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Produtores reforçam fixação de vendas de milho, exercendo pressão nas cotações brasileiras

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Nesta quinta-feira, o mercado brasileiro de milho enfrenta pressões decorrentes do aumento nas fixações para venda por parte dos produtores. A expectativa é de um ritmo de comercialização tranquilo, com os consumidores aguardando por preços mais acessíveis para o cereal. Enquanto isso, na esfera internacional, a Bolsa de Chicago continua a registrar perdas, aguardando os resultados das vendas líquidas semanais norte-americanas de milho.

O mercado nacional de milho manteve-se estável a mais baixo ao longo da quarta-feira, marcado pela tranquilidade nas transações comerciais. A oferta abundante em diversas regiões do país continua a exercer pressão sobre as cotações.

Em termos de preços, no Porto de Santos, a saca (CIF) oscilou entre R$ 60,00/65,00. Já no Porto de Paranaguá, a cotação variou entre R$ 59,00/64,00 por saca.

No Paraná, a cotação ficou entre R$ 55,00/57,00 por saca em Cascavel. Em São Paulo, o preço na Mogiana foi de R$ 58,00/62,00. Em Campinas CIF, a saca foi negociada entre R$ 64,00/65,00.

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No Rio Grande do Sul, o preço situou-se entre R$ 56,00/58,00 por saca em Erechim. Em Minas Gerais, a cotação foi de R$ 58,50/60,00 por saca em Uberlândia. Em Goiás, o preço variou entre R$ 54,00/57,00 por saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, o preço foi de R$ 40,00/45,00 por saca em Rondonópolis.

Chicago Aguarda Dados de Exportações e Mantém Tendência Negativa

Os contratos com vencimento em março de 2024 na Bolsa de Chicago operam cotados a US$ 4,44 por bushel, registrando uma baixa de 4,25 centavos de dólar por bushel ou 0,94% em relação ao fechamento anterior. A perspectiva de ampla oferta na América do Sul, incertezas sobre importações chinesas e a valorização do dólar frente a outras moedas continuam a pressionar as cotações.

Os investidores voltam suas atenções para o relatório semanal de exportações americanas de milho, programado para ser divulgado às 10h30 pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Analistas estimam vendas entre 800 mil e 1,3 milhão de toneladas.

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No cenário cambial, o dólar comercial apresenta alta de 0,49%, atingindo R$ 4,9601, enquanto o Dollar Index registra um aumento de 0,35%, alcançando 103,62 pontos.

Indicadores Financeiros e Cenário Internacional

As principais bolsas da Ásia encerraram em baixa, com Xangai -0,64% e Tóquio -0,76%. Na Europa, Paris opera em queda de 0,69%, Frankfurt com leve recuo de 0,16%, enquanto Londres apresenta um aumento de 0,34%.

O petróleo registra cotações em alta, com o WTI para março subindo 0,39%, atingindo US$ 76,17 o barril. Este panorama reflete a complexidade das influências globais nos mercados agrícolas e financeiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Cota da China se aproxima do limite e pressiona preço do boi gordo no Brasil; mercado reage com recuo nas praças e ajustes no abate

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O mercado físico do boi gordo voltou a registrar pressão nas cotações da arroba ao longo da última semana no Brasil, mesmo com a oferta ainda ajustada e dificuldade na composição das escalas de abate pelos frigoríficos. O movimento é influenciado principalmente pela expectativa de esgotamento antecipado da cota de importação da China, principal destino da carne bovina brasileira.

Segundo analistas de mercado, o cenário adiciona incertezas ao fluxo de exportações no curto prazo e leva a indústria a revisar sua estratégia de abate e compra de gado no país.

Possível esgotamento da cota chinesa aumenta pressão sobre frigoríficos

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Fernando Iglesias, os frigoríficos já operam testando preços mais baixos diante da aproximação do preenchimento da cota anual da China, estimada em 1,106 milhão de toneladas.

A expectativa é de que esse limite seja atingido entre junho e julho, o que pode gerar uma redução temporária da demanda chinesa pela carne bovina brasileira, afetando diretamente a formação de preços no mercado interno.

“Essa cota está para ser preenchida entre os meses de junho e julho, o que deve fazer com que o Brasil passe a contar com uma ausência parcial e temporária do principal mercado para a carne bovina brasileira”, explica Iglesias.

Com isso, a indústria tende a ajustar o ritmo de abates, reduzindo turnos e elevando a ociosidade das plantas frigoríficas, em um movimento de adequação à nova dinâmica de demanda.

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Arroba do boi recua nas principais praças brasileiras

Mesmo com oferta limitada de animais, as cotações da arroba do boi gordo apresentaram queda em importantes regiões produtoras do país. Confira os preços registrados no dia 18 de junho na modalidade a prazo:

  • São Paulo (Capital): R$ 350,00/@ (-1,41%)
  • Goiás (Goiânia): R$ 325,00/@ (-4,41%)
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 325,00/@ (-1,52%)
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 345,00/@ (-2,82%)
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 350,00/@ (-2,78%)
  • Rondônia (Vilhena): R$ 335,00/@ (-2,90%)

O movimento reflete a tentativa dos frigoríficos de recompor margens em um cenário de maior incerteza no fluxo exportador.

Atacado do boi tem estabilidade, mas demanda segue sob atenção

No mercado atacadista, os preços se mantiveram estáveis ao longo da semana. O quarto dianteiro foi cotado a R$ 21,70/kg e o traseiro a R$ 27,00/kg, sem variações em relação ao período anterior.

Apesar da estabilidade, analistas apontam expectativa de recuperação pontual nos próximos dias, impulsionada por fatores sazonais de consumo. Ainda assim, a menor competitividade frente à carne de frango segue como limitador para altas mais consistentes.

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Exportações brasileiras seguem em forte crescimento em junho

Mesmo com a pressão no mercado interno, as exportações de carne bovina do Brasil seguem em ritmo forte em junho.

Até o momento (9 dias úteis), o país exportou:

  • US$ 850,786 milhões em receita
  • 129,685 mil toneladas embarcadas
  • Preço médio de US$ 6.560,40 por tonelada

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • Alta de 44,0% na receita média diária
  • Crescimento de 19,6% no volume exportado
  • Aumento de 20,4% no preço médio

Os dados reforçam a força do Brasil no comércio global de proteína bovina, mesmo em um ambiente de maior volatilidade no mercado físico interno.

Mercado do boi entra em fase de ajuste com atenção ao cenário externo

O mercado brasileiro do boi gordo encerra a semana sob influência direta do cenário internacional, especialmente das relações comerciais com a China. A possível mudança temporária no fluxo de exportações, somada aos ajustes da indústria frigorífica, tende a manter a volatilidade nas cotações no curto prazo, enquanto o desempenho das exportações segue sendo fator de sustentação para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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