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Projeção de Inflação para 2024 Sobe para 4,35%, Segundo Relatório Focus

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As instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) na pesquisa semanal Focus ajustaram a previsão para a inflação de 2024, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 4,30% para 4,35%. Esse valor está acima da meta de 3,00% estabelecida para o período.

Em relação aos preços administrados — controlados por contratos ou pelo poder público —, a previsão de inflação recuou de 4,83% para 4,78%. Por outro lado, a projeção para a inflação do Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) teve uma leve alta, passando de 3,69% para 3,70%.

Para 2025, a expectativa de inflação também foi ajustada para cima, passando de 3,92% para 3,95%. Assim como em 2024, a meta para o período também é de 3,00%. Os preços administrados em 2025 tiveram uma pequena redução na projeção, de 3,81% para 3,80%, enquanto o IGP-M subiu marginalmente de 3,99% para 4,00%.

Além das previsões de inflação, o relatório Focus revisou para cima a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2024, que passou de 2,68% para 2,96%. Para 2025, a projeção foi mantida em 1,90%. De acordo com o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado pelo Banco Central em junho, a estimativa oficial para o crescimento econômico em 2024 é de 2,3%.

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Em relação à taxa básica de juros (Selic), as projeções indicam estabilidade em 11,25% ao final de 2024, com a Selic atualmente em 10,50%. Isso sugere que o mercado espera uma elevação de 0,75 ponto percentual até o final do ano. Há um mês, a previsão para o fim de 2024 era de 10,50%.

Já para 2025, a previsão da Selic subiu de 10,25% para 10,50%. Quatro semanas atrás, o mercado estimava que a Selic encerraria o ano de 2025 em 10,00%.

Por fim, a pesquisa Focus também ajustou a estimativa para a taxa de câmbio. Para 2024, a previsão do dólar subiu de R$ 5,35 para R$ 5,40, enquanto para 2025 a expectativa foi de R$ 5,30 para R$ 5,35. Há um mês, essas projeções eram de R$ 5,31 para 2024 e R$ 5,30 para 2025.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Confinamento de bovinos deve ter oferta favorável de insumos no 2º semestre de 2026, impulsionado por safra recorde de grãos

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O segundo semestre de 2026 deve apresentar um cenário mais favorável para a compra de insumos destinados à nutrição animal no confinamento bovino. A avaliação é de especialistas do setor, que projetam melhora na relação de troca entre boi gordo e matérias-primas, impulsionada pela maior oferta de grãos e subprodutos industriais.

Safra recorde de soja amplia oferta de farelo

De acordo com dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra de soja deve atingir níveis recordes, elevando o volume de processamento e, consequentemente, a disponibilidade de farelo de soja no mercado.

O insumo, antes menos utilizado por grandes confinamentos, ganha espaço nas formulações de dietas devido à maior oferta e competitividade de preços.

DDG e farelo de algodão entram no radar do confinamento

Outro destaque é o DDG (grãos secos de destilaria), que deve registrar maior regularidade de oferta ao longo do semestre.

Segundo o coordenador de Planejamento de um grupo do setor pecuário, ajustes operacionais realizados no início do ano devem ser normalizados, ampliando a disponibilidade do insumo.

“Algumas usinas passaram por ajustes operacionais no início do ano, mas a tendência é de normalização ao longo do segundo semestre. Quem se antecipou na compra garantiu melhores condições”, explica Fabiano Carvalho.

O farelo de algodão também pode apresentar oportunidades pontuais de aquisição, especialmente diante dos estoques industriais e da proximidade da nova safra, exigindo atenção ao timing de compra.

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Produção de etanol de milho reforça oferta de subprodutos

A expansão da produção de etanol de milho no Brasil, estimada em cerca de 20 bilhões de litros anuais segundo a União Nacional do Etanol de Milho, também deve contribuir para o aumento da oferta de subprodutos utilizados na nutrição animal.

Com mais milho direcionado à produção industrial, cresce a disponibilidade de coprodutos utilizados nas dietas de confinamento.

Cautela com o milho diante de volatilidade global

Apesar do aumento de oferta, especialistas recomendam cautela na aquisição do milho, principal componente da dieta de confinamento.

“O milho, como qualquer commodity, está sujeito a oscilações influenciadas por fatores geopolíticos. É fundamental considerar possíveis variações de preços”, alerta Fabiano Carvalho.

Estratégias de compra ganham importância na gestão do confinamento

Ao longo de 2025, estratégias de aquisição escalonada mostraram-se fundamentais para proteger margens e reduzir riscos de volatilidade. Entre as principais práticas adotadas por grupos do setor estão:

  • Fixação parcial e escalonada de insumos
  • Gestão de margem por lote
  • Monitoramento diário dos mercados físico e futuro
  • Controle rigoroso da conversão alimentar
  • Uso de tecnologia para acompanhamento de desempenho individual
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Segundo especialistas, essas práticas ajudam a reduzir a exposição às oscilações de mercado e aumentam a previsibilidade do custo por arroba produzida.

Eficiência produtiva passa a ser determinante na rentabilidade

Além do controle de custos, indicadores como ganho de carcaça e produção de arrobas ganham protagonismo na análise de desempenho dos confinamentos.

“O peso vivo pode variar, mas o ganho de carcaça e a produção de arrobas no período de engorda refletem o resultado real da operação e a margem no frigorífico”, destaca Fabiano Carvalho.

Perspectiva para 2026 reforça profissionalização do confinamento

O cenário para 2026 aponta para a manutenção do confinamento como ferramenta estratégica na pecuária brasileira, com maior exigência de gestão profissionalizada, uso de tecnologia e disciplina na compra de insumos.

Para especialistas do setor, a combinação entre oferta favorável de alimentos e gestão eficiente de custos deve sustentar a competitividade das operações mais tecnificadas ao longo do ano.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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