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Programa de Irrigação da Abapa fortalece a agricultura familiar no Sudoeste e Oeste da Bahia

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Desde 2014, a Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa) mantém o projeto “Apoio aos Pequenos Agricultores Familiares”, um esforço contínuo para fortalecer a agricultura familiar no Sudoeste da Bahia. Até 2023, foram distribuídos 305 kits de irrigação em 18 municípios daquela região, transformando a realidade dos produtores e elevando a produtividade e a qualidade dos cultivos.

“Receber o kit Irrigação da Abapa foi muito importante e ajudou bastante na retomada do plantio do algodão em nossa região. Consegui o aumento de mais de 100% na minha produção, com 350 arrobas de algodão em caroço, em um hectare”, destacou Gedenon Guedes Fernandes, um dos agricultores beneficiados em 2015, ressaltando a transformação em suas práticas agrícolas.

Outro caso de sucesso é o da Fazenda Amâncio Gomes, em Urandi, onde, mesmo diante da estiagem, os agricultores viram resultados positivos após a adoção dos sistemas de irrigação. “Estamos muito felizes. Essa iniciativa ajudou muito a nossa família e só temos a agradecer a Abapa. Desde o primeiro contato fomos muito bem atendidos, o acompanhamento e recebimento dos kits foi muito satisfatório”, pontuou Márcia Mamédio Guimarães, produtora na fazenda.

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Antônio Carlos Araújo, coordenador do Programa Fitossanitário da Abapa, enfatiza que “o sistema de irrigação complementar contribui para reduzir o risco climático, melhorar a vida do homem do campo, aumentar a produtividade, gerar renda, melhorar a qualidade dos itens produzidos e diversificar o cultivo”. Mais de 600 hectares foram cultivados na região Sudoeste após a implantação desses equipamentos, incluindo culturas como algodão, milho, melancia, feijão, pepino e maracujá.

Oeste – Essa ação, que inicialmente beneficiava apenas os cotonicultores do Sudoeste, expandiu-se para o Oeste da Bahia devido aos resultados positivos alcançados. Nos anos de 2022 e 2023, foram doados 57 kits de irrigação para agricultores dos municípios de Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, Baianópolis, Formosa do Rio Preto, Riachão das Neves, Santana, São Desidério, Muquém do São Francisco, Wanderley, e Mansidão, impulsionando o cultivo de hortaliças e frutas destinadas às feiras e comércios locais.

Fonte: Abapa

Fonte: Portal do Agronegócio

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Produtos bovinos brasileiros podem ganhar mais espaço no mercado japonês

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Estabelecimentos brasileiros registrados no Serviço de Inspeção Federal (SIF) que produzem produtos bovinos processados têm até as 18h desta segunda-feira (31.08) para manifestar interesse em participar da auditoria sanitária que o Japão realizará no Brasil e que poderá ampliar o acesso de produtos bovinos processados ao mercado japonês. A iniciativa ocorre em meio ao esforço brasileiro para aumentar a presença da pecuária nacional em um dos mercados de carne mais exigentes e valorizados do mundo.

A chamada foi aberta pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) para identificar estabelecimentos interessados e preparados para receber a missão japonesa. O trabalho será conduzido pelas autoridades sanitárias do Japão e deverá avaliar as condições brasileiras de produção e processamento.

A lista inclui produtos como carne bovina desidratada, conhecida internacionalmente como beef jerky, envoltórios bovinos submetidos a tratamento térmico e o chamado Prime Beef, produto elaborado a partir de colágeno bovino e extrato de carne.

O objetivo da auditoria é revisar o Programa de Verificação de Exportação (EVP, na sigla em inglês), conjunto de procedimentos que estabelece as condições que os estabelecimentos brasileiros precisam cumprir para vender determinados produtos ao Japão.

Na prática, uma avaliação favorável poderá permitir a inclusão de novos produtos e estabelecimentos brasileiros no comércio com o país asiático.

O prazo desta segunda-feira não significa, portanto, abertura automática do mercado. Ele representa uma etapa preparatória para a auditoria e para a negociação sanitária necessária antes da autorização das exportações.

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A movimentação ganha importância porque o Japão é fortemente dependente da importação de alimentos. Cerca de 60% das calorias consumidas pela população japonesa têm origem externa, ao mesmo tempo em que o país mantém padrões sanitários rigorosos para entrada de produtos agropecuários.

Na carne bovina, aproximadamente 70% do consumo japonês é abastecido por importações. Austrália e Estados Unidos estão entre os principais fornecedores, enquanto o Brasil ainda busca ampliar sua participação nesse mercado.

A abertura para a carne bovina brasileira in natura é uma negociação separada e muito mais ampla, que se arrasta há mais de duas décadas. Brasil e Japão decidiram acelerar as discussões e estabeleceram a realização de inspeções técnicas como uma das etapas necessárias para avançar na avaliação de risco.

Por isso, embora a auditoria relacionada ao prazo de segunda-feira seja destinada a produtos processados, o movimento ocorre dentro de uma aproximação sanitária e comercial mais abrangente entre os dois países.

Para a pecuária brasileira, conquistar espaço no Japão teria importância que vai além do volume vendido. O país asiático é considerado um mercado de elevado valor agregado e possui exigências sanitárias capazes de funcionar como referência para outros compradores.

A diversificação também ganhou importância neste segundo semestre. As exportações brasileiras de carne bovina chegaram a 1,97 milhão de toneladas entre janeiro e julho, crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, mas o setor enfrenta mudanças nas condições de acesso a alguns de seus principais destinos.

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Nesse cenário, ampliar o número de compradores reduz a dependência de poucos mercados e aumenta as alternativas comerciais dos frigoríficos. O efeito pode chegar ao pecuarista por meio de maior disputa pela matéria-prima e da valorização de animais que atendam às exigências dos destinos mais remuneradores.

A abertura de um mercado, entretanto, não termina com a autorização sanitária. Frigoríficos precisam cumprir requisitos específicos de produção, processamento, rastreabilidade e certificação para serem habilitados a exportar.

É justamente esse processo que começa agora para os produtos incluídos na chamada. Os estabelecimentos interessados devem encaminhar a documentação por meio do Serviço de Inspeção Federal (SIF) e do respectivo Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sipoa), para que a manifestação chegue ao Mapa dentro do prazo.

Manifestações apresentadas depois das 18h desta segunda-feira não serão consideradas.

A auditoria japonesa será o passo seguinte. Se o resultado permitir a revisão das regras atuais, o Brasil poderá acrescentar novos produtos bovinos à pauta de exportações para o Japão enquanto continua negociando o objetivo de maior peso econômico para a pecuária nacional: a abertura do mercado japonês à carne bovina brasileira in natura.

Fonte: Pensar Agro

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