AGRONEGÓCIO

Programa de manejo do psilídeo-dos-citros é lançado no país

Publicado em

O aumento expressivo da incidência da doença greening nos pomares de laranja, transmitida pelo inseto conhecido como psilídeo-dos-citros, (Diaphorina citri), mobiliza pesquisadores e a indústria de agroquímicos. Esta semana, a Sipcam Nichino Brasil anuncia o lançamento de um programa inovador, com vistas a melhorar os indicadores de controle do psilídeo. A estratégia de manejo chega ao mercado ancorada no inseticida Fiera®, em lançamento, e no acaricida Fujimite®, este do atual portfólio da companhia.

Conforme a Sipcam Nichino, o novo Fiera® conta com propriedades fisiológicas reguladoras de crescimento de insetos. Segundo o engenheiro agrônomo Marcelo Palazim, da área de desenvolvimento de mercado, o agroquímico tem por ingrediente ativo o buprofezin e atua por contato sobre as ninfas (fases jovens) do psilídeo. A recomendação da empresa é iniciar aplicações dessa solução aos primeiros sinais da presença do inseto no pomar.

O acaricida Fujimite®, por sua vez, acaba de receber registro dos órgãos reguladores para aplicações no controle do psilídeo-dos-citros. A solução, de acordo com a empresa, já é empregada com sucesso na citricultura visando o controle de pragas de alta relevância econômica, como o ácaro-da-leprose. À base do ativo fenpiroximato, ressalta o agrônomo da Sipcam Nichino, o acaricida apresenta modo de ação por contato e ingestão.

Leia Também:  1º Concurso de Desenho do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil integra programação do mês de junho da Assistência Social

Segundo a área de pesquisas da companhia, nas avaliações em nível de campo realizadas na Estação Experimental Sylvio Moreira, do Instituto Agronômico (IAC), na paulista Cordeirópolis, Fujimite®, aplicado em diferentes doses, transferiu indicadores de controle do psilídeo de 80% a 100%, nos períodos de três dias, cinco dias e sete dias após aplicado. Em relação ao novo Fiera®, os principais dados de experimentos em citros, salienta a companhia, serão divulgados nos próximos dias, após a conclusão dos últimos trabalhos.

Mercado e problema em expansão

Uma pesquisa divulgada recentemente pela Kynetec Brasil revelou que a intensificação dos tratamentos para controle do psilídeo-dos-citros respondeu por R$ 271 milhões, ou 23% do mercado total de defensivos da cultura, R$ 1,2 bilhão, no ciclo 2022-23. Conforme a consultoria, as vendas de produtos para conter o avanço da praga saltaram 42%, ante R$ 191 milhões da safra anterior.

Dados do Fundecitrus

Fundo de Defesa da Citricultura, dão conta de que no estado de São Paulo a presença do greening cresceu 56%, de 24,4% dos pomares, em 2022, para 38,06% em 2023. Há ainda relatos de prejuízos de até R$ 3,5 milhões registrados em virtude da doença, em determinadas fazendas.

Leia Também:  Produção de hortaliças movimenta R$ 7,1 bilhões no Paraná em 2024, segundo Deral

“Doença mais desafiadora safra após safra, o greening se converteu na principal preocupação da cadeia citrícola”, complementa Marcelo Palazim. “Atualmente, do ponto de vista fitossanitário, uma das principais recomendações ao citricultor é realizar a rotação de produtos com diferentes ingredientes ativos”, ele conclui.

Criada em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam, fundada em 1946, especialista em agroquímicos pós-patentes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.

Fonte: JBS Sipcam Nichino Brasil

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Consumo de vinho bate recorde no Brasil e cresce 41,9% em 2025; especialistas destacam benefícios à saúde

Published

on

O consumo de vinho no Brasil atingiu um marco histórico em 2025, consolidando o país como um dos principais destaques positivos do setor vitivinícola mundial. Enquanto diversos mercados internacionais registraram retração no consumo da bebida, os brasileiros ampliaram significativamente a demanda, impulsionando toda a cadeia produtiva nacional.

Dados da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV) mostram que o país consumiu 4,4 milhões de hectolitros de vinho ao longo do ano, volume recorde que representa crescimento de 41,9% em relação ao período anterior.

O avanço reforça a expansão da cultura do vinho entre os consumidores brasileiros e abre novas oportunidades para produtores, vinícolas, distribuidores e demais segmentos ligados ao agronegócio da uva e do vinho.

Vitivinicultura brasileira mantém trajetória de expansão

O crescimento do consumo foi acompanhado pela evolução da produção nacional. Pelo quinto ano consecutivo, o Brasil ampliou sua área cultivada com vinhedos, alcançando 91 mil hectares em 2025.

O aumento de 9,6% em comparação ao ano anterior demonstra a confiança do setor na expansão do mercado interno e na valorização dos produtos nacionais.

A vitivinicultura tem se consolidado como uma importante atividade agroindustrial, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuindo para a geração de renda, empregos e desenvolvimento regional.

Além da produção de vinhos, o segmento movimenta cadeias relacionadas ao turismo rural, gastronomia, logística e exportações, fortalecendo a presença do agronegócio brasileiro em mercados de maior valor agregado.

Interesse pela bebida cresce entre consumidores

O aumento do consumo reflete mudanças nos hábitos dos brasileiros, que passaram a incorporar o vinho com maior frequência em ocasiões sociais, refeições e experiências gastronômicas.

Leia Também:  Nestlé Brasil e SENAI apoiam descarbonização na cadeia produtiva do cacau

Especialistas apontam que a popularização da bebida também está associada ao maior acesso à informação sobre variedades, harmonizações e processos de produção, além da ampliação da oferta de rótulos nacionais e importados.

O cenário tem impulsionado investimentos em vinícolas, modernização de propriedades rurais e expansão de áreas destinadas ao cultivo de uvas viníferas.

Estudos associam consumo moderado à saúde cardiovascular

O crescimento da demanda ocorre paralelamente ao interesse da população por pesquisas científicas que investigam os efeitos do consumo moderado de vinho sobre a saúde.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o vinho contém compostos bioativos, especialmente polifenóis, que apresentam ação antioxidante e ajudam a combater os radicais livres, moléculas associadas ao envelhecimento celular e ao desenvolvimento de doenças crônicas.

Entre os compostos mais estudados está o resveratrol, encontrado principalmente na casca das uvas tintas, substância que vem sendo relacionada à proteção cardiovascular e à redução de processos inflamatórios.

Pesquisa aponta redução de risco cardiovascular

Estudos apresentados durante o American College of Cardiology (ACC) indicaram que o consumo moderado de vinho esteve associado a uma redução de 21% no risco de morte por doenças cardiovasculares quando comparado a indivíduos que não consumiam álcool ou o faziam apenas ocasionalmente.

De acordo com a especialista, esses resultados costumam ser observados em populações que seguem padrões alimentares semelhantes aos da dieta mediterrânea, reconhecida internacionalmente pelos benefícios à saúde.

Leia Também:  Representante de Nova Mutum destaca protagonismo de Sorriso no programa Vigia MT: "Se tornou referência"

Nesse modelo alimentar, o vinho é consumido em pequenas quantidades e integrado a uma rotina baseada em frutas, verduras, legumes, azeite de oliva, peixes e prática regular de atividades físicas.

Os compostos presentes na bebida podem contribuir para a proteção dos vasos sanguíneos, auxiliar na redução da oxidação do colesterol LDL e favorecer a saúde cardiovascular quando inseridos em um contexto de hábitos saudáveis.

Consumo deve ser feito com moderação

Apesar dos potenciais benefícios observados em estudos científicos, especialistas reforçam que o vinho não deve ser encarado como tratamento médico ou estratégia isolada de prevenção de doenças.

A recomendação para adultos saudáveis que optam pelo consumo da bebida é que ela seja ingerida com moderação e, preferencialmente, durante as refeições.

Além disso, o consumo de bebidas alcoólicas não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes, pessoas com doenças hepáticas, histórico de dependência alcoólica ou que utilizem medicamentos com potencial de interação com o álcool.

Setor vê oportunidades para os próximos anos

Com recorde de consumo, expansão dos vinhedos e fortalecimento da produção nacional, a cadeia vitivinícola brasileira entra em uma nova fase de crescimento.

A combinação entre aumento da demanda, valorização dos produtos nacionais e investimentos em tecnologia e qualidade cria perspectivas favoráveis para produtores rurais, cooperativas e vinícolas, consolidando o vinho como uma das cadeias agroindustriais de maior potencial de agregação de valor dentro do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA