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Preços de derivados lácteos sobem em Goiás, indica boletim do setor

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O boletim de mercado do setor lácteo divulgado pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Governo de Goiás nesta segunda-feira (29) aponta um aumento nos preços dos derivados lácteos no estado. Segundo a Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás, os preços médios da cesta de produtos derivados do leite subiram em abril em comparação com o mês anterior, com a maioria dos itens registrando variações positivas. No entanto, um produto apresentou queda, revelando a complexidade das flutuações no mercado.

De acordo com os dados, o leite em pó integral teve um aumento de 1,88%, enquanto o creme a granel subiu 1,40%. O queijo muçarela apresentou uma alta de 1,12%, e o leite UHT integral teve um crescimento de 0,34%. Em contraste, o preço médio do leite condensado caiu 1,50%.

Com essas variações, o índice da cesta de derivados lácteos apresentou uma variação total ponderada de 0,79% em abril. Esse resultado reflete a dinâmica do setor e as constantes mudanças na oferta e demanda por produtos lácteos.

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A Câmara Técnica e de Conciliação da Cadeia Láctea de Goiás é composta por representantes de diversas entidades, como a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), IMB, Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Sindicato das Indústrias de Laticínios no Estado de Goiás (Sindileite), Associação Goiana de Supermercados (Agos), Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios de Goiás (Sincovaga-GO) e Secretaria-Geral da Governadoria (SGG).

Os dados divulgados servem como referência para a indústria de laticínios e para quem trabalha com produtos derivados do leite em Goiás. A variação nos preços pode ter impacto direto nos consumidores e nos produtores, sendo fundamental para a tomada de decisões no setor. O boletim reflete as tendências e as condições do mercado, auxiliando na análise e planejamento estratégico das empresas do ramo lácteo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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