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Programa Exporta Mais Brasil Impulsiona Setor de Bebidas em Tocantins

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Na última semana, o Exporta Mais Brasil, iniciativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), concluiu mais uma rodada de negociações, desta vez no estado do Tocantins. O foco foi o setor de bebidas, durante a realização da Agrotins 2024, em Palmas. Após dois dias de intensas atividades e 90 reuniões entre 16 empresas brasileiras e sete compradores internacionais, a projeção de negócios para os próximos 12 meses ultrapassa USD 1,7 milhão.

Conhecendo a Produção Local

A equipe da ApexBrasil levou os convidados internacionais para conhecerem de perto a produção tocantinense, começando pela sede da Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO). Lá, junto com representantes do Governo do Tocantins, foram destacados os potenciais do estado, desde sua natureza exuberante até sua rica produção em diversos setores. A visita incluiu uma exposição dos itens que compõem o programa governamental “Produtos da Terra”, evidenciando a qualidade das empresas locais.

Uma visita técnica à Fazenda Retiro permitiu aos participantes conhecer a nascente da água mineral Rio Leve, reconhecida pela riqueza em silício, conhecido como o “mineral da juventude”. O proprietário da empresa, Antônio Adriano, compartilhou a história da marca e destacou a qualidade do produto. Os compradores internacionais se mostraram impressionados e emocionados com a oportunidade de conhecer uma das melhores águas do mundo.

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Fechando Negócios

Durante a Agrotins 2024, foram realizadas rodadas de negócios entre as empresas brasileiras e os compradores internacionais. Marcos Antônio Ferreira, representante da Cachaça Meu Garoto, e Ana Lídia Zoni Ribeiro, CEO da Hidromel Uruçun da Amazônia, são exemplos de empreendedores que participaram das negociações.

Marcos Antônio Ferreira destacou a importância do acesso à expertise da ApexBrasil para expandir sua marca. Já Ana Lídia compartilhou sua jornada desde a pesquisa científica até o sucesso de seu produto no mercado internacional. Ambos ressaltaram a relevância do programa Exporta Mais Brasil e o apoio oferecido pela agência para alcançar o mercado global.

As rodadas de negócios resultaram em acordos promissores, com expectativa de envio dos produtos para os parceiros internacionais nos próximos dias. Este evento reforça o potencial do setor de bebidas brasileiro no mercado internacional e o papel fundamental da ApexBrasil em impulsionar as exportações do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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