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Novo Decreto Sobre Aquisição de Terras Gera Preocupações com a Segurança Jurídica no Setor Rural

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O recente Decreto 11.995/24, publicado em abril deste ano, tem causado inquietação entre os produtores rurais brasileiros devido às suas implicações para a política de reforma agrária. O decreto, que estabelece alternativas para a obtenção de terras com fins de reforma agrária, é visto por alguns representantes do setor agrário como uma ameaça à segurança jurídica.

Bruna Carolina Bianchi de Miranda, advogada e coordenadora de soluções jurídicas na Rücker Curi – Advocacia e Consultoria Jurídica, aponta que o aumento do endividamento no setor rural tem diversas causas, como as variações climáticas, a inadimplência com o governo federal e o descumprimento da função social da propriedade. No entanto, a introdução do novo decreto trouxe uma nova camada de complexidade e incerteza jurídica.

O decreto em questão é criticado por seu impacto potencial sobre os direitos dos proprietários rurais e por supostamente interferir em competências legislativas exclusivas do Congresso Nacional, especialmente no que tange à desapropriação de terras. A legislação vigente, conforme o artigo 185 da Constituição Federal, proíbe a desapropriação de propriedades produtivas e atribui à Lei a responsabilidade de estabelecer normas relacionadas à função social da propriedade rural.

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Contrariando esse preceito, o artigo 5º do decreto, em seu inciso I, permite a desapropriação de imóveis rurais que não atendem à função social, conforme normas estabelecidas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA). Para o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Constituição exige que a função social seja respeitada para evitar a desapropriação de propriedades produtivas e confia à legislação infraconstitucional a definição dos critérios de produtividade.

O decreto também levanta questões sobre sua conformidade com a Lei 8.629/1993 e o princípio da eficiência administrativa. Além disso, o INCRA não possui atribuições legais para regulamentar a função social da propriedade rural. O decreto prevê a adjudicação direta do imóvel ao governo federal, eliminando a necessidade de leilão em casos de inadimplência, o que pode exacerbar a insegurança jurídica para os produtores.

Adicionalmente, o artigo 4º do decreto estabelece formas para a aquisição de propriedades rurais, e o artigo 19 determina que o pagamento no caso de compra e venda só será realizado após o registro da escritura pública no cartório de registro de imóveis. Essas medidas podem resultar na tomada de propriedades para quitação de dívidas com a União sem a adequada verificação do cumprimento da função social, aumentando a preocupação com a segurança jurídica no setor rural.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Serviços de urgência e emergência da Saúde funcionam normalmente durante flexibilização do expediente

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A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), informa que os serviços de urgência e emergência da rede municipal funcionarão normalmente, garantindo assistência à população durante a flexibilização do expediente nos setores ambulatoriais e administrativos em razão da partida entre Brasil e Haiti, válida pelo Grupo C da Copa do Mundo, nesta sexta-feira (19).

A medida segue determinação do prefeito Abilio Brunini, que definiu o encerramento do expediente dos órgãos municipais às 16h. Segundo o prefeito, a decisão busca minimizar os impactos no trânsito da capital, especialmente em um período marcado por diversas obras de infraestrutura em andamento.

Mesmo com a alteração no horário de funcionamento de parte da rede municipal, a população continuará contando com atendimento ininterrupto nas unidades de pronto atendimento e hospitais do município. Permanecerão abertos 24 horas a UPA Pascoal Ramos, a UPA Morada do Ouro, a UPA Leblon, a UPA Verdão, a Policlínica do Pedra 90, o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), o Hospital Municipal São Benedito, o Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá, o Centro Médico Infantil (CMI) e as seis Residências Terapêuticas mantidas pelo município.

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A orientação é que os moradores que necessitarem de atendimento de urgência e emergência procurem normalmente uma das unidades da rede municipal, que seguirão operando sem qualquer alteração e com equipes completas para acolher a população.

Flexibilização do Horário

Já os serviços ambulatoriais e administrativos terão expediente encerrado às 16h. A medida abrange as Unidades de Saúde da Família (USFs), os Centros de Especialidades Médicas (CEMs), os Serviços de Atenção Especializada (SAE), os Centros Especializados em Reabilitação (CER), os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), as Unidades Descentralizadas de Reabilitação (UDR), o Laboratório Central de Cuiabá (LACEC), a Unidade de Referência em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (URPICS), além dos setores de Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica, Zoonoses, CEREST, CIEVS, Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs), CDMIC Cuiabá, Ouvidoria da SMS, Complexo Regulador e áreas administrativas da Secretaria Municipal de Saúde.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que a assistência à população estará assegurada durante todo o período, especialmente por meio das unidades de urgência e emergência, que permanecem como referência para casos que demandem atendimento imediato.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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