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Progresso e Desafios Marcam o Primeiro Semestre da Comissão de Agricultura

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O primeiro semestre de 2024 foi marcado por intensa atividade para a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados. Sob a presidência de Evair de Melo, membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), o colegiado enfrentou um período desafiador, caracterizado por tragédias no Rio Grande do Sul e invasões de terras em diversas partes do país.

A nova composição da mesa diretora da CAPADR inclui Evair de Melo (PP-ES) como presidente, Rodolfo Nogueira (PL-MS) como vice-presidente, Ana Paula Leão como 2ª vice-presidente e Afonso Hamm (PP-RS) como 3º vice-presidente, todos integrantes da FPA. Evair de Melo ressaltou a importância de manter o protagonismo do setor agropecuário e avançar com pautas essenciais para o desenvolvimento econômico e social do Brasil. “A Comissão de Agricultura é crucial para o progresso do país, pois aqui definimos questões que impactam todos os setores”, explicou Melo.

Durante o semestre, a CAPADR tratou de temas vitais, enfrentando firmemente os desafios climáticos que afetaram os produtores rurais. Entre as ações destacadas, convocou-se o Ministro da Agricultura para discutir a proposta de importação de arroz e realizaram-se diversas audiências públicas, incluindo uma sobre a produção em terras indígenas na Raposa Serra do Sol. “Este é apenas o começo; continuaremos a trabalhar para alcançar mais resultados positivos no segundo semestre”, afirmou Melo.

Além disso, a Comissão abordou as consequências das tragédias no Rio Grande do Sul e implementou medidas para a recuperação do setor agropecuário. O Projeto de Lei (PL) 5059/2023, que cria o Programa Nacional de Recuperação de Crédito dos Pequenos Agricultores – Desenrola Rural, visa restaurar a capacidade produtiva das famílias da agricultura familiar e pequenas propriedades. Também foi aprovado o PL 5277/2023, que suspende o pagamento de financiamentos rurais devido a inundações e estiagens extremas em Rondônia.

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Pacificação no Campo

As invasões de terras, uma prática crescente no último ano e meio, foram abordadas com foco na redução dos crimes tanto no campo quanto na cidade. A CAPADR aprovou o PL 2587/2023, que isenta de impostos imóveis rurais afetados por crimes de roubo ou esbulho possessório, e o PL 3763/2023, que propõe a criação de Delegacias Especializadas em Conflitos Agrários.

Modernização do Setor

A busca por tecnologia continua a ser uma prioridade para o agro brasileiro. A Comissão aprovou projetos que incentivam o desenvolvimento de tecnologias agrícolas e a eficiência do setor. Entre as iniciativas aprovadas estão o PL 1368/2023, que promove tecnologias agrícolas inovadoras, e o PL 2694/2021, que isenta a Embrapa de taxas e contribuições relacionadas a registros e proteção de pesquisas.

Evair de Melo considerou o momento atual crucial para a agricultura do país, destacando o papel essencial do setor como pilar econômico e social. “Estamos dando continuidade a algo que não pode parar: o sucesso do agro”, concluiu Melo.

Vicentinho Júnior

Durante seu tempo como presidente da CAPADR, Vicentinho Júnior teve um papel ativo, aprovando 63 proposituras, incluindo o PL 5.059/23, que estabelece o Programa Nacional de Recuperação de Crédito dos Pequenos Agricultores – Desenrola Rural, e o PL 1.373/2023, que impede que invasores de propriedades sejam beneficiados por programas de reforma agrária ou linhas de crédito. Além disso, aprovou o PL 3.763/2023, que cria Delegacias Especializadas em Conflitos Agrários.

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Outros Destaques
  • PL 3686/2023: Reconhece o represamento de cursos d’água para atividade agropecuária como de utilidade pública, visando a regularização da vazão e a redução de conflitos hídricos.
  • PL 5585/2023: Qualifica o produtor rural como segurado especial, independentemente do valor obtido com a comercialização de sua produção.
  • PL 4357/2023: Assegura que propriedades produtivas não sejam expropriadas pelo governo para reforma agrária.
  • PL 4538/2019: Institui a Política Nacional de Incentivo à Agricultura de Precisão, estimulando o uso de tecnologias inovadoras para aumentar a produtividade e reduzir impactos ambientais.
  • PL 3019/2023: Permite o uso de bens semoventes como garantia em crédito ou financiamento rural.
  • PL 4685/2023: Atualiza valores para aquisição de imóveis rurais pelo Fundo de Terras e Reforma Agrária.
  • PL 3887/2023: Permite ajuste do valor do arrendamento rural em produtos da terra, conforme os costumes locais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho safrinha no Sul de Minas exige atenção redobrada com clima irregular, pragas e janela de plantio

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O milho safrinha 2025/2026 no Sul de Minas Gerais avança em um cenário de atenção máxima no campo. Produtores da região lidam com desafios simultâneos que impactam diretamente o potencial produtivo das lavouras, como instabilidade das chuvas, pressão crescente de pragas e atrasos na semeadura em função do calendário da soja.

O cenário regional acompanha as projeções nacionais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima produção de 108,4 milhões de toneladas na segunda safra de milho no país. No Sul de Minas, no entanto, o desempenho das lavouras varia conforme o momento de plantio e as condições climáticas de cada área.

Plantio fora da janela ideal amplia riscos produtivos

A principal preocupação dos especialistas está relacionada ao atraso na semeadura, que em muitos casos ocorreu após a colheita da soja. Esse fator resultou em lavouras com estágios de desenvolvimento distintos, aumentando a necessidade de manejo individualizado.

Segundo o diretor comercial da Agrobom, Marco Castelli, o momento exige atenção redobrada do produtor rural.

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“Cada produtor vive uma realidade diferente nesta safrinha. Quem conseguiu semear dentro da janela adequada tem lavouras mais uniformes e com melhor potencial produtivo. Já quem atrasou o plantio precisa redobrar o monitoramento do clima e das pragas, pois qualquer falha pode comprometer o resultado final”, afirma.

Irregularidade das chuvas preocupa fase reprodutiva do milho

De acordo com especialistas, a instabilidade das chuvas durante as fases críticas de florescimento e enchimento de grãos é um dos principais fatores de risco para a produtividade da segunda safra.

A irregularidade hídrica pode provocar redução significativa no rendimento das lavouras, especialmente nas áreas semeadas mais tardiamente, que ficam mais expostas a períodos de estresse climático.

Pressão de pragas exige monitoramento constante

Além do clima, o avanço de pragas como a lagarta-do-cartucho também preocupa os produtores. As condições de calor e umidade favorecem a proliferação, exigindo acompanhamento frequente das áreas cultivadas e resposta rápida no controle.

O manejo preventivo e a tomada de decisão ágil são apontados como fatores determinantes para evitar perdas de produtividade neste estágio do ciclo.

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Planejamento e comercialização ganham importância no cenário atual

Para a Agrobom, o momento também exige atenção ao mercado de milho, que segue com forte volatilidade de preços influenciada pelo desempenho da segunda safra em nível nacional.

Segundo Castelli, o acompanhamento das cotações é essencial para o produtor que ainda avalia o melhor momento de comercialização.

“O milho é uma cultura estratégica para o Sul de Minas. O planejamento, o acompanhamento constante da lavoura e decisões rápidas no campo fazem diferença tanto na produtividade quanto na comercialização”, destaca o executivo.

Gestão técnica e mercado definem resultado da safrinha

A combinação entre manejo adequado no campo e leitura correta do mercado é apontada como fator decisivo para o desempenho da safra 2025/2026 na região.

Com lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento e clima instável, especialistas reforçam que o monitoramento contínuo será determinante para reduzir riscos e garantir melhores resultados na segunda safra de milho no Sul de Minas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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