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Panorama da horticultura brasileira: Área cultivada com hortifrútis retorna aos níveis pré-pandemia

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O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) publicou o Anuário 2023-2024 da revista Hortifruti Brasil, apresentando uma análise abrangente do cenário hortícola no Brasil, destacando investimentos e projeções para 2024.

Área Cultivada: Recuperação e Investimentos Setoriais em 2023

Pesquisadores do Cepea observaram que, em 2023, a área de frutas e hortaliças cultivada no Brasil retornou aos níveis pré-pandêmicos de 2019. Apesar da retração durante a pandemia, algumas cadeias, como manga e uva, aumentaram os investimentos entre 2019 e 2023, especialmente para exportação. Setores como a indústria de batata pré-frita e tomate industrial também registraram crescimento significativo. O aumento na área de batata industrial reflete o aumento no consumo doméstico de pré-fritas, enquanto o incremento na área de tomate industrial está relacionado à substituição de polpa importada pela nacional. Em 2023, a área total de cultivo se recuperou em 4%, indicando avanços tecnológicos em algumas culturas, resultando em um potencial de oferta maior do que em 2019.

Para 2024, os investimentos devem se concentrar nas áreas industriais de batata e tomate, enquanto outras culturas permanecem estáveis.

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Consumo: Crescimento em Valor e Diversificação do Cardápio

O setor de hortifrúti nacional registrou um crescimento mais intenso em termos de valor do que em volume de vendas. Esse aumento de valor é atribuído aos maiores custos de produção e melhorias na cadeia de comercialização e serviços. Para 2024, a tendência é que o cardápio do brasileiro seja mais diversificado, com diferentes frutas e hortaliças. A conveniência é um fator importante para os consumidores, e os hortifrútis processados devem ter uma presença mais significativa nas compras do brasileiro.

Clima: Desafios e Perspectivas para 2024

O setor enfrentou desafios climáticos nos últimos anos, com eventos como La Niña e El Niño impactando as condições de produção. Em 2023, o El Niño influenciou positivamente a produção de frutas no Nordeste, mas afetou negativamente a produção de maçã e hortaliças no Sul do Brasil. Para 2024, a influência do El Niño deve continuar, limitando a produção e qualidade no Sudeste e Sul, enquanto favorece o Nordeste. A receita brasileira com exportações de frutas frescas em 2023 pode superar os números de 2021, atingindo um novo recorde. O cenário positivo pode se manter em 2024 para as frutas do Vale do São Francisco, especialmente no primeiro semestre.

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Front Externo: Recorde nas Exportações de Frutas Frescas em 2023 e Perspectivas para 2024

As exportações brasileiras de frutas frescas em 2023 devem superar o recorde de 2021, atingindo um novo patamar. O aumento no preço médio das frutas, impulsionado pelo clima favorável no Nordeste, condições logísticas aprimoradas e menor concorrência externa devido a problemas climáticos em outros países, contribuiu para esse resultado. Para 2024, o cenário positivo pode continuar para as frutas do Vale do São Francisco, aproveitando a possível limitação da produção em países concorrentes devido ao El Niño.

Acessar o anuário 2023/2024

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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El Niño em 2026 pode impactar café, soja e milho na safra 2026/27, alerta estudo da Nottus

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A possível formação do fenômeno El Niño ao longo de 2026 acende um sinal de alerta para o agronegócio brasileiro e pode influenciar diretamente o desempenho da safra 2026/27. O cenário climático, segundo análise da Nottus — empresa especializada em inteligência de dados e consultoria meteorológica — aponta riscos de alterações no regime de chuvas, elevação das temperaturas e impactos sobre o calendário agrícola em importantes regiões produtoras do país.

O levantamento “El Niño 2026: cenários, critérios e impactos no Brasil”, elaborado com base em projeções da NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), indica elevada probabilidade de transição para o fenômeno entre maio e julho de 2026. A tendência inicial é de um evento de intensidade fraca a moderada, com possibilidade de fortalecimento no segundo semestre e reflexos até o início de 2027.

De acordo com a meteorologista e sócia-executiva da Nottus, Desirée Brandt, o principal desafio para o setor está na combinação entre o El Niño e o atual cenário de aquecimento global, que tende a intensificar a irregularidade climática.

“O comportamento do clima pode ficar ainda mais instável em algumas regiões produtoras. Por isso, o monitoramento meteorológico e o acompanhamento do calendário agrícola se tornam fundamentais para reduzir riscos e melhorar o planejamento da safra”, afirma.

Café em Minas Gerais entra no radar climático

As regiões cafeeiras do Sudeste, especialmente o Sul de Minas e o Cerrado Mineiro, devem acompanhar de perto a evolução do fenômeno climático. Em um primeiro momento, ainda existe possibilidade de geadas pontuais em áreas mais elevadas durante o inverno. No entanto, com o avanço do El Niño, a tendência é de aumento das temperaturas e maior frequência de instabilidades atmosféricas.

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Municípios produtores como Três Pontas e Patrocínio podem registrar períodos mais frequentes de chuva durante etapas estratégicas da colheita do café, o que exige maior atenção no manejo e na secagem dos grãos.

Segundo Desirée Brandt, o excesso de umidade combinado com temperaturas elevadas também pode favorecer floradas fora do período habitual, impactando o desenvolvimento das lavouras.

O cenário ganha ainda mais relevância diante da previsão de bienalidade negativa para o café em 2027, ciclo naturalmente associado à redução da produtividade das plantas.

Sul do Brasil pode enfrentar desafios nas culturas de inverno

No Sul do país, os impactos do El Niño podem atingir diretamente culturas de inverno, como trigo e frutas típicas de clima frio. A possível redução das horas de frio preocupa produtores que dependem de temperaturas mais baixas para garantir produtividade e qualidade.

Além disso, o aumento das chuvas pode comprometer operações de campo, dificultar a colheita e afetar a qualidade final dos grãos.

O estudo da Nottus também destaca que o excesso de precipitações no segundo semestre tende a elevar os desafios logísticos no transporte e armazenamento da produção agrícola na região Sul.

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Irregularidade das chuvas preocupa soja e milho safrinha

No Centro-Oeste e em parte do Sudeste, o principal ponto de atenção está relacionado ao comportamento irregular das chuvas durante a safra 2026/27, especialmente para culturas como soja e milho segunda safra.

Embora a expectativa seja de ocorrência de precipitações ao longo do ciclo, a distribuição deve ocorrer de forma menos uniforme em determinados períodos, aumentando os riscos para o calendário de plantio.

“Atrasos no plantio da soja podem comprometer a janela ideal do milho safrinha, impactando produtividade e potencial produtivo da segunda safra”, explica a meteorologista.

O levantamento ainda aponta maior frequência de ondas de calor e períodos de precipitação irregular no Centro-Oeste e Sudeste ao longo dos próximos meses.

Monitoramento climático será decisivo para reduzir riscos

Diante do cenário projetado, especialistas reforçam que o monitoramento climático contínuo será essencial para apoiar decisões estratégicas no campo, desde o planejamento do plantio até a definição de manejos e operações logísticas.

Mais do que a intensidade do fenômeno, a capacidade de antecipação e adaptação às mudanças climáticas será determinante para minimizar impactos econômicos na safra 2026/27.

“O acompanhamento meteorológico permite que o produtor tenha mais previsibilidade e consiga tomar decisões com maior segurança ao longo do ciclo agrícola”, conclui Desirée Brandt.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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