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Projeto ‘SOS AVC’, idealizado pelo prefeito Emanuel Pinheiro, já salvou mais de 3 mil vidas

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Em alusão ao Dia Mundial do Combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), uma data importante para alertar a população sobre os riscos da doença, a Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), por meio do Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) Dr. Leony Palma de Carvalho, está promovendo, entre os dias 29 e 30, diversas ações voltadas à conscientização. O tema é a importância do diagnóstico precoce, da identificação e do tratamento adequado da doença. Toda a ação foi organizada pela equipe da rede de atendimento do SOS AVC, um programa idealizado pela gestão do prefeito Emanuel Pinheiro, que já ajudou a salvar mais de 3 mil vidas.

Na tarde desta terça-feira (29), a equipe do SOS AVC realizou uma capacitação para as equipes médicas e assistenciais do hospital e das demais unidades que compõem a rede municipal de saúde. Durante o evento, os profissionais trocaram experiências sobre os principais fatores de risco e as formas de identificar os sintomas do AVC. “O diagnóstico precoce é crucial, pois o tratamento imediato pode minimizar danos e aumentar as chances de recuperação”, garantiu o palestrante, Dr. Wilson Novaes.

O neurocirurgião Wilson Guimarães Novais, responsável pelo programa, foi um dos palestrantes e destacou as vantagens da implantação do SOS AVC, além dos avanços obtidos desde sua criação. “A Rede SOS AVC foi criada há cinco anos. Na época, nossa equipe esteve nos Estados Unidos, em um grande centro de tratamento de AVC, onde visitamos um hospital público de grande porte, com mil leitos. Ao voltar para cá, conversamos com o prefeito Emanuel Pinheiro, que abraçou nossa ideia e viabilizou a criação da rede SOS AVC. Até hoje, mais de três mil pacientes já foram atendidos pela equipe, e o impacto para a sociedade é muito gratificante, inclusive para as famílias, que também sofrem nesse processo. Esse é um programa muito significativo para a saúde pública da nossa cidade. Tratar o paciente na fase aguda é uma questão de humanismo e amor ao próximo, e Cuiabá está de parabéns por oferecer esse tipo de atendimento. Parabéns à gestão”, concluiu o neurorradiologista intervencionista.

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O paciente Luiz Tadeu Queiroz, atendido pelo SOS AVC no HMC, compartilhou emocionado sua experiência e expressou gratidão pelo atendimento eficaz que salvou sua vida. “Foi tudo muito rápido. A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) chegou ao local em poucos minutos. Quando cheguei aqui, fiquei impressionado, porque a equipe do HMC já sabia tudo sobre meu caso. Naquele momento, eu não conseguia me mover e apenas ouvia o que falavam. Mas, após o procedimento, já recuperei os movimentos. Só tenho a agradecer ao hospital e à gestão municipal. Se não fosse o SOS AVC, talvez eu não estivesse aqui hoje fazendo esse relato. Muito obrigado a todos”, finalizou Luiz.

Wilson Novais ainda ressaltou que o programa trouxe inúmeros benefícios, incluindo a redução de sequelas e óbitos por AVC, além da diminuição dos custos previdenciários. “O cuidado eficaz desde o início reduz o tempo de internação, minimiza a incapacidade e diminui a mortalidade, gerando também economia para a previdência social. Poucas cidades no Brasil oferecem tratamento de AVC na fase aguda pela rede pública. Graças à liderança sensível do prefeito, conseguimos transformar a saúde local, tornando-nos um exemplo reconhecido em conferências nacionais”, acrescentou o neurocirurgião.

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SOS AVC: O programa foi criado em 2019 e inicialmente executado no Hospital Municipal São Benedito (HMSB). Em março de 2021, foi transferido para o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), beneficiando mais de 3 mil pessoas em Cuiabá e no interior do estado. Desde sua criação, pela gestão do prefeito Emanuel Pinheiro, o programa se consolidou como um exemplo de sucesso no Brasil.

Voltado para o atendimento de AVC, o programa conta com tecnologia de ponta e uma equipe especializada em neurocirurgia. O HMC se tornou um centro de referência no tratamento da doença, oferecendo procedimentos como tomografia e hemodinâmica, além de contar com uma equipe de médicos intervencionistas.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Safra de trigo no Rio Grande do Sul deve cair em 2026 com impacto do El Niño e custos elevados

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A safra de trigo no Rio Grande do Sul deve registrar nova retração em 2026, em meio a um cenário de custos elevados, menor atratividade econômica e aumento da percepção de risco climático associado ao fenômeno El Niño. A semeadura já teve início no Estado, acompanhando a abertura do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para as principais cultivares.

De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, o cenário inicial indica redução significativa da área cultivada em relação ao ciclo anterior, com impacto direto sobre o planejamento das lavouras.

Avanço inicial do plantio ocorre com limitações de umidade

As condições de tempo seco têm favorecido operações de manejo da resteva, dessecação e preparo de solo, permitindo o avanço inicial da implantação das lavouras. No entanto, a baixa umidade do solo em diversas regiões tem dificultado a germinação e emergência das primeiras áreas semeadas, levando produtores a aguardarem chuvas mais regulares.

Na safra anterior, o Estado cultivou 1,16 milhão de hectares de trigo, com produção de 3,45 milhões de toneladas e produtividade média de 2.968 kg/ha, segundo dados do IBGE.

Fatores econômicos e climáticos pressionam decisão dos produtores

Segundo a Emater/RS-Ascar, a expectativa de redução da área está ligada a três fatores principais: custos elevados de produção, baixa rentabilidade do cereal e maior percepção de risco climático durante o inverno e a primavera.

Mesmo com esse cenário, parte dos produtores tem optado por antecipar a semeadura em áreas sem financiamento ou seguro rural, buscando posicionar fases críticas da cultura, como florescimento e enchimento de grãos, fora dos períodos de maior intensidade de chuvas da primavera.

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Regiões gaúchas apresentam comportamento desigual na safra

Na Fronteira Oeste, municípios como Manoel Viana e São Borja registram avanço lento da semeadura. Em Manoel Viana, produtores já possuem insumos e áreas preparadas, mas aguardam precipitações para melhorar a umidade do solo. Em São Borja, cresce o número de desistências do cultivo, impulsionado pela combinação entre incertezas climáticas, custos elevados e exigências de qualidade.

Na região da Campanha, produtores seguem aproveitando o tempo seco para preparo do solo, com expectativa de início mais intenso do plantio no fim de junho.

Na Serra Gaúcha, a semeadura ainda não começou. Em Caxias do Sul, o plantio deve ocorrer entre a segunda quinzena de junho e início de julho, enquanto nos Campos de Cima da Serra a concentração das atividades ocorre ao longo de julho. A estimativa regional aponta retração de aproximadamente 30% da área cultivada.

Já na regional de Frederico Westphalen, a projeção inicial indica redução próxima de 20% na área plantada.

Avanço da semeadura ainda é pontual em algumas regiões

Em Ijuí, cerca de 7% da área projetada já foi semeada. As sementes encontram-se em fase de embebição, sem emergência observada até o momento. O avanço foi favorecido pelo início do período recomendado pelo zoneamento e por melhores condições operacionais do solo, além da continuidade dos trabalhos de dessecação para controle de plantas espontâneas.

Na regional de Santa Rosa, a semeadura atinge cerca de 6% da área prevista, concentrada principalmente em lavouras sem financiamento ou cobertura de seguro rural. A expectativa de menor incidência de geadas também tem estimulado a antecipação do plantio.

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Em Soledade, a projeção é de redução superior a 30% da área cultivada, com cerca de 7% já semeada até o momento.

Mudanças estruturais e migração de culturas

O boletim da Emater destaca ainda mudanças no perfil produtivo regional. Empresas do setor energético vêm incentivando o cultivo de grãos voltados à produção de etanol, o que tem estimulado a substituição parcial do trigo destinado à indústria alimentícia.

Além disso, a baixa disponibilidade de crédito e menor acesso a sementes fiscalizadas têm levado ao aumento do uso de sementes salvas e recursos próprios, reforçando a tendência de redução da área cultivada.

Em algumas regiões, produtores também têm migrado para culturas alternativas como canola, carinata, linhaça e painço, diante da maior previsibilidade econômica dessas atividades.

Tendência de retração marca safra 2026

A combinação entre fatores climáticos, econômicos e estruturais reforça a expectativa de retração da safra de trigo no Rio Grande do Sul em 2026. Mesmo com o início do plantio dentro do período recomendado pelo ZARC, o cenário aponta para uma reconfiguração da cultura no Estado, com menor área e maior seletividade produtiva.

A evolução das chuvas nas próximas semanas e o comportamento do mercado serão determinantes para o ritmo final da semeadura e para o tamanho efetivo da safra gaúcha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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