Além da redução dos custos de produção, essa característica contribui para diminuir a pegada ambiental da atividade, reduzindo a emissão de gases por litro de leite produzido.

Tecnologia genética apoia decisões mais precisas no campo

Para transformar dados em decisões práticas, ferramentas genômicas vêm sendo utilizadas para identificar animais mais produtivos, saudáveis e adaptados às condições de cada sistema produtivo.

Entre as soluções disponíveis está o Clarifide Dairy Plus, plataforma que realiza avaliações genômicas de bovinos das raças Holandesa e Jersey, permitindo identificar fatores de risco genético associados a doenças de importância econômica, além de características relacionadas à produtividade, bem-estar animal, eficiência alimentar e adaptação climática.

Com a integração entre genética, ciência e tecnologia, a tendência é que a pecuária leiteira brasileira avance na construção de sistemas mais competitivos, sustentáveis e preparados para atender às exigências dos mercados e dos consumidores nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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