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Projeção da Abiove Indica Recorde de Produção de Soja no Brasil em 2025

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O Brasil deverá alcançar uma produção recorde de 167,7 milhões de toneladas de soja na safra de 2025, o que representaria um aumento de 9,4% em relação ao ciclo anterior. A previsão foi divulgada nesta terça-feira pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e considera uma recuperação significativa da produtividade, após os desafios climáticos que afetaram a safra de 2024.

Crescimento nas exportações e no processamento

O aumento na produção de soja também deverá impulsionar as exportações e o processamento, com os números projetados pela Abiove indicando máximas históricas. A associação estima que as exportações brasileiras de soja em 2025 possam atingir 104,1 milhões de toneladas, um avanço de 5,9% em comparação a 2024, superando as 101,87 milhões de toneladas exportadas em 2023. A previsão para o processamento de soja é de 57 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de 4,6% em relação ao ano anterior, estabelecendo também um novo recorde.

A projeção da Abiove está ligeiramente acima da estimativa divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na semana passada, que prevê uma colheita de 166,14 milhões de toneladas. A produtividade média estimada pela Abiove é de 3.615 kg por hectare, enquanto a Conab projeta 3.508 kg/hectare. A área plantada, segundo a Abiove, será de 46,4 milhões de hectares, enquanto a Conab estima 47,4 milhões de hectares.

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Produção de farelo e óleo de soja

A expansão no processamento de soja no Brasil deverá resultar em um aumento na produção de farelo de soja, matéria-prima essencial para a ração animal, e óleo de soja, utilizado tanto pela indústria alimentícia quanto pelo setor de biodiesel. A Abiove projeta uma produção de 44 milhões de toneladas de farelo de soja em 2025, um crescimento de 5,5% em relação a 2024. Já a produção de óleo de soja deverá aumentar 3,6%, alcançando 11,4 milhões de toneladas.

No entanto, enquanto as exportações de farelo de soja devem crescer 3,6%, atingindo 22,9 milhões de toneladas, a exportação de óleo de soja deverá cair 23,1%, para 1 milhão de toneladas. Essa queda se deve, em parte, ao aumento da mistura de biodiesel no diesel, que passará de 14% para 15% no ano seguinte, fazendo com que o óleo de soja seja direcionado mais para o consumo interno.

Impactos na receita com exportações

A receita com as exportações do complexo soja (grão, farelo e óleo) foi estimada pela Abiove em US$ 50,88 bilhões para 2025, o que representa uma queda em relação aos US$ 53,12 bilhões previstos para 2024. Apesar do aumento no volume exportado, os preços mais baixos da soja e do farelo de soja deverão pressionar a receita do setor no ano que vem.

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A soja continua sendo o principal produto de exportação do Brasil, com impacto direto nas receitas do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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