AGRONEGÓCIO

Projeções para Inflação em 2024 Sobem para 4,22%; Previsão de 2025 Recua para 3,97%

Publicado em

As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central, por meio da pesquisa Focus, ajustaram a projeção para a inflação em 2024, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,20% para 4,22%. Vale lembrar que a meta estabelecida para o período é de 3,00%.

A estimativa para os preços administrados, que são regulados por contrato ou pelo poder público, também foi revisada, subindo de 4,75% para 4,77%. No mesmo sentido, a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) passou de 3,73% para 3,77%.

Para 2025, entretanto, as previsões indicam uma leve queda na inflação, com o IPCA ajustado de 3,98% para 3,97%, abaixo da meta estipulada de 3,50%. As projeções para os preços administrados permaneceram inalteradas em 3,90%, assim como a previsão para o IGP-M, que continuou em 4,00%.

Além das previsões inflacionárias, o relatório Focus destacou uma elevação na expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2024, que passou de 2,20% para 2,23%. Para 2025, a estimativa de crescimento se manteve estável em 1,92%. O Banco Central, por sua vez, projeta um crescimento de 2,3% para a economia brasileira em 2024, conforme o Relatório Trimestral de Inflação divulgado em junho.

Leia Também:  Mercado global de açúcar mantém tendência de queda com expectativa de superávit em 2025/26

Quanto à taxa básica de juros (Selic), o mercado financeiro manteve a previsão de 10,50% para o final de 2024, sinalizando a expectativa de estabilidade ao longo do ano. Para 2025, a projeção para a Selic também não sofreu alterações, permanecendo em 9,75%, embora há quatro semanas estivesse em 9,50%.

No mercado cambial, a previsão para a taxa de câmbio em 2024 subiu ligeiramente de R$ 5,30 para R$ 5,31 por dólar, enquanto para 2025, a estimativa permaneceu em R$ 5,30 por dólar. Há quatro semanas, a expectativa para 2024 era de R$ 5,30, e para 2025, de R$ 5,20.

A estimativa para o superávit comercial de 2024 manteve-se inalterada em US$ 82,44 bilhões. A balança comercial, que mede a diferença entre exportações e importações, segue positiva, com a mesma projeção da semana anterior.

No que diz respeito ao saldo em conta corrente, a previsão apontou um déficit de US$ 38,00 bilhões para 2024, valor idêntico ao da semana anterior. Já a expectativa de investimento direto no país foi revisada para US$ 70,00 bilhões, um leve aumento em relação à estimativa anterior de US$ 69,80 bilhões.

Leia Também:  Ações da China sobem com expectativas por medidas de suporte

Para 2025, houve uma redução na previsão de superávit comercial para US$ 82,44 bilhões, assim como uma revisão do saldo em conta corrente, que indicou um déficit maior, subindo de US$ 43,25 bilhões para US$ 43,60 bilhões. Em relação ao investimento direto no país, a projeção diminuiu de US$ 71,60 bilhões para US$ 71,20 bilhões em comparação à semana passada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportação de suco cresce 9,6% e receita atinge R$ 2,46 bilhões

Published

on

As exportações brasileiras de suco de laranja pelo Porto de Santos cresceram 9,6% entre julho e setembro, primeiro trimestre da safra 2026/27, e alcançaram 203,2 mil toneladas. A recuperação dos embarques, porém, veio acompanhada de queda de 34,4% na receita, que ficou no equivalente a R$ 2,46 bilhões. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos (CitrusBR).

O contraste entre volume e faturamento mostra que o setor vendeu mais produto, mas recebeu menos por tonelada exportada. Cálculo feito a partir dos números divulgados indica redução de aproximadamente 40% no valor médio dos embarques: de cerca de R$ 20,2 mil para R$ 12,1 mil por tonelada equivalente, utilizando a mesma taxa de conversão nos dois períodos.

Esse indicador corresponde à receita média obtida com a exportação de suco, e não ao preço pago pela caixa de laranja ao produtor. Ainda assim, ajuda a dimensionar o ambiente comercial em que a indústria negocia a matéria-prima e escoa sua produção.

Apesar da alta sobre o primeiro trimestre da safra 2025/26, o volume embarcado permanece 14% abaixo da média de 237 mil toneladas registrada nos mesmos meses das últimas cinco safras. O diretor-executivo da CitrusBR, Ibiapaba Netto, avalia que a retomada é positiva, mas ressalta essa distância em relação ao histórico recente.

Leia Também:  Agricultura regenerativa impulsiona produtividade e coloca o solo no centro da estratégia no campo

Os volumes são expressos em equivalente de suco de laranja concentrado e congelado, conhecido pela sigla inglesa FCOJ, a 66 graus Brix. Essa padronização permite comparar embarques de sucos com diferentes concentrações.

Estados Unidos e Canadá, considerados em conjunto no levantamento, foram o principal destino, com 96 mil toneladas e receita equivalente a R$ 1,14 bilhão. As compras cresceram 6,4% em volume, enquanto o faturamento recuou 32,7% em relação ao mesmo trimestre da temporada anterior. Os dois países responderam por 47,2% dos embarques por Santos.

A Europa recebeu 91,8 mil toneladas, com receita equivalente a R$ 1,12 bilhão. O volume aumentou 4,8%, mas o faturamento caiu 39,7%. Com participação de 45,2%, o mercado europeu e o grupo formado por Estados Unidos e Canadá concentraram 92,4% das exportações acompanhadas pela entidade.

A mesma diferença entre quantidade vendida e receita apareceu nos mercados asiáticos. A China comprou 7,3 mil toneladas, alta de 111,5%, mas o faturamento diminuiu 4,7%, para o equivalente a R$ 90,36 milhões. O Japão recebeu 2,7 mil toneladas, avanço de 66,9%, com receita de R$ 36,65 milhões, queda de 22,5%.

Leia Também:  Seguros entram como novo ramo no cooperativismo brasileiro com potencial transformador

Os demais destinos, reunidos na categoria “outros mercados”, tiveram desempenho diferente: as compras cresceram 104,9%, para 5,3 mil toneladas, e a receita aumentou 28,2%, para R$ 74,30 milhões. A participação desse grupo, contudo, foi de apenas 2,6% do volume total.

Para o citricultor, a recuperação dos embarques representa uma melhora no escoamento do suco. A redução da receita média, contudo, limita o sinal positivo que o aumento das vendas externas poderia transmitir às negociações da laranja destinada ao processamento.

Em análise publicada em setembro, o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), já apontava que a demanda externa enfraquecida e as dificuldades de escoamento mantinham pressionados os valores da fruta para a indústria. A avaliação abrangia tanto as compras sem contrato de longo prazo quanto as renegociações contratuais.

O balanço do trimestre registra, portanto, uma recuperação parcial: mais suco embarcado, mas ainda abaixo da média recente e com menor receita por tonelada. Para a cadeia citrícola, o avanço das quantidades precisará ser acompanhado de melhora no valor das vendas para ampliar seus efeitos sobre a remuneração da produção.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA