AGRONEGÓCIO

Programação de embarques de açúcar recua para 1,2 milhão de toneladas

Publicado em

O número de navios aguardando para embarcar açúcar nos portos brasileiros permaneceu em 41 na semana encerrada em 19 de fevereiro, mantendo-se estável em relação à semana anterior, segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil. No entanto, o volume total programado para embarque caiu para 1,186 milhão de toneladas, ante 1,441 milhão de toneladas na semana anterior.

O Porto de Santos (SP) concentra a maior parte da carga, com 786.913 toneladas previstas para embarque. Em seguida, aparecem os portos de Paranaguá (PR), com 82.826 toneladas; Recife (PE), com 90.000 toneladas; São Sebastião (SP), com 104.668 toneladas; Suape (PE), com 68.300 toneladas; Imbituba (SC), com 38.650 toneladas; e Itajaí (SC), com 15.000 toneladas.

A carga total inclui 996.981 toneladas de açúcar VHP, 132.076 toneladas de açúcar TBC e 28.000 toneladas de açúcar refinado A-45. O levantamento da agência considera as embarcações já ancoradas, as que aguardam atracação e aquelas com previsão de chegada até 31 de março.

Leia Também:  Açúcar se recupera nas bolsas internacionais após semana de quedas, mas oferta global segue pressionando o mercado
Exportações registram retração

Os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que a receita média diária com exportações de açúcar e outros melaços atingiu US$ 39,423 milhões nos primeiros dez dias úteis de fevereiro. O volume médio diário exportado no período foi de 83,709 mil toneladas. No total, foram embarcadas 837.093 toneladas de açúcar no mês, gerando uma receita de US$ 394,237 milhões, a um preço médio de US$ 471,00 por tonelada.

Na comparação com fevereiro de 2024, quando a média diária de receita foi de US$ 83,263 milhões, houve uma queda de 52,7% no valor obtido. O volume diário exportado também recuou 47,1% em relação às 158,125 mil toneladas embarcadas no mesmo período do ano anterior. Já o preço médio por tonelada registrou queda de 10,6%, ante os US$ 526,60 praticados em fevereiro de 2024.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Produção de biodiesel cresce em Mato Grosso e estado já responde por 26% do volume nacional

Published

on

Mato Grosso lidera expansão do biodiesel no Brasil

A produção de biodiesel em Mato Grosso registrou forte crescimento em março e consolidou o estado como principal polo do biocombustível no país. Segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgados nesta semana, o estado foi responsável por 26% de toda a produção nacional no período.

As usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos (m³) de biodiesel, dentro de um volume nacional de 893,60 mil m³, configurando o maior patamar da série histórica estadual. O resultado representa um avanço de 16,90% em relação a fevereiro.

Mistura obrigatória de biodiesel sustenta demanda

O crescimento da produção está diretamente ligado ao aumento da demanda interna, impulsionada pela política energética nacional. Desde agosto do ano passado, o Brasil adota a mistura obrigatória de 15% de biodiesel ao diesel (B15).

De acordo com o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, esse fator tem sido determinante para o avanço da indústria no estado.

“A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirma o especialista.

Segundo ele, o movimento reflete a adaptação das usinas à nova dinâmica de consumo de combustíveis no país, sustentando o crescimento recente do setor.

Leia Também:  Açúcar se recupera nas bolsas internacionais após semana de quedas, mas oferta global segue pressionando o mercado
Óleo de soja segue como principal matéria-prima

O boletim também aponta que o óleo de soja continua sendo o principal insumo utilizado na produção de biodiesel em Mato Grosso, com participação de 84% no total, apesar de leve recuo em relação ao mês anterior.

O protagonismo do insumo reforça a forte integração entre as cadeias de grãos e biocombustíveis, especialmente em um estado que lidera a produção nacional de soja.

Imea revisa projeções para algodão, milho e pecuária

Além do biodiesel, o relatório do Imea trouxe atualizações importantes para outras cadeias do agronegócio em Mato Grosso.

Algodão tem ajuste na área, mas mantém produção robusta

A área plantada de algodão para a safra 2025/26 foi revisada para 1,38 milhão de hectares, indicando leve redução frente à estimativa anterior. Em contrapartida, a produtividade foi ajustada para 297,69 arrobas por hectare.

Com isso, a produção total está projetada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço, mantendo o estado como líder nacional na cultura.

Milho tem produtividade revisada para cima

No caso do milho, o Imea manteve a área da safra 2025/26 em 7,39 milhões de hectares, mas revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare.

A nova estimativa elevou a produção para 52,66 milhões de toneladas, refletindo condições climáticas favoráveis em parte das lavouras, impulsionadas pelo bom regime de chuvas.

Leia Também:  Impacto da Queda de Chumbinhos no Café Destaca a Importância do Manejo Durante a Seca de 2024
Boi gordo sobe com oferta restrita

No mercado pecuário, o preço do boi gordo apresentou alta em abril. A arroba em Mato Grosso atingiu média de R$ 350,11, sustentada pela oferta reduzida de animais para abate.

O cenário contribuiu para a diminuição do diferencial de preços em relação a São Paulo, onde a média foi de R$ 367,57 por arroba.

Suínos recuam com menor demanda interna

Em contraste, o mercado de suínos registrou queda nas cotações. O preço pago ao produtor mato-grossense ficou em R$ 5,96 por quilo em abril, pressionado pela redução da demanda doméstica.

Segundo o Imea, o enfraquecimento do consumo elevou a oferta de animais e carne no mercado, impactando negativamente os preços.

Cenário reforça protagonismo do agro mato-grossense

Os dados mais recentes confirmam o papel estratégico de Mato Grosso no agronegócio brasileiro, tanto na produção de biocombustíveis quanto nas cadeias de grãos e proteínas animais.

Com a demanda por energia renovável em alta e condições favoráveis no campo, o estado segue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, consolidando-se como um dos principais motores do agro no país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA