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Proposta de aquisições da Tether agita o setor agroindustrial

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A Tether Investments, braço de capital de risco da emissora da stablecoin USDt, apresentou uma proposta para adquirir uma participação majoritária na Adecoagro, uma importante empresa agroindustrial que opera na Argentina, Brasil e Uruguai. A oferta, feita em fevereiro de 2024, consiste na compra de ações ordinárias da companhia por US$ 12,41 cada. Atualmente, a Tether já detém 19,4% das ações da Adecoagro.

O conselho de diretores da Adecoagro se reuniu no dia 16 de fevereiro para avaliar a proposta, contando com assessoria jurídica e financeira para assegurar que a oferta atenda aos interesses de seus acionistas. A empresa informou que uma resposta formal será dada em momento oportuno, ressaltando que, até lá, os acionistas não precisam tomar nenhuma decisão.

Se a proposta for aceita, a transação consolidará a presença da Tether no setor agrícola, ampliando sua estratégia de diversificação, que já inclui investimentos, como no clube de futebol italiano Juventus.

Em nota, a Adecoagro informou: “O conselho de administração responderá no devido tempo. Os acionistas da empresa não são obrigados a tomar nenhuma ação neste momento.”

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Esse movimento ocorre em meio a críticas feitas por analistas do JPMorgan, que sugeriram que a Tether poderia precisar vender parte de suas reservas de Bitcoin para se adaptar às regulamentações dos Estados Unidos. A empresa, por sua vez, refutou a sugestão, destacando possuir mais de US$ 20 bilhões em ativos líquidos e gerar lucros trimestrais superiores a US$ 1,2 bilhão com títulos do Tesouro americano.

Em setembro de 2024, a Tether havia investido US$ 100 milhões na Adecoagro, adquirindo 9,8% da empresa. Desde então, as ações da Adecoagro sofreram uma queda de 13%, sendo cotadas a US$ 9,80 em 14 de fevereiro, com uma capitalização de mercado de US$ 1 bilhão. Caso a aquisição se concretize, ela reforçará ainda mais a aposta da Tether no agronegócio sul-americano.

“Ainda no cenário mais extremo, o JPMorgan não está considerando que o patrimônio do Tether Group ultrapassa US$ 20 bilhões em outros ativos líquidos e que a empresa tem mais de US$ 1,2 bilhão em lucros trimestrais provenientes de títulos do Tesouro dos EUA”, respondeu a Tether.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Mais terra, crédito e tecnologia para mulheres podem ampliar produção e renda no campo

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Ampliar o acesso das mulheres à terra, ao crédito e à tecnologia pode aumentar a produção de alimentos e a renda no campo. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), eliminar as diferenças de produtividade e remuneração entre mulheres e homens nos sistemas agroalimentares elevaria o Produto Interno Bruto (PIB) mundial em aproximadamente 1% e reduziria em 45 milhões o número de pessoas em insegurança alimentar.

A estimativa dá dimensão econômica ao apelo feito pela ONU Mulheres nesta quinta-feira (15), Dia Internacional da Mulher Rural. A entidade cobrou de governos, bancos e empresas investimentos diretamente nas produtoras e a retirada de obstáculos que limitam sua participação nos negócios. A mobilização ocorre em 2026, declarado pelas Nações Unidas o Ano Internacional das Mulheres na Agricultura.

No Brasil, o Censo Agropecuário de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou mulheres na direção de 18,7% dos estabelecimentos, ante 12,7% em 2006. Eram cerca de 947 mil unidades sob comando feminino.

A diferença aparece também no tamanho das áreas. Uma análise dos dados censitários feita pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em parceria com o IBGE e o Ministério da Agricultura, mostrou que os estabelecimentos dirigidos por mulheres somavam aproximadamente 30 milhões de hectares, apenas 8,5% da área total. O Nordeste concentrava 57% das unidades comandadas por produtoras.

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A presença feminina na gestão é maior quando se considera a administração compartilhada. Segundo o IBGE, cerca de 817 mil mulheres dividiam a direção com o cônjuge. Somadas às que apareciam como dirigentes, eram aproximadamente 1,76 milhão na condução dos estabelecimentos em 2017.

O avanço também aparece em dados recentes de trabalho. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Universidade de São Paulo, com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), apontou aumento da participação relativa feminina no agronegócio no primeiro trimestre de 2026. Isso ocorreu porque a ocupação caiu menos entre as mulheres, 0,5%, do que entre os homens, 1,2%. A pesquisa abrange toda a cadeia, incluindo indústria e serviços.

No cenário mundial, a FAO identifica uma diferença de 24% na produtividade da terra entre propriedades de mesmo tamanho conduzidas por mulheres e homens. O relatório, publicado em 2023, relaciona essa distância à discriminação e ao acesso desigual a financiamento, capacitação, tecnologia e direitos sobre a terra.

Isso significa que comparar apenas o volume colhido deixa parte do problema de fora. A disponibilidade de dinheiro para comprar insumos, de equipamentos adequados e de orientação técnica interfere no resultado da lavoura. As mulheres também acumulam com maior frequência o trabalho produtivo e os cuidados domésticos não remunerados, o que reduz o tempo disponível para formação e negócios. fao.org

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A vulnerabilidade aumenta diante de secas, calor e enchentes. A FAO aponta que o acesso limitado a recursos dificulta a adaptação das famílias chefiadas por mulheres às mudanças climáticas. Investir em orientação técnica, infraestrutura e financiamento também faz parte da preparação para enfrentar perdas na produção.

recuperação de terras. A cobrança inclui proteção social e serviços que reduzam a sobrecarga de cuidados. O objetivo é permitir que a participação das mulheres na produção se traduza também em renda e poder de decisão sobre o próprio negócio.

Fonte: Pensar Agro

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