AGRONEGÓCIO

Projeto Escola Lixo Zero inicia em escola no bairro São João Del Rei

Publicado em

A Prefeitura de Cuiabá iniciou na sexta-feira (6) o projeto “Escola Lixo Zero”, destinada à conscientização dos estudantes da rede pública municipal à educação de coleta de lixo e práticas sustentáveis no ambiente escolar. A iniciativa é resultado de um termo de colaboração firmado pela Secretaria Municipal de Educação com o Instituto Lixo Zero Brasil e faz alusão ao Junho Verde, mês dedicado à conscientização ambiental. A ideia é que até 10 escolas de Cuiabá sejam contempladas com as ações do programa socioambiental.

A primeira ação ocorreu no período da tarde na Escola Municipal de Educação Básica (EMEB) Maria Elazir Correa de Figueiredo, localizada no bairro São João Del Rei.

Lá, estudantes do 1º ao 5º ano receberam instruções de como proceder com descarte correto de lixo, recebendo informações a respeito de reciclagem de lixo e outras práticas sustentáveis.

“Nós identificamos em trabalhos anteriores que 94,3% do que é gerado na escola não era lixo. A partir daí, conseguimos uma melhor destinação. O projeto Escola Lixo Zero propõe mudanças práticas no dia a dia da escola com a separação correta dos resíduos, compostagem, incentivo à reciclagem e redução do consumo. Um resultado positivo a longo prazo se alcança educando jovens para o futuro”, explica Jean Peliciari, um do consultores do Instituto Lixo Zero Brasil.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá realiza ato simbólico pelo fim da violência contra as mulheres na Praça Alencastro

A diretora da EMEB, Larissa Villanova, destacou a importância da ação aos estudantes. “É um projeto necessário e transformador porque a mudança acontece na educação. Trazendo esse projeto para dentro da escola, se constrói uma nova cultura em relação ao Lixo. É um projeto que visa transformar atitudes de comunidade e da família”.

A coordenadora pedagógica, Andressa Luciane da Silva, avalia positivamente à iniciativa da Prefeitura de Cuiabá em oportunizar educação ambiental. “A partir deste conhecimento aos estudantes que serão responsáveis pelos novos projetos da geração, damos o primeiro passo para uma sociedade mais sustentável, preocupada com o equilíbrio ambiental”.

O diretor-geral da Limpurb (Empresa Cuiabana de Limpeza Urbana), Felipe Wellaton, destacou a importância da educação ambiental para uma Cuiabá do futuro, pautada pela conhecimento no descarte irregular de lixo. “É um projeto que a ajuda a Prefeitura de Cuiaba a economizar, traz conscientização ambiental e traz práticas sustentáveis a sociedade”, pontua.

Conscientização ambiental

A Prefeitura de Cuiabá ainda promoveu na sexta-feira (6) uma série de ações educativas voltadas à preservação do meio ambiente na Escola Municipal de Educação Básica, Professor Firmo José Rodrigues, no bairro Três Barras. O evento foi marcado pela apresentação de peças teatrais, distribuição de materiais educativos para ensinar a cultura da reciclagem e da sustentabilidade aos estudantes da rede pública.

Uma das peças de teatro foi apresentada pela dupla Recy e Clavél – Os Magos da Reciclagem. Por meio de truques de mágica, a dupla abordou temas como coleta seletiva, descarte correto de resíduos, poluição dos rios e mares, além de práticas sustentáveis que podem ser adotadas no dia a dia.

Leia Também:  Vendas de Etanol Crescem no Centro-Sul e Garantem Economia ao Consumidor

As crianças também receberam gibis educativos com orientações sobre o combate à dengue, reforçando o compromisso da gestão com a saúde pública e o meio ambiente.

O prefeito Abilio Brunini participou da visita à unidade escolar e destacou a importância de se investir na educação ambiental como ferramenta de transformação.
“Cuidar do meio ambiente é garantir um futuro mais saudável para as próximas gerações. E essa consciência começa nas escolas, com nossos pequenos. Quando ensinamos uma criança a separar o lixo ou a plantar uma árvore, estamos moldando um cidadão mais responsável e comprometido com a cidade”, afirmou o prefeito.

As atividades integram a ampla programação da Prefeitura de Cuiabá em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho. Nesta data, o Parque das Águas recebeu o plantio simbólico de 100 mudas de árvores nativas. A ação segue até sábado (7), totalizando o plantio de 200 novas árvores, entre elas ipês (nas cores roxa, rosa, branca e amarela), aroeira, gonçaleiro, pitanga, jenipapo, angico e amburana.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Projeto para proteger pequena propriedade abre debate sobre acesso ao crédito rural

Published

on

Um projeto em análise na Câmara dos Deputados pretende impedir que imóveis da agricultura familiar sejam oferecidos em alienação fiduciária nas operações de crédito. A proposta busca proteger a terra usada para o sustento da família, mas também desperta preocupação sobre uma possível redução das garantias disponíveis aos pequenos produtores.

O Projeto de Lei nº 355/2026 estabelece que imóveis pertencentes à agricultura familiar não poderão ser utilizados como garantia fiduciária em contratos de crédito, financiamento ou empréstimo. Pelo texto, será considerada nula qualquer cláusula contratual que autorize esse tipo de vinculação.

A matéria está pronta para entrar na pauta da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara. Também foi anexado ao texto o Projeto de Lei nº 2.982/2026, que trata da impenhorabilidade da pequena propriedade rural.

A alienação fiduciária permite que o produtor continue utilizando o imóvel enquanto paga o financiamento. A propriedade, entretanto, permanece vinculada ao credor até a quitação. Em caso de inadimplência, a garantia pode ser executada por procedimento extrajudicial.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), Isan Rezende (foto), a proteção da terra familiar é necessária, mas a mudança precisa ser acompanhada de alternativas capazes de manter o financiamento disponível.

“A pequena propriedade não é apenas um bem de mercado. Ela representa trabalho, renda, moradia e continuidade familiar. Essa proteção é legítima, mas não podemos criar uma regra que preserve a terra no contrato e, ao mesmo tempo, retire do produtor as condições financeiras para continuar produzindo”, afirma.

A Constituição determina que a pequena propriedade rural, definida em lei e trabalhada pela família, não pode ser penhorada para o pagamento de débitos decorrentes da atividade produtiva. A alienação fiduciária, porém, tem origem em um contrato no qual o proprietário oferece voluntariamente o imóvel como garantia.

Leia Também:  Safra de milho do Paraná pode alcançar 17,5 milhões de toneladas e reforça expectativa positiva para 2026

O projeto pretende ampliar a proteção ao impedir essa contratação no caso da agricultura familiar. O ponto de atenção é que a garantia constitui um dos elementos considerados pelas instituições financeiras na avaliação do risco e na definição das condições do empréstimo.

Sem a possibilidade de utilizar o imóvel, algumas operações poderão exigir máquinas, recebíveis, produção futura, avalistas, seguros ou outras formas de cobertura. O produtor que não possuir bens ou receitas suficientes para substituir a terra poderá enfrentar maior seletividade na concessão do crédito.

“Não se pode afirmar que a mudança aumentará automaticamente os juros, porque o custo de uma operação depende de vários fatores. Existe, no entanto, um risco concreto de que produtores com menos garantias encontrem maior dificuldade para acessar recursos, principalmente fora das linhas subsidiadas”, avalia Rezende.

O debate ocorre três anos depois da aprovação da Lei nº 14.711/2023, conhecida como Marco Legal das Garantias. A legislação modernizou os mecanismos utilizados em financiamentos, ampliou as possibilidades de aproveitamento dos bens e aperfeiçoou a execução extrajudicial de créditos garantidos por hipoteca ou alienação fiduciária.

A expectativa era de que garantias mais eficientes reduzissem o risco das operações e estimulassem a oferta de crédito. A eventual proibição para imóveis da agricultura familiar introduz uma exceção nesse sistema e exigirá mecanismos capazes de compensar a garantia retirada.

Entre as alternativas estão o fortalecimento dos fundos garantidores, a ampliação do seguro rural, o uso de limites proporcionais ao valor do imóvel e a possibilidade de substituir a garantia antes de uma eventual execução. Também poderão ser consideradas a finalidade da dívida, a capacidade econômica da família e o valor da operação.

Leia Também:  Parceria entre Embrapa e FAO mira produtividade e renda no campo

O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) oferece linhas subsidiadas, mas não atende isoladamente a todas as necessidades financeiras das propriedades. Parte dos produtores também depende de cooperativas, fornecedores, instituições financeiras e operações privadas para completar o custeio ou realizar investimentos.

“O Congresso precisa encontrar um ponto de equilíbrio. A legislação deve impedir que uma família perca a terra de maneira desproporcional, sem fechar a porta do financiamento. Proteger o patrimônio e assegurar crédito não são objetivos incompatíveis, desde que existam fundos, seguros e garantias complementares capazes de sustentar as operações”, diz Rezende.

Enquanto a proposta tramita, a recomendação é que os produtores mantenham matrículas, cadastros e documentos da propriedade atualizados. O histórico financeiro, a organização das receitas e despesas e a comprovação da capacidade de pagamento também influenciam a análise de crédito.

Outros instrumentos podem complementar ou substituir a garantia imobiliária, como penhor rural, Cédula de Produto Rural (CPR), máquinas, recebíveis e produção futura. A escolha dependerá do perfil da propriedade e das condições de cada contrato.

O produtor também deve conhecer o valor da dívida, os encargos, os prazos, as situações de vencimento antecipado e o procedimento previsto em caso de inadimplência antes de oferecer qualquer bem. A garantia não deve ser tratada apenas como uma exigência burocrática, mas como parte da estratégia financeira da propriedade.

A decisão do Congresso poderá definir como a agricultura familiar conciliará proteção patrimonial e capacidade de financiamento. Sem alternativas adequadas, a proibição pode reduzir a exposição da terra, mas aumentar a dificuldade para financiar a produção. Com mecanismos complementares, a mudança poderá proteger as famílias sem comprometer a permanência delas no campo.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA