AGRONEGÓCIO

Programa Safra Garantida SC é ampliado e já opera no Banco do Brasil

Publicado em

O Programa Safra Garantida SC, iniciativa do Governo de Santa Catarina, já está em operação no Banco do Brasil e deve destinar R$ 84 milhões em subsídios aos agricultores familiares nos próximos dois anos. A ação visa apoiar produtores rurais em caso de perdas decorrentes de eventos climáticos, garantindo maior segurança e tranquilidade para o plantio.

O Termo de Adesão foi assinado nesta quarta-feira (17) pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) com o banco, ampliando a operacionalização do programa, que já funciona por meio de cooperativas de crédito parceiras.

Onde os produtores podem aderir

Além do Banco do Brasil, os produtores podem se inscrever no programa por meio das seguintes cooperativas de crédito:

  • Sicoob Central SC/RS
  • Central Sicredi Sul/Sudeste
  • Central Cresol Baser
  • Cresol Central Brasil
  • Central Cresol Sicoper
  • Sulcredi Crediluz
  • CrediSeara

Os primeiros pagamentos do Safra Garantida SC começaram em julho. Até o momento, 374 contratos de 66 municípios foram contemplados, totalizando R$ 535,4 mil. A expectativa é que o número de beneficiários cresça significativamente nos próximos meses.

Leia Também:  Prefeitura de Cuiabá tem vaga de montador de móveis com salário de R$ 3 mil

O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Carlos Chiodini, ressalta:

“Queremos garantir que o pequeno agricultor plante com tranquilidade, sabendo que, se houver perdas por causa do clima, terá o apoio do Estado. É uma resposta direta a quem trabalha pelo desenvolvimento rural em Santa Catarina.”

Programa inédito no Estado

O Safra Garantida SC oferece subsídio de até R$ 1.500 por produtor para custear a taxa de adesão ao Proagro Mais, programa federal que protege agricultores de prejuízos climáticos.

Podem ser beneficiados os agricultores familiares enquadrados no Pronaf, com renda anual de até R$ 150 mil e exploração de culturas alimentares, que contratarem operações de custeio agrícola na rede bancária ou cooperativas de crédito habilitadas.

O programa tem como meta:

  • Beneficiar mais de 56 mil produtores rurais
  • Cobrir 282 mil hectares de área segurada
  • Proteger uma safra estimada em R$ 3,4 bilhões
Como funciona na prática

Um exemplo prático: um agricultor com 5 hectares de milho teria custo médio de R$ 300 por hectare para contratar o Proagro Mais, totalizando R$ 1.500. Esse valor será integralmente subsidiado pelo Estado, garantindo proteção da lavoura sem custos adicionais.

Leia Também:  Colheita da Segunda Safra de Feijão Carioca Entra na Fase Final
Orientações e adesão

Os interessados devem procurar os escritórios da Epagri para receber orientações detalhadas. A adesão é feita diretamente nas agências do Banco do Brasil ou nas cooperativas de crédito habilitadas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Atacado e exportação estabelecem ritmo recorde em agosto

Published

on

Os preços da carne de frango voltaram a subir no mercado interno, enquanto as exportações brasileiras iniciaram agosto no maior ritmo diário já registrado. A combinação de estoques ajustados, recuperação do consumo doméstico e forte procura internacional dá sustentação às cotações neste começo de mês.

Na quinta-feira (13.08), o frango congelado foi negociado no atacado da Grande São Paulo a R$ 7,20 o quilo, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O valor acumula alta de 0,84% desde o início de agosto.

A reação ocorre depois de um período de pressão sobre os preços no fim de julho e nos primeiros dias deste mês. O recebimento de salários aumentou o poder de compra das famílias, enquanto a volta às aulas impulsionou a procura por uma proteína amplamente utilizada no consumo doméstico, em restaurantes e na alimentação escolar.

Os estoques também estão relativamente ajustados à demanda. Esse equilíbrio reduz a necessidade de concessão de descontos por atacadistas e frigoríficos e ajuda a conter a pressão provocada pela maior oferta nacional de carne de frango.

A melhora no atacado, entretanto, não significa necessariamente uma recuperação imediata e na mesma proporção para todos os elos da cadeia. O efeito sobre a remuneração dos avicultores depende dos contratos de integração, dos custos de produção e do comportamento dos preços do milho e do farelo de soja, principais componentes da alimentação das aves.

No mercado externo, os números indicam uma procura ainda mais forte. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou, em média, 30 mil toneladas de carne de frango in natura por dia nos cinco primeiros dias úteis de agosto.

Leia Também:  Estudo Avalia Valor Nutricional da Casca da Cana-de-Açúcar para Ruminantes

É a maior média diária para o período desde o início da série histórica, em 1997. Considerada a parcial, aproximadamente 150 mil toneladas foram exportadas nos cinco primeiros dias úteis do mês.

O resultado deve ser interpretado com cautela, porque ainda não permite projetar o volume total de agosto. O ritmo dos embarques pode variar ao longo do mês devido à programação dos portos, à disponibilidade de navios, aos contratos dos frigoríficos e ao calendário dos países compradores.

A arrancada de agosto, porém, dá sequência a um julho de forte desempenho. No mês passado, o Brasil exportou 519,2 mil toneladas de carne de frango, considerando produtos in natura e processados, crescimento de 29,9% em relação a julho de 2025. A receita ficou próxima de R$ 5,2 bilhões, alta de 34,3% na comparação anual, medida originalmente em dólares.

O avanço elevado também reflete a base mais fraca de 2025, quando restrições sanitárias temporárias adotadas após a confirmação de influenza aviária em uma granja comercial afetaram as vendas brasileiras. O foco foi eliminado e o Brasil recuperou gradualmente o acesso aos mercados que haviam suspendido as compras.

No primeiro semestre de 2026, os embarques chegaram a 2,936 milhões de toneladas, alta de 12,9% sobre igual período do ano anterior e recorde para os seis primeiros meses do ano.

Leia Também:  Ibovespa sinaliza pausa após cinco quedas consecutivas

O desempenho reforça a posição do Brasil como maior exportador mundial de carne de frango. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) estima que o país poderá produzir entre 16 milhões e 16,15 milhões de toneladas em 2026, crescimento de até 5,6% sobre as 15,289 milhões de toneladas de 2025.

As exportações podem alcançar 5,875 milhões de toneladas neste ano, avanço de até 10,3%. Mesmo com o crescimento dos embarques, a disponibilidade para o mercado interno está estimada em aproximadamente 10,275 milhões de toneladas, 3,1% acima do volume registrado no ano passado.

A presença simultânea de demanda doméstica mais aquecida e exportações em ritmo elevado tende a reduzir a pressão de oferta sobre o atacado. A continuidade da recuperação, contudo, dependerá do consumo após o período de pagamento de salários e da manutenção das encomendas internacionais.

Para produtores e agroindústrias, o cenário é favorável, mas exige atenção aos custos. A valorização da carne melhora a capacidade de absorver despesas, enquanto uma eventual alta do milho ou do farelo de soja pode limitar as margens. Nas próximas semanas, o mercado acompanhará se o recorde diário dos embarques será mantido e se a reação observada no atacado chegará aos demais elos da cadeia.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA