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Produtores sustentáveis de Minas Gerais terão desconto em crédito rural

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Médios e grandes produtores rurais que participam do Programa Certifica Minas terão um incentivo adicional para investir em boas práticas agrícolas. Aqueles que comprovarem a adoção de métodos sustentáveis, por meio de programas reconhecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), poderão obter um desconto de 0,5% na taxa de juros em operações de custeio do Plano Safra 2024/2025. Em Minas Gerais, produtores certificados pelo Certifica Minas sairão na frente, uma vez que o programa estadual é um dos reconhecidos pelo governo federal na promoção da sustentabilidade agrícola.

“O reconhecimento do Certifica Minas como uma política pública eficaz é um incentivo à melhoria contínua da qualidade, sustentabilidade e competitividade dos nossos produtos agropecuários”, destacou o secretário de Agricultura de Minas Gerais, Thales Fernandes.

O Mapa já possui o registro dos produtores que participam do programa. “A fonte de informação dos agentes financeiros é a plataforma AgroBrasil+Sustentável, integrada ao Governo Digital (gov.br). Com o reconhecimento do Certifica Minas, o produtor certificado pode acessar o documento na plataforma e apresentá-lo ao seu agente financeiro para pleitear o desconto”, explicou o secretário-adjunto da pasta, João Ricardo Albanez.

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Certifica Minas: um selo de qualidade e sustentabilidade

Criado pelo Governo de Minas em parceria com a Epamig, Emater e IMA, o Programa de Certificação de Produtos Agropecuários e Agroindustriais do Estado de Minas Gerais (Certifica Minas) foi instituído pela Lei Estadual nº 22.926/2018. Desde então, já emitiu 9.012 certificados, assegurando a qualidade dos produtos agropecuários e agroindustriais do estado e a sustentabilidade dos sistemas de produção, com ênfase também em aspectos sociais e ambientais.

O programa contempla diversas cadeias produtivas, incluindo algodão, cachaça, café, Queijo Minas Artesanal, azeite, carne bovina, frutas, hortaliças, leite, mel, frango caipira, ovo caipira e produtos sem agrotóxicos (SAT).

As atividades do Certifica Minas são conduzidas por três entidades: a Emater orienta os produtores sobre a adequação dos sistemas produtivos, o IMA realiza auditorias nas propriedades e agroindústrias, valida normas de certificação e emite os selos e certificados, enquanto a Epamig desenvolve pesquisas para aprimorar o programa e capacitações voltadas ao setor.

Mais recursos para a cafeicultura mineira

A lançamento da plataforma AgroBrasil+Sustentável ocorre em um momento de reforço dos investimentos na cafeicultura mineira. O Governo de Minas Gerais, em parceria com o Banco de Desenvolvimento do Estado (BDMG), ampliou em R$ 96 milhões os recursos destinados ao Funcafé, linha de crédito voltada para cafeicultores do estado. Assim, o total disponível para a safra 2024/2025 atinge R$ 330 milhões.

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Somadas a outras operações do BDMG, as linhas de crédito para a cafeicultura totalizam R$ 1,4 bilhão nesta safra, representando um crescimento de 15% em relação ao ciclo anterior. Os recursos podem ser acessados por cooperativas, empresas e produtores rurais para fins de comercialização, compra e capital de giro, fortalecendo ainda mais o setor cafeeiro do estado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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